Junho 14, 2019

Moisés não abandonou o debate do duodécimo

Moisés não abandonou o debate do duodécimo
MAURICIO VIEIRA/SECOM

O Instituto Mapa fez uma pesquisa que mostra, em linhas gerais, uma largada otimista para o governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), que entre os conceitos de bom e ótimo, chega a 46,6% dos 1.228 entrevistados, em 42 municípios, de 20 a 31 de maio, portanto antes do embate que valeu a derrota sobre a redução do repasse do duodécimo aos demais poderes e órgãos com autonomia financeira, contido na LDO. A margem de erro do levantamento é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos (95% de confiabilidade).

Os dados garantem que Carlos Moisés, que já é mais reconhecido no cargo que os três senadores que representam o Estado (Esperidião Amin, do PP, Dário Berger, do MDB; e Jorginho Mello, do PL), políticos experientes e de muitas vitórias eleitorais, alcançou 66,3% de aprovação em seu jeito de governar e 65,6% de confiança em sua administração.

Vitaminado com os resultados, Moisés, que admitiu a derrota no parlamento, não deu por encerrado o debate sobre o duodécimo e agora muda o ângulo da questão para que Judiciário, Ministério Público e Udesc devolvam as sobras de orçamento aos cofres do Executivo no final do ano, algo que somente a Assembleia e o Tribunal de Contas costumam efetivar historicamente.

 

Do campo

Resultados positivos alcançados por Moisés na pesquisa do Mapa têm outro motivo que podem ter favorecido os índices.

O campo do levantamento ocorreu durante a votação e repercussão da análise da reforma administrativa na Assembleia, aprovada por unanimidade, em 22 de maio, e sancionada na última quarta (12).

 

Ah, as emendas!

Das aproximadamente 1,4 mil emendas impositivas dos deputados estaduais, apresentadas no ano passado, o governo do Estado não pagará a grande maioria.

O motivo: há erros de forma na confecção das mesmas, algo que tem muito deputado a levar o assunto para o lado da revanche depois da derrota do Executivo que não emplacou a redução do duodécimo na LDO. Melhor admitir o erro.

 

Mais fácil

Blumenau terá um posto de emissão de passaportes em 2020, de acordo com o superintendente da Polícia Federal no Estado, delegado Ricardo Cubas, em encontro com o governador Carlos Moisés da Silva, na Casa d’Agronômica, a pedido do deputado Ricardo Alba (PSL).

Falta só definir o local e a instalação da unidade, pois os equipamentos necessários para a emissão já estão em processo de licitação.

 

RODOLFO ESPÍNOLA/AGÊNCIA AL

FATO LAMENTÁVEL

Fazer a defesa em torno de uma denúncia, no caso de suposto ato de racismo, cabe ao deputado Ivan Naatz (PV) a qualquer momento. O mesmo procedimento está garantido à deputada Paulinha da Silva (PDT), que, de acordo com o parlamentar, agiu em meio a um conluio político para prejudicá-lo. Mas este assunto, muito mais pessoal do que público, embora envolva duas pessoas com mandato e que tenham que prestar contas à sociedade de todos os seus atos, não deve tomar o tempo do plenário da Assembleia, tampouco ser feito a partir da tribuna da casa. O ocorrido extrapolou o plausível e pôs em xeque a lisura dos dois parlamentares, durante a sessão da última quarta (12).

 

O fato 1

Naatz, com o resultado nas mãos de um inquérito policial que foi arquivado, a partir de um boletim de ocorrência feito pelo ex-funcionário, de 25 anos, bradou que não foi incriminado e que buscaria seus direitos, ao denunciar um suposto envolvimento político de desafetos do PV e da deputada pedetista  o que seria uma armação contra seu mandato.

E aparte, o deputado Sargento Lima (PSL), que estava com Naatz quando o episódio teria ocorrido, negou que tivesse ouvidos as supostas ofensas raciais, mas o problema já havia sido criado e a repercussão nas redes sociais do episódio foram movidas a insultos de toda ordem.

 

O fato 2

Sem respaldar a parte da “conspiração”, Paulinha confirmou todo o apoio dado ao ex-colaborador de Naatz e se emocionou ao lembrar de como tomou conhecimento do assunto.

