Junho 17, 2020

Moisés projeta futuro de recuperação para Santa Catarina

Moisés projeta futuro de recuperação para Santa Catarina
Créditos: Julio cavalheiro e Peterson Paul/Secom

Foi no gabinete da Casa d'Agronômica que o governador Carlos Moisés da Silva recebeu a equipe da TVBV, nesta terça (16), e aceitou gravar sem máscara, desde que cumprido o protocolo de segurança contra a Covid-19. A entrevista exclusiva havia sido solicitada há semanas e nem o momento de cobranças ou as investigações sobre o pagamento antecipado dos R$ 33 milhões para a compra dos respiradores fizeram o governador parecer intranquilo. Moisés respondeu uma série de perguntas e projetou um futuro de recuperação para o Estado, que, em plena pandemia, mantém números positivos, sem deixar de reclamar da utilização política de fatos relacionados ao combate ao Coronavírus. Acompanhe a entrevista:

Roberto Azevedo: O senhor não esperava que uma pandemia estivesse no meio do caminho depois de um ano exitoso – 2019 foi um ano bom para Santa Catarina. E agora, governador, fazer o que, nessa situação que já pressupõe recuperação principalmente econômica do estado?

Carlos Moisés: Bem, eu acredito, Roberto, e agradeço a oportunidade de conversar com os catarinenses, e penso que estou num lugar que eu não imaginava no ano de 2020, porque era um ano de muitas entregas e a gente está fazendo essas entregas, mas um pouco disso fica obscuro por conta das pessoas em reclusão em casa, etc.. E a gente percebe que, claramente, como medida adotada na hora certa e no momento certo, mas hoje podemos olhar para o futuro, olhar para frente e fazer o que? Retomar a economia, retomar a esperança, retomar a segurança das pessoas. Em nenhum momento nós espalhamos pânico em todas as decisões do governo. Tão logo nós fizemos aqui o fechamento do estado. Duas, três semanas depois já estávamos estudando a reabertura segura do nosso comércio, das nossas atividades.. E contra números e contra fatos não há nenhum argumento. Basta olhar Santa Catarina hoje e perceber que nós tivemos a melhor gestão do Brasil no que diz respeito ao enfrentamento da covid-19. Eu penso que o resultado mostra claramente que a nossa participação e, talvez se fosse um político que tivesse muito receio de tomar decisões duras e firmes, provavelmente não estaríamos hoje colhendo o resultado que nós estamos colhendo hoje em Santa Catarina.

 

Roberto Azevedo: Por que até hoje tem pessoas que questionam o que foi adotado em Santa Catarina como uma solução de isolamento? Quando não se falava do assunto, o estado tomou a dianteira disso e hoje colhe os frutos. Qual o recado para essas pessoas que ainda não absorveram o lado positivo dessas medidas.

Carlos Moisés: Algumas pessoas nunca vão entender, isso é fato. Mas o povo catarinense é um povo muito educado e o sucesso que nós conseguimos na gestão dessa crise teve absolutamente a participação integral da população catarinense. E esse engajamento da população é que fez com que os resultados fossem assim positivos e tão logo a gente tomou essa iniciativa, muito antes dos outros estados, nós percebemos que, a nossa retomada econômica, a nossa segurança no desenvolvimento, ela começa a parecer mais claramente. Nossa economia já começa a dar sinais de retomada. Nós não enfrentamos ainda o alto, o pico da crise.

 

Roberto Azevedo: Há previsão para chegar ao pico?

Carlos Moisés: A gente imagina que até julho deva entrar no platô. É claro que isso tem influência do clima, da temperatura, de como será o nosso inverno. Além da manutenção do comportamento das pessoas, e por isso a importância da participação de cada pessoa nesse enfrentamento. Logo, nós estamos retomando de forma segura. Nós trabalhamos nesses últimos 90, 100 dias intensamente para criar normas que nunca existiram na humanidade. Pelo menos assim de uso coletivo. A saúde de Santa Catarina, todos os órgãos do governo, as secretarias, todos trabalharam diuturnamente para que nós tivéssemos uma forma de um convívio seguro e responsável com essa pandemia. Então, a população fazendo a parte dela, é importante acreditar no governo, continuar crendo, porque nós temos também planejamentos importantes para a retomada da economia e que o primeiro passo, antes mesmo de termos planos para a retomada, é enfrentar a pandemia. As estatísticas mostraram que os países da Europa que enfrentaram antes de Santa Catarina e do Brasil, que quem enfrentou com medidas rigorosas a pandemia, num primeiro momento, quem se antecipou a ela, teve retomada econômica mais rápida, preservou empregos. A nossa balança de empregos hoje é positiva e nós estamos tentando recuperar o que nós tínhamos de crescimento no ano passado.

