Agosto 04, 2020

Florianópolis pós pandemia – o novo normal começa agora

Florianópolis pós pandemia – o novo normal começa agora
Reprodução

Muito se fala do novo normal, mas o que mudará de fato na rotina das pessoas, empresas e Administração Pública pós ou durante pandemia? Ao mesmo tempo que cientistas estudam uma vacina, bons gestores públicos devem projetar seu olhar para o futuro. Em 2021, os novos gestores eleitos acumularão, além dos problemas de rotina, o rastro de destruição deixado pela pandemia: queda na arrecadação, desemprego, filas na saúde – pelos atendimentos de rotina suspensos.

O copo pode estar meio vazio ou meio cheio. Basta definir qual a maneira de encarar os fatos. A pandemia trouxe novos conceitos, acelerou processos, mostrou novas soluções. O trabalho remoto virou rotina nas empresas e nos serviços públicos. Em Florianópolis foi perceptível a melhora no trânsito, a Ilha não parou nos congestionamentos. Horários flexíveis, turnos alternados adotados durante a pandemia, melhoraram a mobilidade urbana.

O regime home-office foi aprovado por grandes empresas mundiais. Cerca de metade dos funcionários do Facebook deverão trabalhar remotamente nos próximos 5 a 10 anos. Florianópolis é um polo tecnológico e muitas empresas poderão adotar trabalho flexível, sem a necessidade de deslocamentos diários de pessoal. As empresas que a agirem assim poderão reduzir custos, melhorar a qualidade de vida dos funcionários e desafogar o trânsito.

Tudo isso, lógico, sem excluir projetos que melhorem a mobilidade urbana. Como a adoção do transporte marítimo que ligue a Ilha ao continente, com 3 a 4 grandes hubs interligados aos demais modais. Há anos que se discute essa alternativa, sem qualquer projeto consistente e para ser colocado em prática. Além de melhoria do trânsito, seria uma alternativa mitigadora quando ocorressem as inevitáveis -e atrasadas – obras de restauração de pontes e da via expressa.

A pandemia também nos ensinou que a cidade e a iniciativa privada podem e devem trabalhar juntos, buscando soluções eficientes de melhoria dos serviços públicos.  É fundamental extrair da crise a oportunidade. Já se disse no passado: que o Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade. Podemos fazer diferente desta vez. 

*Por Orlando Silva Neto –  professor de direito  empresarial e pesquisador.

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Redação Making Of

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