Junho 12, 2019

Maioria das pessoas não quer pagar por notícias, aponta Instituto Reuters

Maioria das pessoas não quer pagar por notícias, aponta Instituto Reuters
Reprodução

Organizações jornalísticas estão sendo desafiadas por gigantes da tecnologia por uma falta de confiança, mas enfrentam um problema muito mais profundo: a maioria das pessoas não quer pagar por notícias online, segundo o Instituto Reuters.

A rápida evolução da internet móvel e dos smartphones revolucionou a distribuição de notícias e destruiu os modelos de negócios de muitas organizações do setor de comunicações nos últimos 20 anos, levando à queda de receitas, demissões e aquisições.

A migração em massa da publicidade para gigantes da tecnologia dos Estados Unidos, como Facebook, Google e Amazon destruiu as receitas, enquanto mais da metade da população mundial agora tem acesso a notícias por meio de uma conexão com a internet.

O Instituto Reuters para o Estudo de Jornalismo informou em relatório anual de notícias digitais que a maioria das pessoas não pagaria por notícias online e que houve apenas um pequeno aumento na proporção de pessoas dispostas a fazê-lo nos últimos seis anos.

Mesmo entre aqueles que pagam, há a “fadiga de assinatura” - muitos estão cansados de serem solicitados a pagar por tantas assinaturas diferentes. Muitos optam por filmes ou músicas em vez de pagar por notícias. Então, algumas empresas de mídia vão ficar para trás.

“Grande parte da população está perfeitamente satisfeita com as notícias que tem acesso de graça e mesmo entre aqueles que estão dispostos a pagar, a maioria só está disposta a se inscrever para uma assinatura”, afirma Rasmus Kleis Nielsen, diretor do Instituto Reuters.

“Muito do público está realmente alienado de grande parte do jornalismo que eles vêem -não o consideram particularmente confiável, não o consideram particularmente relevante e não acham que isso os deixa em um lugar melhor”, finaliza. (Reuters)

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comunicacao
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Redação Making Of

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