 

Roberto Azevedo: E há empresas se instalando no estado em plena pandemia.

Carlos Moisés: Perfeitamente. Nós geramos segurança, com o movimento que o Governo de Santa Catarina fez, num ato corajoso em proteger a vida das pessoas em primeiro plano, gerou segurança. As pessoas querem vir para Santa Catarina. Todos querem investir em Santa Catarina. Os empregos serão preservados. É claro que a gente tem algumas áreas de ocupação que ficam ainda prejudicadas com a retomada e não é por decisão local, é pelo fato das pessoas, obviamente, não poderem se agrupar e ter essa dificuldade de eventos, por exemplo. O turismo fica afetado, enfim, mas a retomada vai acontecer na medida que nós estamos conseguindo resultados. Nós vamos salvar os setores na medida em que a gente toma atitudes e que a gente consiga sair dessa crise o mais breve possível. Quem primeiro tomou as medidas do enfrentamento, primeiro saiu da crise.

 

Roberto Azevedo: Mas evidentemente tem um componente político e aparentemente quando a gente vê que tem uma CPI dos respiradores na Assembleia, há cinco pedidos de impeachment do governador também correndo no legislativo e fora ainda o processo de maior investigação da história do estado, que está sendo feito sobre esse episódio com Polícia Civil, Ministério Público e Tribunal de Contas, ainda sindicâncias internas do governo e uma ação civil pública correndo no judiciário sobre o mesmo tema, mas mesmo assim muita gente insiste que é um calcanhar de Aquiles do governo.  O que que o senhor já dessecou desse processo da compra com pagamento antecipado dos respiradores? É um grande problema, o senhor tem um norte do que aconteceu para levar essa situação?

Carlos Moisés: Mais de quinze unidades da Federação foram afetadas por situações, negócio que foram propostos que não foram cumpridos. Essa crise não foi só no Estado de Santa Catarina foi do Brasil inteiro e de quem tentou comprar respiradores. O Governo Santa Catarina tomou a iniciativa primeira: primeiro de investigar esses contratos, enfim esses fornecimentos; segundo a primeira iniciativa de recuperação dos bens que eventualmente foram lesados em Santa Catarina, quaisquer prejuízos ao erário, aos cofres públicos de Santa Catarina, foram tomadas pelo Governo do Estado. Nós já recuperamos 11 milhões de reais desses 33. Estamos agora em negociação para mais dois milhões, então é nós temos aí 13 milhões dos 33. Pretendemos repatriar todos os valores que foram colocados, que foram enviados para a China na compra desses respiradores. Todas as atitudes do Governo de Santa Catarina, junto com a Fazenda do Estado, que intermediou, verificou negociações que estavam acontecendo a posteriori. Depois dessa transação, para que a gente seguisse o dinheiro. O Governo de Santa Catarina não tem compromisso com erro, nós tomamos a medida certa, estamos recuperando, mas também, obviamente, que somos vítimas de uma busca pelo mesmo objeto no mundo inteiro, então isso fez com que todos esses contratos sofressem solução de continuidade. Nós temos o Governo Federal que não conseguiu comprar os seus; nós temos empresas da iniciativa privada, inclusive de Santa Catarina, que estão desistindo desse mesmo negócio na China - porque não conseguiu entrega. Então assim, nós temos que separar uma coisa da outra. Ter um problema em meio à gestão, só vai ter quem realmente toma atitude de quem faz algo, quem enfrenta o problema com coragem. E outra coisa é não ter compromisso com o erro. Se nós tivermos detectada alguma responsabilidade, algum erro, tanto na questão da repatriação de valores, reconstituição dos bens do Estado, quanto à responsabilização Civil e criminal de qualquer e administrativas, o Governo não tem compromisso com ele. Tomará atitude firme sempre, que aliás foram protagonizadas pelo próprio governo - nós fomos o primeiro órgão a dizer: ‘olha, esse é um caso de polícia, esse é um caso para abrir sindicância, esse é um caso para começar a investigar’. E nós sempre fomos muito parceiros dos órgãos de controle. Conosco está o Tribunal de Contas e o próprio Ministério Público, que tem as suas atribuições constitucionais e o Governo de Santa Catarina dá a eles toda possibilidade de entender o que aconteceu, não obstrui investigação, facilita acesso a dados. Esse é o papel do governo enquanto sofre uma situação como essa.

