Novembro 12, 2019

Martelo batido sobre as emendas impositivas

Martelo batido sobre as emendas impositivas
DIVULGAÇÃO

O líder do governo na Assembleia, deputado Maurício Eskudlark (PL), protocolou na Comissão de Finanças o resultado de um ofício enviado pelo governador Carlos Moisés em que ele o chefe do Executivo concorda com a mudança dos percentuais das emendas impositivas.

Moisés aceitou a sugestão, que já havia sido levantada por Eskudalrk, para que as destinações dos deputados fiquem em 25% para a saúde, 25% para a educação e os demais 50% livres para qualquer outra finalidade.

O pedido havia sido debatido na reunião de líderes na Assembleia, na semana passada, e obteve o aval do governador.

Na foto, Eskudlark e Moisés durante a reunião do colegiado, na tara desta segunda (11).

 

O modelo era ruim

De acordo com o líder do MDB, deputado Luiz Fernando Vampiro, a proposta anterior era ruim, pois concentrava 35% das emendas impositivas na saúde, que já é contemplada com maior fatia no orçamento e nas demais ações de aplicação dos recursos no setor.

Vampiro já antecipava que a melhor saída era uma decisão consensuada, o que de fato ocorreu.

 

Encontro debaterá a interinidade

O deputado Mauro De Nadal (MDB), vice-presidente do Legislativo Estadual, marcou uma conversa nesta manhã de terça (12) com o deputado Julio Garcia (PSD) para estabelecerem como se dará a transferência de comando da casa por conta do acidente de trânsito sofrido pelo presidente da Assembleia.

Não há a confirmação de onde esta conversa vai ocorrer, já que Julio passou por uma cirurgia no tornozelo na segunda para recolocar pinos de platina que tinha na perna direita, colocados em 1994, quando sofreu um outro acidente de trânsito, e que agora saíram do lugar com o impacto da batida dos carros na BR-282, na sexta.

 

Detalhes

Julio já falou com assessores depois de transferido para Florianópolis, após ser atendido no Hospital Nossa Senhoras dos Prazeres, em Lages, ainda na sexta, quando os médicos fizeram uma intervenção emergencial para colocar o pé no lugar devido a uma fratura exposta.

Com a nova cirurgia, a avaliação preliminar dos médicos é a de que será necessária uma licença de, no mínimo, quinze dias para que a recuperação seja completa.

 

Sem alteração

O fato de Julio Garcia precisar se ausentar não mudará o cronograma estabelecido com o secretário Paulo Eli (Fazenda), que entregará o projeto de Rescaldo dos incentivos fiscais esta tarde, no gabinete da presidência da Assembleia.

Quem confirmou que não haverá alterações foi o próprio Mauro de Nadal.

 

Os fatos

Julio Garcia disse que esteve consciente o tempo inteiro do acidente e que não é verdadeira a versão de teria feito um retorno sobre a pista e que esta manobra teria provocado a colisão.

Disse, sem afastar qualquer corresponsabilidade pela batida, que já estava na pista em direção ao acesso do Hotel fazenda Boqueirão, por onde havia passado, daí o retorno, destraiu-se com a placa do hotel e saiu de leve do percursos, quando o carro que vinha em sentido contrário foi em direção à pista que dirigia pela falta de acostamento à direita do outro motorista.

 

Para esclarecer

Também não é verdadeira a versão de que uma das filhas de Julio assistiu ao acidente.

Julia, a aniversariante, já estava hospedada no hotel, assim como os netos de Julio, e a outra filha, Duda (Maria Eduarda), estava distante, a caminho do local com o namorado. Foi Julio que contatou o genro para dizer do ocorrido.

 

A especulação virou verdade

Sem os deputados que ele considera que passaram do limite, o presidente Jair Bolsonarol convidou a bancada do PSL na Câmara dos Deputados para dizer, nesta terça (12), que deixará o partido e fundará um novo, provavelmente se engajará na criação do Partido Militar Brasileiro, já em curso.

De fora ficaram Luciano Bivar (PE), presidente do PSL e que não quis passar a chave do cofre para Bolsonaro; a ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (SP), e os também deputados Júnior Bozzella (SP) e Delegado Waldir (GO), ex-líder da sigla, derrubado por Eduardo Bolsonaro (SP).

 

O oitavo da lista

Confirmada a filiação em uma nova sigla, Bolsonaro ingressará no seu oitavo partido, portanto, algo nada incomum para ele.

Com a nova sigla em condições para concorrer em 2020, Bolsonaro livra seus seguidores (vereadores, deputados estaduais e federais) de uma eventual perda de mandato dos que quiserem sair do PSL, mas tão somente para este endereço, o que antevê certas dificuldades para quem terá que remontar a trajetória para a disputa municipal, longe do 17 que elegeu o presidente.

Para os bolsonaristas, basta dizer que está com o presidente e pronto: contato direto com o eleitor.

 

E a briga estadual?

Como não tem problema para trocar de sigla, o governador Carlos Moisés e a vice Daniela Reinehr podem seguir Bolsonaro a hora que pretenderem.

Resta saber como e quando o governador, desgastado com brigas internas com quatro deputados estaduais e três federais, decidirá se fica no mesmo barco desta turma ou assume a condição de bivarista.

 

Recado

Ao receber a Medalha do Pacificador, entregue pelo Exército Brasileiro, na segunda (11), Moisés foi elegenate ao se referir à turma mais radical do PSL na Assembleia (Jessé Lopes, Ana Carolina Campagnolo, Sargento Lima e Felipe Estevão).

Afirmou que o objetivo de quem é eleito é prestar serviços públicos de qualidade e deixar as coisas de menor importância de lado, por isso “nessas guerras criadas a gente não interfere”.

 

Já os deputados

Além do idealismo e da questão ideológica, os deputados estaduais e federais revoltosos do PSL precisam da garantia de Bolsonaro para não terem o mandato ameaçado.

No caso dos federais, Caroline de Toni, Daniel Freitas e Coronel Armando, a tendência é seguir o presidente da República, mas há dúvidas sobre Fábio Schiochet, que preside o PSL no Estado e está o lado de Bivar.

 

A dúvida

Com projeto eleitoral acertado, resta saber como se comportarão os pesselistas Ricardo Alba, pré-candidato em Blumenau, e Coronel Onir Mocellin, em Itajaí, mais próximos de Moisés, que jura fidelidade a Bolsonaro.

Vale lembrar ainda que, a criação de uma nova sigla, permite que qualquer parlamentar de qualquer sigla possa ir para o futuro endereço partidário de Bolsonaro sem prejuízo do mandato, pois abre-se a tal janela.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento) e na 105 FM (Jaraguá do Sul); e assina uma coluna no Diarinho, de Itajaí.
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