Fevereiro 07, 2017

Hélio Costa volta ao meio-dia na RIC

O Balanço Geral da Ric Record Florianópolis está fazendo água. Há dois meses no ar, do meio-dia às duas da tarde, com apresentação de Raphael Polito, importado da rede nacional, não conseguiu salto de audiência muito menos elevação de qualidade. O programa se popularizou, não tem material suficiente para preenchê-lo com ritmo e deixa o telespectador tonto, porque o âncora se movimenta de um lado para outro sem parar (de um televisor à direita para um televisor na esquerda).    

Ontem, 6, entrou em campo mais uma ajuda para tentar estabilizar o barco: o repórter policial Hélio Costa foi chamado para apresentar um quadro. Não é a primeira vez que ele socorre o horário, onde foi titular há muitos anos. A emissora mostra que não consegue uma fórmula eficiente para o meio-dia sem recorrer a ele.

Balanço Geral é o pior formato já visto no meio-dia, duas horas com uma pessoa não é para qualquer um, muito menos para Polito.

Para piorar, as duas da tarde, o apresentador se transveste de humorista e, junto com dois colegas e uma cobra de pano, apresenta a hora da Venenosa, clone da Record. Um quadro de "fofocas", que desde a semana passada está sendo mostrado em todas as emissoras da RIC, em Santa Catarina. A única coisa que mexeu na audiência Uma barulheira estadual, apitos, perucas, gritinhos e outros salamaleques. A repórter Marta Gomes, co-apresentadora, embarcou numa canoa furada.

  • Novos repórteres



Pedidos de demissões, enxugamentos, desmotivação salarial e falta de perspectivas estão atingindo os quadros das emissoras de TV. Na reportagem são muitas caras novas e vozes nem sempre preparadas para o vídeo.

É visível a falta de conteúdo que atinge vários telejornais. Cinegrafistas são enviados para a rua, dirigindo carros, sem repórteres. Assessorias de imprensa têm ajudado no salvamento de reportagens onde não foram enviadas equipes.

Aumenta o número de stand ups (repórteres falando ao vivo de pátios das emissoras), notas cobertas (produzidas na redação ou capturadas do jornal anterior) e até uso de fotos.

  • Internet

É impossível competir com a capacidade de produção de conteúdos dos internautas. Tem gente aproveitando muito bem o momento. A GloboNews, por exemplo, criou um aplicativo chamado "NaRua" e pediu que o pessoal do Espírito Santo enviasse imagens de atos de vandalismo devido a greve da PM. O resultado foi um documento rápido e impressionante da violência que atingiu os capixabas.

Não dá para abusar da fórmula, mas é um ótimo instrumento em momentos delicados.

  • Brasília



Nos sempre tumultuados ambiente de Brasília, nos últimos meses, uma repórter tem se destacado: Andréa Sadi. Sempre muito bem informada dos bastidores, acabou de ganhar um blog no G1.

Aos 30 anos, casada com o editor de política de O Globo, na Capital Federal, Andréa tem 1 ano e meio de televisão, mas já rodou bastante em redações. Trabalhou na Folha, Ig e G1. A principal virtude dela, desde o início, foi abandonar o papel com texto pré-escrito e falar espontaneamente dos assuntos que ela domina.

A paulista Andréa tem rota aberta pela frente.

  • Intolerância

A morte de Marisa Letícia Lula da Silva gerou uma intensa onda de intolerância na internet. Do infame WhatsApp de alguns médicos revelando dados da internação, que deveriam ser segredos profissionais, às manifestações que politizaram o funeral.

Quase ninguém se salvou entre aqueles que estiveram no hospital Sírio Libanês por um sentimento diferente do que  lamentar a morte da ex-primeira dama.

  • Mudanças

Sérgio Cossio, que fez carreira de 16 anos em Santa Catarina e ultimamente estava no SBT, assumiu a direção geral da Band RS.

Armando Job, ex-RBS e mais recente consultor em Porto Alegre, por sua vez, assumiu a Gerência da RIC no Oeste catarinense.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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