Setembro 23, 2019

Mídia vai para o fundo do poço com o futebol catarinense

Mídia vai para o fundo do poço com o futebol catarinense
Reprodução

Ao final das séries, se confirmadas as últimas duas colocações nas séries A e B dos quatro times catarinenses, será o maior rebaixamento da história. A mídia irá junto para o fundo do poço. É verdade que a torcida segue o clube onde ele estiver, mas tudo muda de patamar:

   - os estádios e gramados ficam piores;

   - as viagens encarecem;

   - a presença da TV no apoio das transmissões será menor;

   - os patrocínios também diminuem de patamar;

   - as cotas são menores;

   - os patrocínios na mídia têm a seguir o mesmo caminho.

Já estava mais do que na hora iniciar as campanhas de apoio, tentando o último lance. Em um momento desses: tentam o empurrão da torcida na reta final. Sempre ajuda, mas não resolve.

A crise do futebol catarinense, amplamente analisada por jornalistas em reportagem especial da Makign Of (ver aqui), é uma espécie de punição a falta de gestão. Achar que nossos times sairiam do regional com os mesmos atletas para brilhar no nacional deu nisso.

Mais para o final, os clubes catarinenses deveriam se reunir em seminário interno para avaliar o futuro e examinar premissas. Para isso, deveria haver um líder com novas ideias e propostas. É uma pena que disso também está em falta.

 

Um elefante incomoda

A chamada gestão clube-empresa do Figueirense é o maior sintoma do fracasso do futebol catarinense. Desde que começaram a aparecer as primeiras informações sobre o extenso e encadeado contrato com a Elephant, ficou claro que seria difícil entrar em todos os meandros e decifrar os vários enigmas ali contidos.

Saudado lá no início, há dois anos, como solução, a parceria se revelou nefasta, que só foi percebida recentemente. Todos caíram no conto da salvação.

Cabe ressaltar nesse episódio a força do rádio da capital, em especial da CBN Diário que tratou o assunto com rigor agora nos momentos finais, com destaque para as posições e Rodrigo Faraco e Paulo Branchi, com a participação de Roberto Alves.

Pena que para chegar aqui teve gente que tombou no caminho. Como a menina que apresentava o Globo Esporte, cuja cabeça foi entregue pela NSC TV assim que o presidente da Elephant rosnou ao microfone.

 

Maria Julia

A expectativa criada para a estreia de Maria Julia Coutinho no próximo dia 30 é muito grande, talvez maior do que o serviço que ela pode entregar. A última revelação é que ela vai apresentar o jornal de pé.

Sinceramente é um risco grande.  Não é qualquer um que segura a atenção do telespectador positivamente.  

Além disso, o interino Márcio Gomes está muito bem na bancada, fazendo esquecer Sandra Anennberg, titular do espaço durante 16 anos.

A questão do JH não é a apresentação, mas o estilo do telejornal que não tem mais destaque diante do novo estilo de programas das concorrentes.

 

Record ataca

O canal CNN Brasil não é exatamente uma filial da Record como muita gente pensava, apesar dos diretores de jornalismo terem vindo da emissora de Edir Macedo. Na sexta passada, um episódio acabou com a teoria: a Record colocou no telejornal noturno uma reportagem mostrando que o dono do canal e da construtora MRV têm mais de 50 mil processos na Justiça de São Paulo.

Segundo blogs nacionais, isso teria acontecido em represália porque a CNN teria tirado mais um apresentador da Record. Ao que tudo indica, o novo canal a cabo causa grande repercussão mesmo antes de entrar no ar.

 

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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