Novembro 28, 2018

MDB define candidato mas não acaba com a disputa

MDB define candidato mas não acaba com a disputa
EDUARDO GUEDES/AGÊNCIA AL

Depois de muitos cumprimentos, como o registrado na foto, e de mal ter sido escolhido por sete dos nove integrantes da próxima legislatura como candidato da bancada do MDB à presidência da Assembleia, a maior da casa, o deputado Mauro De Nadal começou uma intensa agenda de contatos, na tarde desta terça (27). Conversou, mais uma vez, com o deputado eleito Julio Garcia (PSD), outro postulante ao cargo, com quem trocou um telefonema, com o também eleito Ricardo Alba (PSL), o campeão de votos desta eleição, e com os reeleitos Milton Hobus (PSD) e Luciane Carminatti (PT). Toda esta desenvoltura foi autorizada pela bancada, que deu sinal verde para que o parlamentar abrisse, de forma oficial, os contatos com as demais bancadas da casa em busca dos 21 votos para chegar ao comando do Legislativo por dois anos, sem a mínima hipótese de aceitar a divisão em quatro períodos de um ano para cada presidente. Esta posição alternativa vem sendo articulada pelo deputado Gelson Merisio (PSD), que não estará em plenário no próximo mandato, composição que agrada o deputado Ismael dos Santos (PSD), interessado no voto dos integrantes de bancadas e blocos não alinhados com emedebistas e pesselistas. O movimento é frágil, basta lembrar que, quando detinha o poder absoluto no parlamento, Merisio só considerava que ele tivesse a condição de comandar a casa por dois anos consecutivos, enquanto os demais presidentes ficaram apenas um ano. A manobra parece superada.

 

Reação

Ausente na escolha durante o tradicional almoço da bancada na terça, o deputado Valdir Cobalchini propõe que o assunto candidato do MDB à presidência da Assembleia seja definido pela instância partidária, com a entrada da executiva da sigla no debate. Cobalchini disse ao blog que não conversou com ninguém após a escolha de Mauro De Nadal pelo calor do momento e que deve ter sido mal interpretado pelos seus pares de bancada, pois não retirou a condição de candidato. Somente ponderou que sempre pregou a unidade, que considera em risco pela forma como ocorreu a escolha, não alimenta uma disputa interna e afirma que os deputados pensaram no projeto e não no partido.

 

Descontração

À noite, o famoso futebol dos deputados, com direito a churrasco e peixe, foi ampliado, e Mauro De Nadal teve a chance de conversar com mais colegas de plenário, inclusive alguns novatos, que estreiam em fevereiro próximo, que foram convidados. Além dos emedebistas Fernando Krelling, Jerry Comper e Volnei Weber, outros integrantes da maioria de 22 parlamentares, que chegarão em 2019, estavam presentes.

 

EDUARDO GUEDES/AGÊNCIA AL

O RISCO

Valdir Cobalchini, que conversou longamente com o colega Marcos Vieira (PSDB) e com o atual presidente da casa, Silvio Dreveck (Progressistas), durante a sessão, não dá pistas de desistir fácil da indicação e reforça que contava com apoio de todo o Estado para disputar a presidência, inclusive a cúpula do MDB, e que já começou a receber manifestações de apoio, porém estes não votam na Assembleia e têm poder de influência limitado. O fato é que se a bancada do maior partido na Assembleia rachar, mesmo que perca apenas dois votos entre os nove possíveis – Moacir Sopelsa também pôs seu nome à disposição e não estava no almoço por conta de uma consulta médica -, abrirá a porta para os que comungam outros acordos, o que faz com que os movimentos tenham que ser bem estudados para evitar um fracasso no projeto.   

 

Ah, a gaita!

Além de providenciar a carne da festa da noite de terça, o que o fez vir de Cunha Porã, no Oeste, de caminhonete, Mauro de Nadal trouxe a gaita para garantir um som do versátil Dirceu Dresch (PT). O show particular não conta com apoio integral da plateia, e pelo menos Luiz Fernando Vampiro (MDB) propôs que a participação de Dresch, que não concorreu à reeleição por ter disputado uma vaga de deputado federal e não se elegeu, fosse limitada a cinco músicas.

