Maio 22, 2020

Jornalistas na América Latina sofreram mais de 80 ataques desde início da pandemia

Jornalistas na América Latina sofreram mais de 80 ataques desde início da pandemia

No período de 1º de março a 21 de abril, a liberdade de imprensa sofreu violações ao menos 87 vezes na região da América Latina.

Segundo levantamento da Abraji, o Brasil teve 24 violações, entre elas 13 agressões a profissionais da imprensa, nove discursos estigmatizantes, sendo oito feitos pelo presidente Jair Bolsonaro e um pelo ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, além de dois assédios virtuais, feitos pelo pastor Silas Malafaia em uma live, e pelo deputado federal Marco Feliciano, no Twitter.

Em maio, as manifestações de apoio a Jair Bolsonaro, em Brasília, foram palco para violências contra jornalistas. No começo do mês, o fotógrafo Dida Sampaio, do jornal Estado de S.Paulo, foi agredido por manifestantes em frente ao Palácio do Planalto. No último domingo, 17, a repórter Clarissa Oliveira, da TV BandNews, foi atingida na cabeça com um mastro de bandeira.

A notificação da Abraji integra o levantamento da rede latino-americana Voces del Sur, que apresenta dados de oito países da região. Nesse indicador, o Brasil fica em segundo lugar no número de casos. O primeiro lugar vai para a Venezuela, que registrou 36 violações.

Na sequência de Venezuela e Brasil, estão: Equador (17), Honduras (16), Peru (5) e Nicarágua (4). Bolívia e Guatemala também participaram do monitoramento. Enquanto o país andino solicita apoio do governo transitório para evitar a falência iminente das empresas jornalísticas; a população guatemalteca vive sob a postura hostil do presidente Alejandro Giammattei com a imprensa.

O material traduzido em português pela Abraji pode ser conferido aqui e a versão original, em espanhol, aqui.

Tags:
comunicacao
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Artigos Relacionados

Redação Making Of

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!