Março 13, 2020

FESTA E CERVEJA

FESTA E CERVEJA
Concurso Brasileiro de Cervejas/Divulgação

Um dos maiores concursos de cerveja do mundo, o Festival da Cerveja de Blumenau, apresentou os seus premiados na noite desta terça-feira (10). A paranaense Cathedral, de Maringá, (foto) foi eleita pela terceira vez a melhor cervejaria do concurso. A paulista Colorado, de Ribeirão Preto, ficou em segundo e a mineira Verace, de Nova Lima, em terceiro lugar.

O julgamento ocorreu entre 07 e 09 de março e envolveu mais de 100 jurados nacionais e internacionais que avaliaram 3.284 amostras de cerveja em 146 estilos. O mais disputado é o India Pale Ale (IPA), com 235 concorrentes, seguido do Catharina Sour, primeiro estilo brasileiro de cerveja, que teve 157 amostras.

Esta foi a oitava edição da competição e a que teve o maior número de cervejarias inscritas: 634. O número é 25% maior do que em 2019.

 


Reprodução Festival Brasileiro da Cerveja

 

Cinco cervejas catarinenses levaram medalha de ouro no concurso. São elas: 

Donas da P@#S% TODA (Catharina Sour)

Cervejaria Antídoto - Blumenau

Lite Lager (American Style Fruit Beer)

Faroeste Bier – Itajaí

Hop Burs (Juicy India Pale Ale)

Balbúrdia Cervejeira – Blumenau

Grand Shihan (German-Style Leichtes Weizen)

Faixa Preta Cervejaria – Santo Amaro da Imperatriz

Cordeiro Helles Bock (German-Style Heller Bock/Maibock)

Cervejaria Taquaras – Ibirama

A Balbúrdia, uma das premiadas, é uma cervejaria cigana de Blumenau e tamém recebeu o prêmio de segundo melhor Brewpub do país.

A cerveja Guanabara, uma Wood and Barrel Aged Beer, da Colorado, foi eleita a Best of Show, a melhor entre as melhores cervejas do evento.

 

MEDALHAS


Jefferson Douglas/Divulgação

Das 203 medalhas entregues no concurso de Blumenau 53 foram de ouro, 72 de prata e 78 de bronze. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais prêmios levou: 54 medalhas no total. Santa Catarina conquistou 45; São Paulo 44; e o Paraná 23 medalhas.

Chamou atenção da coluna o fato de muitas categorias em disputa não terem distribuído medalhas. Das 333 medalhas possíveis, 130 não foram entregues:  58 de ouro, 39 de prata e 33 de bronze.

Porque isso acontece? Ao contrário de outras competições (esportivas ou não), os concursos que seguem as orientações do Brewers Association não tem a “obrigação” de premiar categorias onde não existam exemplares de cervejas que atendam as expectativas dos jurados.

 

O FESTIVAL


Jefferson Douglas/Divulgação

A premiação das melhores ocorreu na véspera da abertura do Festival Brasileira da Cerveja, que começou oficialmente ontem (11) no Parque Vila Germânica. Dois pavilhões acomodam 100 expositores nacionais, espaços gastronômicos e bandas musicais. Algumas impressões da coluna sobre o evento:

- O site oficial do evento desapareceu. A coluna não conseguiu apurar se é um problema técnico, ou de registro de domínio. A divulgação tem se concentrado na assessoria de imprensa e redes sociais. A venda de ingressos é feita por uma ticketeria contratada.

- O número de caixas parece adequado e, antes de escolher um chopp, é preciso comprar a “moeda” usada exclusivamente dentro do evento. Um 1 real vale 1 Nincasi (nome emprestado da deusa sumeriana da cerveja). 

- O número de cervejarias com stand no Festival parece ter diminuído. Ruim por um lado, porque a variedade de cervejas diminui. Bom por outro, já que isso ampliou o espaço de circulação dos visitantes (foto).


Jefferson Douglas/Divulgação

- Cervejaria Bodebrown, de Curitiba, continua a mais movimentada do Festival. Mas quem também chama atenção é a mineira Wäls, que montou um stand bacana (foto) e apresenta um cardápio com opções bem interessantes que vão de Lambics a Farmhouse Ale.

- Ao contrário de outras edições onde as IPA dominaram, parece que as queridinhas da vez são as cervejas ácidas. Poucas são as cervejarias que não tem pelo menos uma amostra de Catharina Sour, cerveja com acidez pronunciada, baixo amargor e adição de frutas. O recordista na variedade é o The Liffey Brew Pub, de Palhoça, que tem pelo menos dez boas amostras do estilo.


Jefferson Douglas/Divulgação

- Um acessório muito comum nos Estados Unidos, que garante um sabor adicional na cerveja, pode ser visto em alguns stands. O hopnator (foto) é uma espécie de filtro que recebe frutas, lúpulo ou especiarias, e por onde a cerveja passa antes de chegar ao copo.

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Jefferson Douglas da Silva

Jefferson Douglas da Silva

Jornalista com especialização em Gestão de Marcas, atuou por mais de 25 anos em jornais e emissoras de televisão de Chapecó, Blumenau, Joinville e Florianópolis. Foi repórter, editor, apresentador e gestor de equipes de TV, entre elas a chefia de redação da RBS TV. Tem experiência em assessoria de comunicação e relações públicas nas áreas governamental e privada. Conhece em detalhes a rotina de cantinas que produzem vinho colonial no Oeste do estado e alambiques do Vale do Itajaí. Fez cursos de coquetelaria (Senac) e produção artesanal de cerveja (Escola Superior de Cerveja e Malte). Apaixonado por vinhos, estuda o assunto desde 2001.

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