 

Roberto Azevedo: Como o senhor responde a crítica de que os sistemas, as amarras dentro do governo, que o controle falharam na hora de identificar uma compra, um pagamento antecipado que não havia a garantia de entrega do produto?

Carlos Moisés: Talvez a questão por último que você levantou, que é a garantia mais relevante. Nós compramos com pagamento posterior, mas quando esse assunto veio à tona nós começamos a procurar a própria Fazenda para entender o que aconteceu e a Fazenda sempre nos indicava o seguinte: essas compras são comuns desde que haja garantia. Então talvez tenha sido a falta de garantia o que motivou nós estarmos agora tentando repatriar os valores. Mas num momento de pandemia, isso aconteceu de forma que alguém, provavelmente, perdeu no momento exato o controle dessa ação providencial, digamos assim, porque todos os estados estavam fazendo isso, se repetindo comportamento. Não cabe ao governo agora indicar o culpado porque as pessoas estão sendo investigadas, os processos estão sendo também investigados em implicâncias internas, para que a gente possa apresentar a sociedade catarinense o resultado final. Eu penso que nós temos que olhar esse momento agora, não pode ser politizado esse fato. E a relevância que se deu esse fato, apesar de entender, é que o valor é relevante, que o Estado tem que ser de fato ressarcido desse valor, a relevância política que se deu e midiática que se deu esse fato, ela politizou o momento e o nosso momento hoje é de salvar as vidas, de retomar a economia, gerar esperança. As pessoas estão muito preocupadas com o futuro. O que será? Como será a criança na escola se ela vai voltar, se não vai voltar. Esse é o papel do governo, de agir com responsabilidade também nesse assunto dos respiradores, mas continuar tratando com muita responsabilidade, não politizada, esse fato que é o de preservar a vida e emprego das pessoas, preservar o desenvolvimento de Santa Catarina. Hoje temos um projeto de retomada da economia de Santa Catarina, dos modos que ela vinha acontecendo. Nós crescemos quatro vezes mais que o Brasil. Os nossos números de desemprego, também de desocupação, eram os menores do Brasil e continuam sendo. Nós estamos preservando os empregos, preservando a vida, conciliando os dos dois movimentos. Não dá para dissociar preservar vidas, preservar a saúde, apresentar a atenção básica de saúde, atenção avançada de saúde para os catarinenses, mas ao mesmo tempo se preocupado por movimentos econômico. Então quando alguém politize esse assunto, está na verdade prestando um desserviço a Santa Catarina, gerando insegurança das pessoas, gerando descrédito. Nós precisamos retomar o desenvolvimento e, como você bem citou, todas as pessoas acreditam em Santa Catarina. Elas sabem que aqui é um território seguro, que o governo é honesto, que as empresas podem vir se instalar aqui que serão bem recebidas e terão tratamento republicano. Essa é nossa bandeira, de olhar para o futuro, retomar economia e continuar salvando as pessoas.

 

Roberto Azevedo: Te preocupa essa questão da profusão de pedidos de impeachment na Assembleia, alguns até por conta do isolamento social que o senhor propôs para combater a pandemia?

