Julho 19, 2019

Grêmio e Internacional derrubam cartolas, CBF e a Globo

Grêmio e Internacional derrubam cartolas, CBF e a Globo
Reprodução

Se pedirem provas documentais não haverá, mas se quiserem saber dos bastidores, é óbvio que cartolas do Rio, São Paulo e CBF, bem como os executivos da Globo, queriam times cariocas e paulistas na final da Copa do Brasil. Mas, deu Grêmio e Inter, contra Athlético e Cruzeiro - gaúchos, paranaenses e mineiros.

Flamengo era o mais querido, por causa da imensa torcida em todo o Brasil. Audiência certa na TV. Contratou até um técnico português, Jorge Jesus, que ao ser entrevistado antes do jogo no Maracanã, mandou um recado aos conterrâneos, olhando a torcida: "vejam, isso é que é gostar de futebol". Seus patrícios devem estar pensando agora: não basta a torcida gostar, o time tem que ganhar.

Já a eliminação do Palmeiras foi lamentada pelo dinheiro perdido ao deixar de fora o principal mercado publicitário. Logo o "Porco" que passou vários meses brigando com a detentora dos direitos para receber recompensa diferenciada dos demais, devido aos investimentos na comissão técnica e dezenas de jogadores. No final das contas, faltou futebol. 

Aliás, futebol é negócio, mas tem que combinar com os boleiros.

 

Comentaristas de ocasião

A enxurrada de ex-jogadores de futebol como comentaristas impacta fortemente nas transmissões de TV. Além da agressão ao português, de alguns deles, insistem em longos comentários táticos de posicionamento de times e outros detalhes que não interessam a grande parte dos telespectadores.

Somando essas participações ao novo estilo de narradores que esquecem a bola rolando e comentam o jogo, estilo Galvão Bueno, assistir futebol virou martírio.

 

Merchandising

Um Cleber Machado aparentemente constrangido leu - literalmente - um texto comercial da Natura em plena jornada esportiva. Ficou esquisito. Está acerto que nossos ouvidos não estão ainda acostumados do merchandising lido no futebol, mas diante da crise que corta custos e profissionais, não há o que reclamar. Apenas pedir que sejam ao menos bem feitos.

 

Repórteres em licença

A descompostura pública e posterior demissão do repórter Mauro Naves, 31 anos de Globo, ainda causa desconforto nos bastidores da Globo. Nos últimos dias, dois repórteres esportivos pediram licença remunerada, Tino Marcos e Marcos Uchoa.

A equipe esportiva está entendendo que talento, tempo de casa e bom desempenho já não contam tanto. Isso é o que tem acontecido desde que Roberto Marinho Neto assumiu a responsabilidade pelo esporte e chefias fragilizadas assumiram postos chaves.

Até onde irá? A ver. 

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia.

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