Março 12, 2019

Histórias de amor dos livros para as telas

Histórias de amor dos livros para as telas
Ralph Fiennes e Juliette Binoche em O Morro dos Ventos Uivantes

A primeira mensagem que recebi depois da coluna da semana passada sobre cinema coreano foi "cruzes, essa é a única edição que não me deu vontade de ver filme algum"! Entendo, o estilo oriental é bem cru e inspirou até os banhos de sangue dos filmes de Quentin Tarantino. Mas não desistam do Kim Ki-Duk, por exemplo, com seu olhar budista e reflexivo. Vale a pena dar uma chance para descobrir outras visões. Uma leitora me lembrou que deixei de mencionar Hang Sang-Soo, outro diretor sul-coreano que merece ser conhecido ( A câmera de Claire, A Visitante Francesa, Na praia à noite sozinha, O dia depois, Hahaha). Explicou também o que são os doramas coreanos. Leia em Mens@gem pra você.

Esta semana para me redimir com os mais sensíveis ...o amor está no ar! Quer dizer, não são comédias românticas daquelas que doem os dentes de tão açucaradas. O recorte da nossa lista são as grandes histórias de amor adaptadas da literatura. Isso significa que há muita paixão proibida, castigos divinos e humanos. Aliviei, mas não muito...rsrsrs... Vários deles já passaram pela coluna em outros temas, mas como são boas adaptações saídas de grandes romances merecem estar de volta.

Se faltou seu favorito, acrescente, reclame, sugira aqui cineseries@portalmakingof.com.br ou escreva seu comentário no rodapé da coluna.

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Jane Eyre ( 1944 a 2011)

Assim como o livro da irmã Emily ( O Morro dos Ventos Uivantes), o romance  Jane Eyre de Charlotte Bronté foi adaptado diversas vezes para o cinema. A versão de 1934 trazia ninguém menos que Orson Welles no papel principal. ( Sinopse:Adoro Cinema)Após uma infância triste, Jane Eyre resolve se tornar uma governanta. Ele aceita um emprego no Thornfield Hall, onde conhece o misterioso e frio dono da casa, Sr. Rochester. Aos poucos, eles se aproximam e Jane começa a se apaixonar pelo patrão. A jovem aproveita a recém descoberta felicidade, mas os segredos desse homem podem destruir esse sentimento.

Uma das melhores adaptações tem George C.Scott como Mr. Rochester, mas boas também são a versão para TV de 1997 e a mais recente de 2011, com o belo e talentoso Michael Fassbender.

 

Romeu e Julieta ( 1968 – 1996 – 2013)

O bom e velho Shakespeare é universal e eterno. Seu romance "Romeu e Julieta" rendeu várias versões para o cinema. A primeira, em 1908. As três últimas: 1968, a mais famosa, dirigida por Franco Zefirelli, um encanto. Em 1996, uma versão moderna com Leonardo DiCaprio, dirigida por Baz Luhrman, e a última, menos conhecida, com o menino bonito, Douglas Booth ( na foto ). Há, inclusive, uma animação chamada Gnomeu e Julieta, de 2011. Certamente ainda haverá outras.

A história todo mundo conhece, né? Mas, ok :Romeu, filho da família Montecchio, se apaixona por Julieta, filha dos Capuleto. As duas famílias são inimigas mortais e tudo acaba em tragédia. 

 

Orgulho e Preconceito ( direção: John Wright – 2006)

Gosto muito da obra da inglesa Jane Austen e impressiona o quanto seus livros foram bem adaptados para o cinema. Esta versão com Keira Knithgley - que nasceu para fazer papéis de época- e Mathew Macfadyen ( ambos na foto)é um bom exemplo. Keira é Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de um casal, cuja mãe só pensa em casar as moças. A primogênita é lúcida e à frente de seu tempo, uma espécie de alter ego da escritora. Ela conhece o aristocrático Mr.Darcy e o enquadra dentro de seus preconceitos em relação às classes mais abastadas. Depois, claro, os dois acabam se apaixonando. Jane Austen ia além das histórias românticas, fazendo uma crítica à futilidade social e ao papel secundário reservado às mulheres da época.

 

O segredo de Brokeback Mountain (direção: Ang Lee – 2005)

A história de amor entre dois cowboys apareceu primeiro no conto da escritora norte-americana, Annie Proulx. O diretor twainês, Ang Lee, encarou a ousadia da história e fez um belo  filme, recebendo o Oscar de melhor diretor, roteiro adaptado e trilha sonora. A dupla é interpretada por Jake Gyllenhaal  e Heath Ledger, astro em ascensão morto precocemente por overdose de medicamentos. O filme é sensível, triste e abriu espaço para outros na mesma linha. 

