Dezembro 03, 2018

Moisés inaugura seu governo

Moisés inaugura seu governo
SUSI PADILHA/EQUIPE DE TRANSIÇÃO/SECOM

Os governos eleitos começam, de fato, antes mesmo da posse, quando as propostas de campanha e o formato da gestão são repassados à sociedade. Esta será a grande notícia do anúncio da nova estrutura administrativa que o governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) faz nesta segunda (3), no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres, às 14h. Dada a situação dos estados brasileiros, e a de Santa Catarina não é muito diferente, o local não poderia ter um nome mais apropriado. Se algumas das informações que vazaram ou foram plantadas, nos últimos dias, se confirmarem, Moisés definiu três grandes secretarias (Controladoria Geral, Casa Civil e Procuradoria), o que sugere uma ação cerrada de fiscalização dentro da administração direta, além de 10 pastas que mantiveram suas atribuições, englobarão outras e até receberão uma nova nomenclatura (Administração, Administração Prisional, Agricultura e Pesca, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Educação, Fazenda, Infraestrutura, Saúde e Segurança Pública). O nome-chave desta estrutura, que ainda deverá, em parte, que passar pela aprovação da próxima legislatura da Assembleia, é o do professor Luiz Felipe Ferreira, coordenador da equipe de transição e que aparece na foto com o governador eleito, e será nome certo no secretariado, a não ser que não queira. A ele caberá esmiuçar à imprensa e à sociedade os detalhes do organograma e funcionamento da administração que será inaugurada no próximo dia 1º de janeiro, fato que dará fim ao mistério em torno do que se planeja no processo de transição.

 

De fora

Quem não está na lista deve ser subordinada diretamente ao gabinete de Moisés, como Defesa Civil e a nova Governança e Integridade, ou perder o status de secretaria, o que significa diminuir a estrutura. O que o governador eleito definirá, além de anunciar os primeiros nomes do secretariado, é o tamanho de sua reforma com o pessoal, já que elimina dezenas de postos com o fim das agências de Desenvolvimento Regional e com as prováveis e a extinção de Deinfra e Deter. O que não pode é centralizar demasiadamente as decisões de governo, um risco que se corre quando se cria supersecretarias.

 

Peregrinação

Deputado estadual Valdir Cobalchini, atual líder do governo, esteve em Brasília na quinta passada (29), mas não se encontrou com o deputado federal Mauro Mariani, presidente estadual do MDB, ou com o senador Dário Berger, o que poderia sugerir um pedido sobre a definição do candidato do partido à presidência da Assembleia. Foi ver como andam assuntos pendentes, desde o tempo em ocupou a Secretaria Estadual de Infraestutura e tratam sobre o Aeroporto de São Joaquim, no Tribunal de Contas da União.   

 

Falta muito

Cobalchini retornou mais cedo a Florianópolis e já nesta segunda (3) recomeça os contatos sobre a postulação dele à presidência do Legislativo, mesmo depois que a maioria da bancada emedebista tenha escolhido Mauro De Nadal para concorrer ao comando da Assembleia. Para Cobalchini, é muito cedo e falta muito para a escolha, que só correrá dia 1º de fevereiro do ano que vem.

 

JEFERSON BALDO/SECOM

INAUGURAÇÕES EM CASA

A um mês de deixar o governo, Eduardo Pinho Moreira foi ao Sul do Estado, sua base eleitoral, para inaugurar obras. Em São João do Sul, fez o descerramento simbólico da placa de inauguração da pavimentação da SJS-150 e as obras na subestação ligada ao sistema da Celesc que também beneficiará os municípios de Passo de Torres e Praia Grande. A foto mostra um encontro político eclético com a presença da deputada federal Geovânia de Sá (PSDB) e os estaduais José Milton Scheffer (Progressistas) e Manoel Mota (MDB). Em Criciúma, ao lado do secretário Acélio Casagrande (Saúde), da primeira-dama Nicole Torret Rocha Moreira e do prefeito Clésio Salvaro (PSDB), inaugurou a reforma e ampliação do Hospital Materno Infantil Santa Catarina. A obra era esperada há mais de 20 anos, que mais do que dobrou o número de leitos, agora 109, além do Estado assumir o custeio do hospital com repasses mensais de R$ 3,2 milhões.

 

* O presidente eleito Jair Bolsonaro, que brilhou tanto quanto o Palmeiras na entrega da taça do Campeonato Brasileiro de Futebol, deve se encontrar, ainda esta semana, com as bancadas de MDB, PRB, PR E PSDB, agenda organizada pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

 

* Não há como fugir do diálogo. Ninguém governa sozinho e precisa do apoio do Congresso e de uma base de apoio para aprovar as matérias de interesse do governo, principalmente as reformas.

 

* Esta é uma necessidade que transcende a nova ou a velha política e serve para Santa Catarina também, onde ainda é aguardada a conversa do governador eleito com os partidos que pretende ter como base na Assembleia.

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roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 33 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News, e editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Faz comentários sobre política e economia.
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