Julho 22, 2017

Estar unido é o desafio do PMDB

Na passagem dos líderes do PMDB pelo Sul catarinense, neste fim de semana, não faltaram imagens e declarações que reforçam a necessidade de união do maior partido do Estado para 2018. Tanto que o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, que assumirá o comando do Estado no ano que vem, afirmou que caso o deputado federal Mauro Mariani, presidente da sigla, seja o candidato ao governo contará com o apoio dele e das demais figuras proeminentes do partido. Mas sempre há dúvidas se a recíproca é verdadeira, caso Moreira consiga o posto de candidato, algo que supera o discurso de alinhamento.

O projeto é conjunto e há de considerar que, pelo tamanho e pela força de votos que possui, o PMDB tem seu maior adversário na desagregação. Algo bastante alimentado em alguns segmentos da legenda, principalmente quando outros nomes aparecem que não seja o de Mariani para disputar. O maior símbolo desta reação é o senador Dário Berger, cada vez mais distante das bases partidárias, e que ajuda a apagar o incêndio com querosene à simples menção dos nomes de Moreira e do prefeito Udo Döhler, de Joinville, como alternativas eleitorais. No atual cenário, vencerá o projeto que aglutine e consiga garantir uma aliança sólida para o projeto, dentro e fora do partido, pois não basta ser um peemedebista para se sentir um candidato viável ou um vencedor.

 

A expectativa

Entre os declarados pré-adversários do PMDB, há uma aposta de que a tal disputa pela vaga de candidato desmonte o partido. Sem contar aqueles que escolhem adversário e sustentam que até mesmo Dário seria o candidato, após ultrapassar barreiras judiciais que hoje o impedem de concorrer. Um adversário com um telhado de vidro bastante grande é o sonho de consumo de Gelson Merisio (PSD), Paulo Bauer (PSDB), Esperidião Amin (PP) ou Décio Lima (PT), entre outros, já que não ignoram a capacidade mobilização dos militantes, filiados e eleitores peemedebistas.

 

Antes disso

O que nenhum dos pré-candidatos ao governo do Estado pode esquecer é de avaliar as consequências junto ao eleitor da Operação Lava Jato. As denúncias de corrupção minaram toda a classe política, imaginem então os que tiveram seus nomes expostos em listas e delações.   

 

ERALDO SCHNEIDER/DIVULGAÇÃO

LIÇÕES NO VALE

Vereador em Criciúma, o tucano Marcos Meller, de apenas 19 anos, tem muito a aprender com o prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes, que também iniciou cedo a carreira política pela Câmara, ao disputar, aos 18 anos, a primeira eleição ao Legislativo municipal. Outra coincidência, o vereador do Sul  também cursa direito, está na 6ª fase, enquanto Napoleão virou professor. Na visita, que ainda teve a presença do senador Dalírio Beber, Meller conheceu a política de transparência e os processos implantados, e saiu com a cópia do Código Municipal do Bem Estar Animal em mãos, além de ouvir de Napoleão sobre a regulamentação das políticas públicas na área  e de conhecer o Parcão e o Pet Place, locais próprios para o lazer de animais e seus tutores.

 

Em tempo

A política está na família de Marcos Meller. É primo distante do ex-prefeito de Criciúma Paulo Meller (PMDB).

 

Da Polícia Civil 1

O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil de Santa Catarina (Adepol), Ulisses Gabriel, solicitará uma audiência com o governador Raimundo Colombo para debater as autorizações para promoções de profissionais para comandar as delegacias, paradas desde março deste ano. Gabriel alerta que é o único setor da segurança pública que depende de autorização do grupo gestor.

 

Da Polícia Civil 2

A Adepol e nove deputados estaduais (Gabriel Ribeiro, PSD; Valdir Cobalchini, PMDB; Jean Kuhlmann, PSD; José Nei Ascari, PSD; Ricardo Guidi, PSD; Silvio Drevek, PP; Darci de Mattos, PSD; Maurício Eskudlark, PR; e Altair Silva, PP) já se reuniram com o secretário César Grubba para resolver o impasse, pois desde 2016, não há promoções. Por isso, há 100 vagas abertas nas delegacias. Ulisses Gabriel compara, por exemplo, com a PM e os Bombeiros Militares, que, por ano, têm quatro promoções automáticas que não necessitam passar pela autorização do governo.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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