 

Don Juan de Marco (direção: Jeremy Leven – 1995)

Não existe apenas UM livro sobre Don Juan. O personagem apareceu pela primeira na obra de Tirso de Molina, em 1630, mas depois foi objeto de vários livros, peças, filmes e até ópera. Sua popularidade pode vir do fato de ser o perfeito mulherengo, libertino, conquistador. Seu nome se tornou, figurativamente, sinônimo de homem sedutor.

Na Espanha, ele é Don Juan. Na Itália, Don Giovanni. Especialistas pesquisaram muito para saber se ele existiu realmente, mas as conclusões são de que Don Juan é fictício. Sucederam-se vários livros como " Don Juan" (poema de Lord Byron- 1824), "O Diário Perdido de Don Juan" (Douglas Abram- 2007), Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido' ( peça de  José Saramago)...

São muitos os filmes inspirados no personagem, mas escolhi "Don Juan de Marco" por vários motivos. Ele conta a história de forma original: um rapaz de 21 anos é levado para um hospital psiquiátrico por tentar o suicídio, alegando mal de amor. Ele usa máscara e capa e diz ser Don Juan. O psiquiatra decide tratá-lo sem medicamentos e ao ouvir os relatos do provável Don Juan, vai ele mesmo refletindo sobre seu relacionamento e se tornando mais amoroso. Johnny Depp é Don Juan e o extraordinário Marlon Brando – segundo motivo da escolha -é o terapeuta. Brando fez alguns papéis "meia-boca" nos últimos anos de vida. Ele deveria ter encerrado a carreira com "Don Juan de Marco", onde faz um homem encantador ao lado de Faye Dunaway. ( Na foto, Brando, Faye e Johnny Depp)

Uma observação pessoal: noto que os homens, não tão apreciadores de filmes românticos, gostam muito de "Don Juan de Marco". Há uma identificação que toca o coração masculino.

 

O Morro dos Ventos Uivantes ( 1920 a 2011)

A paixão trágica entre o cavalariço Heatcliff , tirado das ruas quando menino pelo dono da fazenda e a filha do patrão/padrasto, Catherine, foi o único romance escrito pela inglesa, Emily Bronte, em 1847. De lá para cá, o clássico ganhou várias versões para as telas. A primeira é de 1920, seguida por uma das mais famosas porque trazia o prestigiadíssimo ator inglês Laurence Olivier no papel de Heatcliff ( na foto com Merle Oberon). O próximo, de 1950, foi com Charlton Heston. O diretor espanhol Luis Buñuel fez uma adaptação muito pessoal em 1953. A TV trouxe Richard Burton, os japoneses também fizeram sua versão. E assim segue até 1992, com uma versão de que gosto muito, com Ralph Fiennes e Juliette Binoche. Há outra de 1998, bem fiel ao livro e uma série em dois capítulos , de 2009, com um ator que sempre me surpreende pela intensidade: Tom Hardy. O filme mais recente é de 2011 e tem a peculiaridade de trazer um ator negro no papel de Heatcliff. A diretora, Andrea Arnold, queria alguém de ascendência cigana, mas a comunidade não foi muito receptiva à ideia. Certamente ainda haverá outras adaptações trazendo a história sombria de paixão e ressentimento que só poderia acabar mal.

 

Dr. Jivago – David Lean – 1965

A publicação do romance  foi proibida pelo Partido Comunista na União Soviética, terra do autor. O livro precisou ser contrabandeado para o Ocidente e foi lançado na Itália, em 1957. Só em 1987, os conterrâneos de Pasternak tiveram liberdade para ler a história do médico e poeta Iúri Andréievitch Jivago. No início favorável à Revolução Russa, Jivago vai aos poucos percebendo que o novo regime traz a perda de liberdades individuais , há excesso de autoritarismo e de privilégios. Esse olhar crítico do personagem incomodou o governo soviético e Boris Pasternak foi impedido de receber o Nobel de Literatura, atribuído a ele em 1959."Dr. Jivago" conta a história da pós Revolução Russa através do amor proibido entre o médico, casado, e a belíssima Lara Antipova, amante de importante figura da Revolução Bolchevique. Boris Pasternak morreu em 1960. Só em 1989, o filho do escritor pode receber o Nobel de Literatura em nome do pai.