 

MARIJU LIMA/DIVULGAÇÃO

PAPO DE PREFEITO

Únicos catarinenses presentes à reunião da Frente Nacional de Prefeitos, em São Caetano do Sul (SP), João Batista Nunes (PSDB), que está na interinidade do cargo até o dia 10 de dezembro, em Florianópolis, e Joares Ponticelli (Progressistas), de Tubarão, tinham, de fato, muito que conversar. A pauta estava centrada na discussão de assuntos com a posse de Jair Bolsonaro (PSL) na Presidência, que passaram pela necessidade de implementação das reformas da Previdência Social e Tributária e dos temas recorrentes onde a União delega aos municípios pesado fardo na saúde, mobilidade urbana, educação, meio ambiente, assistência social e segurança pública. A carta assinada pelos mandatários dos 400 municípios com mais de 80 mil habitantes – que representam 60% população e 75% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional – tratou do tema sob o impacto do lema da nova administração federal, Mais Brasil, Menos Brasília. O ideal seria a rediscussão do pacto federativo porque a riqueza é gerada nos municípios e a União fica com mais de 60% do bolo de tudo que é arrecadado em tributos.

 

Sem surpresas

O senador eleito Jorginho Mello (PR) nem se incomodou com a possibilidade de perder o segundo suplente, o ex-prefeito Beto Martins (PSDB), de Imbituba, que teve o registro da candidatura confirmado por sete a zero pelos ministros do Pleno do TSE, na sessão desta terça (27). A divergência era sobre a data da filiação e Martins comprovou que retornou ao ninho tucano em 6 de janeiro deste ano, vindo do PP, portanto bem antes do prazo legal. Foi a terceira vitória do suplente, que já havia passado pelo crivo do TRE catarinense e por decisão monocrática do ministro Admar Gonzaga, do TSE, mas a insistência do Ministério Público Eleitoral, que beneficiaria a chapa liderada por Lucas Esmeraldino (PSL), levou ao novo julgamento.

 

* Presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, conselheiro Fábio Túlio Filgueiras Nogueira, do TCE da Paraíba, foi o convidado especial de um encontro do presidente do TCE catarinense, conselheiro Luiz Eduardo Cherem, com jornalistas, onde convidou para o encontro nacional que ocorre em Florianópolis, desta quarta (28) até sexta (30), no CentroSul, em Florianópolis.

 

* Acompanhado dos conselheiros Adircélio de Moraes Ferreira Júnior (vice-presidente), Wilson Wan-Dall (corregedor-geral), José Nei Ascari (supervisor de Ouvidoria) e Luiz Roberto Herbst e da conselheira-substitutaSabrina Nunes Iocken, Dado Cherem lembrou que, em dezembro, encerra o seu mandato à frente da corte administrativa, e que o esforço para o julgamento dos processos de contas de municípios e do Estado será intensificado.

 

* Os diretores de Controle do Estado, Jânio Quadros, e dos Municípios, Moisés Hoegenn, fizeram uma exposição sobre a situação geral, que é menos pessimista do que se pensava, mas exige muita atenção.

 

* O procurador-geral de Justiça, Sandro José Neis, fez ampla divulgação na Assembleia, nesta terça (27), sobre o Relatório de Gestão Institucional do Ministério Público Estadual de 2017, onde se destaca o combate à corrupção e a redução da judicialização em função de ações preventivas, além da forte atuação contra o crime, com quase 1 milhão de processos e procedimentos instaurados, seguidas pelas 13 mil contra o patrimônio e outras 10 mil denúnc ias em função da violência doméstica.

 

* Advogados catarinenses em polvorosa, nesta quarta (28), com a escolha do novo presidente da seccional estadual, na disputa entre Rafael Horn e Hélio Brasil, e das subseccionais, principalmente em uma campanha marcada por denúncias de fake news.      

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 33 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News, e editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Faz comentários sobre política e economia.
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