Agosto 19, 2019

Famílias de vítimas de voo da Chape querem ajuda de Bolsonaro

Famílias de vítimas de voo da Chape querem ajuda de Bolsonaro
Reprodução

Representantes da Associação das Famílias das Vítimas do Voo da Chapecoense (Afav-C), Fabienne Belle e Mara Paiva, se reunirão com o presidente, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, amanhã, 20. O encontro foi intermediado pelo senador Jorge Kajuru (Patriota – GO), que já tinha uma reunião prevista com o presidente e conseguiu incluir na pauta a situação das famílias que ainda aguardam um acordo de indenização que consideram justo.

No encontro a Afav-C quer saber de Bolsonaro de que maneira o governo brasileiro poderia, por vias diplomáticas, ajudar na batalha judicial que envolve a empresa Lamia, dona da aeronave, a seguradora Aon, as autoridades bolivianas e colombianas de aviação e as famílias das vítimas.

Segundo a associação, na apólice da segurada Aon para o voo há pontos "inaceitáveis". Um deles é que mesmo sabendo que a boliviana Lamia operava frequentemente voos para a Colômbia, uma cláusula de exclusão territorial exime a empresa de responsabilidade em caso de acidente em território colombiano.

Outra queixa das famílias é a aprovação de um plano de voo, sem pausa para abastecimento, de uma aeronave que não tinha autônima para voar de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia para o Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, na Colômbia.

Até agora o escritório que representa a seguradora, já fechou acordos com 23 famílias das vítimas, pagando U$ 225 mil dólares para cada uma em condição de auxílio. Em troca, elas abriram mão de ações contra seguradoras e autoridades regulatórias.

Representantes das famílias das vítimas questionam o valor. Elas afirmam que até meses antes da queda do avião da Lamia, o valor da apólice que era UD 300 milhões de dólares e passou a ser de UD 25 milhões de dólares.

A aeronave da Lamia tinha 77 pessoas a bordo. Entre os passageiros estavam os jogadores, a equipe técnica da Chapecoense, jornalistas e convidados que iriam a Medelin, onde o clube disputaria a primeira partida da final da Copa Sul- Americana contra o Atlético Nacional. Entre passageiros e tripulantes 71 pessoas morreram, em novembro de 2016. Com informações de Agência Brasil.

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Redação Making Of

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