David Lean já tinha recebido dois Oscars de Melhor Diretor por "Lawrence da Arábia" e "A Ponte do Rio Kwai" quando filmou " Dr.Jivago", em 1965.  A adaptação dividiu opiniões. Parte da crítica considerou a abordagem  sentimental demais, calcada mais no romance entre Lara e Jivago do que nas questões histórias. Lean quase abandonou o cinema, mas fez ainda dois belos filmes:"A Filha de Ryan" (1970) e "Passagem para a Índia" (1984), pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar. Considero esse épico uma aula de cinema. A passagem das estações marcada pelas folhas que caem, pela neve que cobre tudo, é uma lindeza. Julie Christie, no papel da sofrida Lara, enche a tela de beleza e talento. Omar Sharif, não tão bom ator, convence pelo tipo físico, mesmo sendo egípcio e não russo.  Lean preferia Peter O´Toole que havia feito o papel de Lawrence da Arábia, mas o ator recusou alegando a exaustão que aquele trabalho lhe causou. quem ele já tinha trabalhado em "A Ponte do Rio Kwai". O filme tem três horas de duração, uma canção famosa (O Tema de Lara) e transformou-se numa das maiores bilheterias da história. Em 1966, recebeu  cinco Oscars. Perdeu o de Melhor Filme para "A Noviça Rebelde". Julie Christie ganhou o prêmio de Melhor Atriz no mesmo ano, mas por outro filme " Darling-A que amou demais". ( na foto, com Omar Sharif)

 

Em nome de Deus /Abelardo e Heloisa -direção-Clive Donner-1988

Quase tive uma desidratação quando vi o filme sobre o amor proibido entre Abelardo, um filósofo e teólogo com votos de castidade e Heloise, uma aristocrata. A história do século XIII é verídica e mostra a (má) influência da Igreja. Os dois se apaixonam, casam-se às escondidas e são punidos cruelmente por isso.

Alerta: Há outro bom filme chamado "Em Nome de Deus", mas é irlandês e conta uma história diferente.

 

O Amor nos tempos do cólera – Mike Newell – 2007

O  livro mais importante e conhecido de Gabriel Garcia Marquez, "Cem Anos de Solidão" (1982) vai virar minissérie numa produção ambiciosa da Netflix. Não há como negar que é um dos romances mais importantes da literatura mundial. Mas, tenho uma preferência pessoal por " O amor nos tempos do Cólera". Aliás, estou em excelente companhia nessa preferência : o próprio Gabo também achava que era o seu melhor romance! Me apaixonei já na dedicatória: como o livro fala de grandes amores, Gabriel García Marquez dedicou-o à sua mulher. Escreveu apenas: para Mercedes, por supuesto. Como quem diz: se fala de amor, claro que é para Mercedes !  Inspirado na vida de seus pais, Garcia Marquez disse que escreveu o livro "com as entranhas".

Lançado em 1985, a adaptação para as telas só se deu em 2007. Quando li que seria filmado fiquei animadíssima. Para melhorar, um dos papeis centrais seria do ator espanhol, Javier Bardem. O resultado final, porém, foi decepcionante. A começar pelo inglês falado com sotaque espanhol, algo exótico...O filme não consegue passar a intensidade e a emoção da história de Florentino Ariza, um telegrafista, violinista e poeta, que se apaixona por Fermina Daza, filha de uma respeitável família. Para afastá-la do pretendente que não está altura dos Daza, o pai de Fermina a manda em uma longa viagem. Na volta, ela casa com outro para dor insuperável de Florentino. O tempo passou e... se você não leu o livro, nem viu o filme, faça-o para descobrir o que é amor infinito. Seja como for, o cinema ainda deve uma adaptação à altura do romance de Gabriel Garcia Marquez.

 

Fim de caso –Neil Jordan – 2000

"Fim de Caso" conta a história de amor entre um escritor, Mauricio, e Sarah, a mulher casada com um amigo dele, alto funcionário do Governo. A intensa paixão que surge entre os dois é perturbada pelos ciúmes de Maurício. Sarah não quer se separar do marido impotente por se achar na obrigação de permanecer com ele.  Após um bombardeio onde Maurício fica ferido , Sarah termina o caso sem maiores explicações.  Ele fica obcecado para descobrir quem seria o "novo amante" dela. Mais tarde vai descobrir o que aconteceu realmente e, digamos assim, eu não gostaria de estar na pele dele...A história se passa ao final da Segunda Guerra. Coisas importantes para Greene, como a fé em Deus , que ora é firme e ora é contestada, estão presentes no romance. A ironia e a qualidade admirável do texto também. Grande livro.

"Fim de Caso" tem uma primeira versão de 1955, chamada "Pelo Amor de meu Amor" com Deborah Kerr. Ma, em 1999 ganhou uma adaptação memorável  com  Ralph Fiennes e Julianne Moore, sob  direção de Neil Jordan. Só podia dar coisa boa! A história do filme é toda contada em flashback. O filme é ótimo, comovente, sem ser piegas. Mesmo assim, não esqueça a caixinha de lenços.

