Junho 05, 2020

Estudo aponta que propaganda no Brasil ainda é considerada racista

Estudo aponta que propaganda no Brasil ainda é considerada racista

Segundo o estudo ‘Oldiversity’, realizado pelo Grupo Croma e que ouviu homens e mulheres de diversas regiões do país, cerca de 37% dos entrevistados concordam que a propaganda no Brasil ainda é racista.

Ao mesmo tempo, outros indicadores também chamam a atenção: 3% ou seja, 55 pessoas do estudo declararam achar estranho ser atendido por um negro. Outros 56% assumem que as empresas têm preconceito ao contratar negros e 32% dizem que as marcas presentes no Brasil reproduzem comportamentos preconceituosos. Além disso, 16% acreditam que as marcas correm risco ao associar sua imagem a negros.

Um dos indicadores de destaque na pesquisa é que 18% dos entrevistados do estudo assumiram ter tido, pelo menos uma vez, atitudes racistas. Apesar de questionável, pelo fato desse percentual ser potencialmente maior, reconhecer o preconceito racial é ponto de partida para alguma mudança.

Um fato inegável e triste é que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil, sendo a população que mais morre violentamente. Talvez esses dados possam servir como mais um alerta para a quebra de padrões estéticos racistas e promover uma verdadeira inclusão social, ampliando a presença dos negros na publicidade e no quadro de funcionários das empresas.

O "eu não consigo respirar", últimas palavras do ex-segurança George Floyd assassinado nos Estados Unidos, virou grito de guerra para os manifestantes, que se espalharam por várias cidades do Estados Unidos e do mundo. No Brasil, o tema invadiu as redes sociais, imprensa e grandes mídias. 

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Redação Making Of

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