Outubro 19, 2019

Making Of pergunta e profissionais respondem

Making Of pergunta e profissionais respondem

O Rock In Rio facilitou a vinda de várias bandas para a realização de shows em outras capitais brasileiras. O Bon Jovi, por exemplo, esteve em Recife e Curitiba; o Iron Maiden, em Porto Alegre, e o Muse tocou para 10 mil pessoas no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e depois voou para Buenos Aires. Em resumo, todos passaram acima de Florianópolis. Por que?

Esta é a pergunta que Makinf Of fez a profissionais da área do entretenimento que nos ajudaram a saber por que não podemos ter por aqui shows de grandes bandas e cantores (lembrando Rod Stewart, Beyonce, Ray Charrles etc).

A questão é econômica, de política de relacionamento (acesso aos grandes promotores nacionais) ou apenas de custo? No caso do Muse, não seria visto por mais gente em Santa Catarina do que em São Paulo? Não ganhariam todos com bons shows inclusive os clubes que alugariam seus estádios?

 

Confira as respostas abaixo:

 

Léo Coelho

"O assunto é complexo e as ideias e pensamentos são sempre bem vindos.

Antes de mais nada, acho pertinente colocar que a Arena Petry recebeu uma das atrações do RIR, Scorpions.

A decisão de rota de shows tem inúmeros pontos. Alguns óbvios, outros que poucos sabem, como o aéreo caríssimo para destinos como Florianópolis.

Apesar de termos recebidos grandes shows como Rod Stewart, Eric Clapton, Rey Charles e até o Black Eye Peas (duas vezes), vejo Florianópolis num ótimo momento do showbiz.

Nossa cidade recebe um alto volume de atrações todos os fins de semana. Tantas opções, acreditam os especialistas, foi um dos principais motivos para o fim do Planeta Atlântida em SC.

Essa avalanche de possibilidades semanalmente causa alguns efeitos, como a falta de poder aquisitivo na população num possível efeito manada. Além da cultura das cortesias.

Talvez o mais agravante seja a baixa amplitude nos novos gêneros. Nossa região precisa, urgentemente, abrir os horizontes para novas culturas. Essa transformação passa pelos veículos de comunicação. Principalmente o rádio.

Pra encerrar, eu aposto muitas fichas na consolidação da Arena Petry, um equipamento único no país e que, aos poucos, irá conquistar a confiança dos produtores e público do Sul do Brasil".

 

Ricardinho Machado

"A Ilha de Santa Catarina tem problemas de entradas e saídas. E não são só fisicamente... culturas e ideias idem. Mas como tudo se transforma, embarcamos nessas ondas que batem em nossas praias. Colunista Beto Stodieck, por exemplo, já dizia que a Ilha era o zero da BR 101. Tinha razão, mas tivemos mudanças, creio eu: o aparecimento do conglomerado da comunicação. Prova disso os grandes shows de Road Stuart, Eric Clapton, Paul MCartney, Julio Uglesias e Roberto Carlos trazidos e promovidos pelo grupo RBS no Scarpelli e na Ressacada.

As dificuldades para uma produção desses nipes do showbusines são muitas e muito caras, sabemos. Principalmente o que se gasta em mídia. Daí que podemos, devemos e torcemos para que esses grupos, hoje o NSC e agora somado ao grupo RIC de Comunicação, mudem essa realidade e abençõem nossa Ilha com grandes nomes do cenário artístico internacional. Afinal, não fosse o 'zero', a 101 não existia".


DJ Henrique Fernandes

"Em primeiro lugar o valor dos cachês e logística de grandes nomes internacionais estarem muito acima do que comportam as casas aqui em Florianópolis. O valor dos ingressos para pagar a conta teria que ser alto, segundo a época de inverno. Depois ainda tem o Rock In Rio que por si só já atrai o povo de Florianópolis. Paga um ingresso e vê vários shows e aproveita o findi para lazer em uma cidade como o Rio de Janeiro. Estes shows dão resultado financeiro com certeza em cidades acima de 1 milhão e meio de pessoas no mínimo".

Tags:
comunicacao
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Redação Making Of

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