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É COISA NOSSA

Os Maias – minissérie – 2001

A minissérie com 42 capítulos em duas fases, adaptada do romance de Eça de Queiroz, provou que produção para a TV pode ter qualidade de cinema. Dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a trágica história da família Maia teve um elenco afinado: Walmor Chagas, Ana Paula Arósio, Simone Spoladore, Raul Cortez, José Lewgoy, Marilia Pera e Fábio Assunção, no melhor papel de sua carreira. O galã dos olhos azuis mostrou que era mais que um rostinho bonito. Infelizmente, de lá pra cá, o ator tem travado uma luta inglória contra o vício em drogas, prejudicando sua vida pessoal e profissional.

A Globo fez parceria com a TV de Portugal para produzir uma minissérie à altura do romance do autor português que conta a saga de três gerações da família Maia, na metade do século XIX. Autoritarismo, repressão, preconceito social, a história coloca foco na paixão de Carlos/ Fábio Assunção e Maria Eduarda/ Ana Paula Arósio (os dois na foto), mas o fundo é a crítica à alta sociedade lisboeta da época. A música melancólica do Madredeus ajuda a tornar a minissérie inesquecível.  Disponível na Globo Play e em DVD.

 

Orfeu Negro/Orfeu do Carnaval/Orfeu

Vinicius de Moraes adaptou a lenda de Orfeu e Eurídice da mitologia grega ( o amante capaz de descer ao inferno para salvar a amada) para o teatro, colocando-a no cotidiano de pessoas que moram nas favelas e deu a ela o nome de Orfeu da Conceição. Em 1959, o diretor francês Marcel Camus se inspirou na obra de Vinicius para fazer o filme Orfeu Negro, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e a Palma de Ouro em Cannes. Apesar da produção francesa, Orfeu Negro é falado em português, com elenco predominantemente brasileiro e foi filmado no Rio de Janeiro. ( Disponível na internet)

Em 1999, o diretor Cacá Diegues fez uma nova versão para o cinema, com Toni Garrido e Patrícia França nos papéis principais. Sinopse: Baseado na peça de Vinícius de Morais, o filme conta a história de um jovem líder de Escola de Samba, principal poeta e compositor, Orfeu que se apaixona por Eurídice ,recém-chegada de uma pequena cidade na floresta amazônica. Assim divide sua atenção: entre os quatro dias de carnaval e Eurídice, até que ela é vítima de traficantes de drogas que dominam a área em que mora. O exemplo de Orfeu, de sua arte e de sua paixão, serve de instrumento de vitória na luta de sua comunidade contra a violência cotidiana (Canal Brasil)

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FORA DE SÉRIE

Guerra e Paz – 7 episódios – BBC – 2016

Uma das inúmeras adaptações do romance do russo Leon Tolstoi traz um elenco jovem ( Paul Dano, Lily James e James Norton) para contar a história das famílias da aristocracia russa durante a época napoleônica, mais precisamente durante a invasão da Rússia pelas tropas de Napoleão. Essa invasão mudou o destino dos inúmeros personagens e afetou profundamente a vida, os amores, os desejos, as vinganças e a busca da felicidade de cada membro das famílias Bezukhov, Bolkonski e Rostov. Guerra e Paz é a obra mais volumosa da história da literatura, então antes de começar a assistir é bom saber que ela não está completa nessa temporada de 7 episódios. (Disponível no Now/Net/Séries Clarovídeo)

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MENS@GEM PARA VOCÊ

Sobre a coluna do cinema coreano:

"Oiii, gosto de filme coreanos, mais muitas vezes não tenho estômago pra tanta violencia. Assisti Primavera, verão, outono, inverno, primavera – e fiquei apaixonada pelo filme: fotografia, tema gostei de tudo. Assisti O arco , é uma cultura realmente muito diferente, muito visceral e em alguns casos apaixonante" . ( Ruti Costa)

"Os doramas são muito populares na Coreia do Sul, com exibição em vários canais. São como as nossas novelas, só mais curtos. Deixam a desejar em qualidade, mas é interessante para conhecer a cultura coreana. Beijo, por exemplo, é o momento mais importante para o casal da história. É sempre selinho, nunca tem cena de sexo, são bastante conservadores. Há muitos doramas de época que pecam pela produção, bem ruinzinhos. Dois que fizeram muito sucesso foram Goblin  e Descendants of the Sun". Há toda uma "fan base" para esse formato. Quem quiser conferir tem sites que legendam os doramas: https://kissasian.sh/ e os já legendados https://kingdomfansubs.forumeiros.com/ " (Vic Votto)

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A CARA DO CINEMA      

          

Norma Shearer, a Julieta de 1936, e Olivia Hussey, a Julieta de Zefirelli, 1968, ambas na famosa cena do balcão.

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Hora de se despedir, mas não fique triste...toda terça-feira tem nova edição de Cine&Séries.

THE END

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Brígida Poli

Brígida Poli

é jornalista. Cinéfila desde criancinha, converteu-se à mania das séries depois de assistir a "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, apenas alguém que gosta de trocar ideias sobre a sétima arte.

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