Abril 26, 2019

Jornal paulista lidera assinaturas digitais em SC

Jornal paulista lidera assinaturas digitais em SC

Os números do Instituto Verificador de Comunicação, IVC, dos primeiros dois meses do ano mostram dados alarmantes sobre a circulação de jornais, impressos e digitais, em Santa Catarina. Um jornal de fora, a Folha de São Paulo lidera o meio digital com 17.937 assinantes em fevereiro. O segundo colocado é o Diário Catarinense com 9.970, cerca de 10% a menos do que no mesmo mês ano passado. Seguem o Santa com 3.515 e o Notícias do Dia com 2.624 assinantes digitais. 

Entre os impressos, o DC tem a melhor média/dia de circulação, com 12.526 exemplares em fevereiro - porém 11% a menos do que em 2018. Na sequência, Hora SC com 12.309 e Santa com 5.508 exemplares. O Notícias do Dia vem mais abaixo com 3.469 exemplares, cerca de 20% menos o mesmo mês do ano anterior.

Interpretações: continua a crise no meio impresso, com atuação discreta no digital, sem compensar perdas. Outra é que a circulação média atual não corresponde aos objetivos empresariais na concepção dos produtos   poucos anos atrás. Uma outra constatação inevitável é que as quedas correspondem a diminuição de qualidade dos jornais catarinenses.

 

Más notícias

Dizia-se nas redações "bad news, good news". Ou seja, notícias de impacto eram as prioritariamente divulgadas. O conceito deveria mudar. Embora quem assista retenha mais a informação negativa do que a positiva, o fato é que os noticiários de TV têm sido um verdadeiro soco no estômago, em especial os noturnos (os demais na mesma batida e ainda repetem notícias, às vezes sem edição).

O editor, responsável por juntar as reportagens, tem entregue um pacote grande de negatividade, como se a vida não tivesse nenhuma esperança. Tem telespectador que termina o jornal exausto ou troca de canal.

Não dá para dourar a pílula, mas é preciso revisar o espelho dos telejornais para que seja mais fácil encarar o dia seguinte.

 

Emprego oficial

A repórter Delis Ortiz volta a fazer cobertura do governo em Brasília. Ela havia sido retirada do posto, nos últimos dias, porque uma filha estava sendo contratada pela secretaria geral da presidência da República. Isso contraria as normas da Globo, que preza pela imagem do time editorial e poderia gerar ilações. A filha esteve apenas na segunda no posto e teve o convite cancelado. Ontem, 25, dois dias depois, Delis foi liberada para tarefas na Capital Federal.

Esse procedimento deveria ser amplo na profissão jornalística. Mas não é o que acontece por aqui. Nem parecido.        

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia.

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