O acontecimento poderia ser resolvido entre os gabinetes, na esfera policial ou judicial, mas tomou um rumo preocupante já que os dois parlamentares estão, desde o início da atual legislatura, e isso só faz quatro meses e meio, em rota de colisão desde que o deputado verde entrou com um projeto para acabar com a cobrança de Taxas de Proteção Ambiental (TPA), que Paulinha impln atou em Bombinhas, quando prefeita.

 

PABLO VALADARES/AGÊNCIA CÂMARA

O RELATÓRIO DAS SURPRESAS

A retirada de estados e municípios do texto principal da Reforma da Previdência, por pura falta de acordo, e a confirmação de que não haverá regime de capitalização, contidas no relatório do deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP), asseguram que a Câmara assumiu o protagonismo no projeto do Planalto. Em grande parte, Moreira atendeu aos interesses de seus pares, até mesmo aquele absurdo de que no Congresso ninguém fará força para poupar “futuros adversários”, ou seja, impedir que deputado estaduais e vereadores, que podem concorrer à Câmara e ao Senado, fiquem sem o desgaste da análise da matéria. Se todos os desafios fossem resumidos a esse ponto, o que assegurar para as próximas gerações.

 

Primeiros atos

Ônibus coletivos sem circular e barreira de pneus queimados na Avenida da Saudade, que liga a Beira-Mar Norte à SC-401, em direção ao Norte da Ilha de Santa Catarina, são os primeiros efeitos do Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência.

Protestos são garantidos nas democracias, a radicalização de alguns grupos, notoriamente aqueles que não veem perspectiva em vitória de sua tese ou pedido, é que preocupa sempre.

 

Saída anunciada

A demissão do ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, segue a cartilha desenhada pelo filho do presidente da República, vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), do Rio de Janeiro, que há muito já havia disparado as baterias contra o militarl.

Há muito mais por trás disso, já que Santos Cruz, de fato, entrou em rota de colisão com o guru dos Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho, e isso vale como uma sentença no atual governo.

Antes de ser chamado para conversar com o presidente Jair Bolsonaro, o general ainda participou de uma audiência no Senado, na Comissão de Transparência, onde defendeu o colega Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) ao declarar: “É uma pessoa que está muito acima desse absurdo aí criminoso de invasão de privacidade de telefone!”

 

DIVULGAÇÃO

DE OLHO NO FUTURO

Estes são alunos do Projeto Jovem em Ação Floripa 2019, desenvolvido pela Coordenadoria de Políticas Públicas para a Juventude da prefeitura da Capital com o apoio do IGEOF. Até o fim do ano serão 1.300 vagas gratuitas para os cursos de capacitação profissional para quem está entrando no mercado de trabalho. Inscrições em http://www.pmf.sc.gov.br/sistemas/Juventude.

 

Viral do bem

Governador João Doria Júnior (PSDB), de São Paulo, ganhou generoso espaço nas redes sociais ao mandar que um coronel da Polícia Militar desligue o celular durante uma solenidade.

Está mais do que na hora das pessoas recuperarem um pouco de educação e não ficarem no aparelhinho enquanto alguém discursa. Acompanhe o vídeo.

 

* Deputado Bruno Souza colheu assinaturas para a criação da Frente Parlamentar de Livre Comércio e Desburocratização com a peculiaridade de que seus membros e signatários respeitarão uma espécie de estatuto.

 

* Governador Carlos Moisés da Silva está em Joinville nesta sexta (14) onde lançará projetos de infraestrutura e fará repasse de recursos ao Bombeiro Voluntário e à Escola do Balé Bolshoi.

 

* Presidido pelo senador Jorginho Mello, o PL faz convenção estadual, neste sábado (15), no Clube de Caça e Tiro, em Lages, para lançar o novo momento da sigla, que voltou a ter o nome original.

 

* A morte do jornalista Clóvis Rossi enluta gerações inteiras de profissionais que cresceram e apremderam com suas manifestações à Folha de S.Paulo. Descanse em paz.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News, e editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Faz comentários sobre política e economia.
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