Julho 29, 2020

Moisés estaria conversando sobre não concorrer em 2022

Moisés estaria conversando sobre não concorrer em 2022

Como imaginado, o pedido de impeachment de Carlos Moisés, lido na Assembleia Legislativa há alguns dias, tomou conta do noticiário. Foram inúmeros textos que nem sempre expressaram imparcialidade, como convém ao jornalismo profissional. Alguns misturam, deliberadamente, o motivo do pedido do advogado Ralf Zimmer Júnior – a equiparação salarial dos procuradores - com as investigações sobre a compra frustrada dos respiradores chineses.

A distância entre o que estava sendo dito e os fatos de bastidores ainda é grande, diante do estilo de comunicação do governo. Por exemplo, ao meio-dia de segunda-feira passada, a comentarista do Jornal do Almoço criticou duramente a falta de manifestação de Moisés, quase ao mesmo tempo em que o advogado particular dele entrava com pedido na Alesc perguntando se o autor da denúncia tem os direitos políticos válidos.

Esse requerimento acabou sendo o pretexto para Alesc adiar a leitura na sessão de ontem, 28, do pedido de impeachment, que na prática formalizaria o início do processo. O presidente Júlio Garcia aguarda o parecer do jurídico sobre a questão levantada.

Coube ao jornalista Renato Igor, no Twitter hoje, 29, dar uma interpretação diferente dos bastidores: Moisés estaria negociando não concorrer à reeleição em 2022 em troca dos votos para evitar o impeachment. Esse seria um dos motivos da protelação da Alesc.

Outra ação de bastidores seria o apressamento do edital da verba publicitária do governo, que se arrasta há meses. Ele disse ao pessoal do meio rural, conforme nota do programa da Fecoagro no rádio de hoje, que está se preparando para divulgar os feitos do governo. Algo que está zerado há um ano e meio, quando é sabido que a verba governamental é importante no mercado, ainda mais em época de pandemia.  

O jeito de comunicar de Moises realmente é bem diferente dos seus antecessores. Não é uma comunicação direta com os profissionais que detém espaços de opinião. Mas sua assessoria de imprensa tem disparado muitas informações com posições de órgãos e entidades oficiais que em tese livram o impeachment.

Faltam agora os resultados das conversas dos bastidores para configurar que Moisés terá sido um cometa que iniciou a brilhar na onda 17 e vai desaparecer sem bilhar mas só no final do mandato.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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