Dezembro 01, 2019

Moda que influencia

Moda que influencia
Fotos Junior Moritz

Natural de Joaçaba, atualmente moradora de Florianópolis, a catarinense Aline Callai se formou em Arquitetura, mas a vida a levou também para outra área. Além do blog que leva seu nome, se tornou uma influenciadora digital no meio fashion. Hoje, tem quase 50 mil seguidores. O melhor? Ela consegue viver disso, da sua paixão.

É de escorpião e sabe muito bem o que quer. O que era um hobby se transformou em trabalho e os clientes chegam até ela principalmente pelas redes sociais. Aliás, o conteúdo que gera já rendeu alguns convites bem especiais. Recentemente voltou de um tour de 15 dias pela Europa, onde participou - a convite - da Semana de Moda de Lisboa, em Portugal.

Este foi o terceiro ano que ela viajou para fazer a cobertura do evento. Também já lançou uma linha de acessórios e de camisetas com marcas parceiras.

 

 

Quer saber mais sobre o trabalho feito pela blogger e influenciadora de moda? Então acompanhe a entrevista que fizemos especialmente para a coluna. 

 

Quando e por que mudou-se para Florianópolis? 

Eu sou nascida em Joaçaba, mas fui criada em Capinzal. Cheguei em Florianópolis em 2006. Na época, cursava Arquitetura em Passo Fundo (RS), mas minha irmã mais nova decidiu estudar Cinema, curso que não tinha em Passo Fundo.

Para ficarmos juntas, acabei mudando para Santa Catarina, onde ela estudava. Hoje em dia minha irmã é escritora e mora em São Paulo e eu continuo na Capital catarinense, onde acabei concluindo o curso de Arquitetura..

 

Quando começou o contato com a moda? 

Acho que foi dia 20/11/1985, quando eu nasci. Minha mãe sempre conta uma história de quando tinha cerca de três anos de idade e vi uma bota que só tinha para adultos na vitrine de uma loja. A paixão (e o escândalo) foi tão grande, que ela teve que ir ao sapateiro mandar fazer uma versão para mim.

 

O que a motivou seguir o caminho da moda?

Na minha vida eu sou movida pela paixão. A moda costumava ser um hobby para mim, mas aquilo fazia parte tão forte do meu dia a dia que acabou se transformando em trabalho.

 

Quando se viu como uma influenciadora neste segmento? Hoje você tem quase 50 mil seguidores. Você vive disso? 

Eu sinto que no meu círculo sempre fui uma influenciadora de moda. Sempre fui aquela que as amigas procuram quando não sabem o que vestir, sabe? As redes sociais só tornaram isso maior. Meus seguidores são em sua maioria mulheres entre 25 e 35 anos de classe média. Hoje em dia essa é minha fonte de renda.

 

 

Como é a relação com o mercado. O que os clientes procuram em você? 

Sinto que as marcas me procuram quando querem alguém que tenha um conteúdo legal de moda para apresentar aos seus clientes. Fui percebendo isso com o passar do tempo e isso me deixa bem feliz.

 

Quais os trabalhos que marcaram a sua carreira neste universo fashion, como uma formadora de opinião? 

No decorrer de cinco anos muitas coisas bacanas aconteceram. Os convites para as semanas de moda sempre são marcantes. Ser chamada para ser embaixadora de marcas que eu amo também.

Teve o convite para ser a representante catarinense da rede Iguatemi no ano passado. Este foi incrível, porque para mim é o reconhecimento de estar fazendo um bom trabalho com a moda. E o lançamento da minha linha de acessórios e de camisetas com marcas parceiras.

 

O mercado que você atua - como qualquer outro - tem prós e contra. O que é mais bacana e o que ainda te incomoda um pouco?

Eu sou apaixonada por moda e o mais legal disso é poder dar às pessoas informações sobre isso. A parte chatinha é a superexposição. Às vezes você não quer mostrar exatamente tudo da sua vida, mas seu público pede por isso.

 

Redes sociais e moda. Instagram é um lugar para aparecer e para ser visto. Existe muita competição neste meio onde a imagem é quase tudo. Como você lida com isso? 

Eu sou uma pessoa bastante reservada. Eu amo dar informações de moda às pessoas, mas não amo estar 24 horas por dia conectada e falando de exatamente tudo o que eu faço. É claro que hoje em dia o instagram é o principal acesso por onde as marcas chegam até mim, mas procuro sempre privar minha família e meus amigos dessa exposição.

 

A sua profissão atual já rendeu convites muito bacanas para viagens, eventos ou mesmo para engajar uma causa, estar à frente de alguma ação. Pode exemplificar alguns?

Sim! E eu sou muito grata por isso. É sempre muito legal ser chamada pelos estilistas para conhecer suas novas coleções nas semanas de moda, ou para trabalhar com marcas de outros estados onde eu nem sabia que era conhecida.

Também teve a plataforma de moda sustentável Fashion 4 Better, onde eu fui a única blogueira a ser embaixadora e colunista.

 

Recentemente você viajou para Europa para cobrir - a convite e pela terceira vez - a Semana de Moda de Lisboa. Como foi e como surgiu esta conexão? 

Fui convidada por alguns estilistas da Lisboa Fashion Week pela primeira vez em 2017 e me apaixonei pela cidade e pelo formato do evento, que é bastante diferente das semanas de moda brasileiras e das principais fashion weeks do mundo.

O jeito do português fazer moda é bastante apaixonado e consciente e isso me encantou. Hoje em dia sou figurinha carimbada lá todo ano. Eu vou para checar as principais tendências de moda e escrevo para o meu site e para outros veículos.

 

Você tinha um blog, o Nouvelle Blog, e hoje migrou para o site www.alinecallai.com.br. O que marcou esta mudança e o que as pessoas encontram nesta plataforma de conteúdo?

Foi um processo natural, já que o meu nome acabou ficando mais conhecido pelo instagram. Hoje em dia meu site traz um conteúdo de moda produzido por mim e tenho algumas colaboradoras que falam de beleza, cultura pop e lifestyle.

 

Quem é a Aline Callai fora das redes sociais? 

A Aline Callai fora das redes sociais é uma pessoa super família (quase morro de saudades dos meus pais e da minha irmã). Amo cultura pop, e sou fanática por cinema e rock 'n roll. Sou apaixonada por massas e doces, e entre campo ou praia, eu prefiro a cidade!

Adoro as estações mais frias e não tenho nenhum animalzinho de estimação porque como viajo muito, não queria ter um para deixá-lo sozinho. Não sou casada, mas namoro há um ano o Douglas, baixista da banda Vírus K7 aqui de Florianópolis. Estou prestes a fazer 34 anos e sou do signo de escorpião, mas não me orgulho disso! (risos)

 

Tags:
social entretenimento Floripa Florianópolis gente festas eventos agenda
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Yula Jorge

Yula Jorge
Jornalista graduada pela UFSC. Antes disso estudou e viveu quatro anos entre o Canadá e os Estados Unidos e quando retornou a sua terra natal, Goiânia, graduou-se pela PUC em Secretariado Bilíngue. 
Logo mudou-se para Florianópolis, ingressou na Universidade Federal, e da ilha não saiu mais. Atua como colunista desde 2012, assinou uma coluna diária no jornal Notícias do Dia por alguns anos, e, paralelamente, foi repórter da RICTV Record e Record News. Traz todos os dias o que rola de especial em Floripa: sobre quem acontece, empreende, se engaja em causas legais. O que inaugura, as festas bombásticas, as melhores casas, restaurantes, os shows, as ações bacanas e o voluntariado.

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