Carlos Moisés: Então veja, se você não toma atitude alguém poderia me acusar de omissão e se você toma atitude, politizando o fato, dizem que essa atitude não deveria ser tomada. Tanto os impeachments quanto a própria CPI, eu percebo que já há instrumentos de controle, o Tribunal de Contas, o Ministério Público, e são absolutamente isentos, independentes. Que estão recebendo a colaboração do Governo de Santa Catarina, além da atuação, eles já são estruturas para investigar tudo que está acontecendo aí. Então eu percebo que nós não podemos politizar, não vejo avanço, não vejo nesses atos, nem nos processos de impeachment, que aliás a própria Assembleia Legislativa através do seu presidente já tem demonstrado, já tem feito falas, sai dizendo que não prospera esse assunto na Assembleia Legislativa, além de não haver ambiente político, clima político dentro do Estado de Santa Catarina para isso. Não há uma fundamentação razoável. Então eu penso que a gente tem que fugir desse debate político, desses assuntos e trazer para o trabalho. Nós temos um governo que se relaciona politicamente, mas também que tem um critério técnico muito importante, muito relevante para nós. É esse critério técnico que tem que tem salvado vidas aqui em Santa Catarina. E essa é uma escolha da população. A população rompeu uma tradição que nós tínhamos para trazer alguém novo no processo e que colhe de fato os resultados dessa escolha.

 

Roberto Azevedo: O senhor nessa trajetória de enfrentamento da pandemia e com essa crise gerada pelos respiradores perdeu dois assessores: o secretário da saúde Elton Zeferino e o secretário da casa civil Douglas Borba. Um companheiro de campanha e um companheiro de de corporação. Foi muito difícil assimilar essa necessidade deles saírem do governo?

Carlos Moisés: O governo é feito por pessoas, mas obvio que cada um que passa deixa a sua contribuição, especialmente no caso do doutor Helton. Ele fez um gesto que ‘eu preciso sair’, fora uma decisão pessoal dele e obviamente que ele deixou aí as contribuições que teve até o momento, não só ele como a equipe toda da saúde, que lá continua fazendo esse trabalho de enfrentamento dessa crise. Hoje, nós tomamos as atitudes que tomamos pelos resultados, e tomamos também em função da participação do secretário Elton, de trazer para o governador o momento certo, na hora certa, de dizer é preciso parar o estado. Se eu tenho que tomar essa decisão e a decisão política foi minha, obviamente, então baseado em informações técnicas. Todos que passaram pelo governo, tanto o secretário Douglas, quanto o secretário Helton, tiveram seu momento de contribuição. O governo é feito de pessoas que vão e vem. Eu estou aqui nessa posição hoje mas virão outros governadores e tudo é construído como se fosse uma grande construção com vários tijolos, cada um tem a sua participação. O que nos resta de fato é agradecer aqueles que passaram, mas o governo ele retoma novas pessoas, novos protagonistas. As pessoas passam, todos passam, o Governador passa e nós temos que olhar para frente e trabalhar com muita seriedade no que a gente está fazendo dentro da máquina pública, porque todos nós temos um propósito na vida então, eu já tive vários propósitos né, durante a minha carreira como Bombeiro Militar, 30 anos de serviço público, não imaginava que a vida me guardava essa oportunidade, que tem várias crises, que geram oportunidades. Então eu sempre vejo na crise uma oportunidade. Entrada e saída de pessoas também geram oportunidades, geram crises, mas geram oportunidade de você se remodelar, de você se reinventar e trazer também novas pessoas para o cenário, para que elas deem uma outra percepção e deem a continuidade do trabalho que já vem sendo realizado. Então a gente recebe isso no governo com muita naturalidade, nós somos um time mas um time que caminhou por propósitos comuns, na medida em que outras pessoas podem também participaram e contribuíram para esses mesmos propósitos. E vamos tocar o projeto pra frente.

 

Roberto Azevedo: A partir de agora os indicadores começam a melhorar a economia, mas algumas decisões ainda são consideradas fundamentais. O retorno às aulas é algo que as pessoas cobram muito porque uns do ponto de vista técnico, até de comprimento de calendário, e outros do problema de saúde que podem envolver alunos professores e famílias que estão em casa. O que que o governo tem planejado para esse ponto especificamente?

Carlos Moisés: Dentro do que a gente planejou a partir de 2 de agosto, início de agosto, poderia ser a retomada das aulas, podendo inclusive ser antecipado para julho, de acordo com os números e resultados. Obviamente que desde o início da gestão dessa crise, em 17 de março, quando a gente decretou o isolamento e a gente começou a flexibilizar, as pessoas também entraram em Pânico, dizendo para não flexibilizar. As decisões serão tomadas com o rigor técnico e científico, então toda decisão era sempre baseada em números. Essa decisão de retomada ou não das atividades escolares também será tomada com parâmetros e agora estabelecido de forma regional, então o estado pode liberar as regiões para a retomada das aulas, mas se tiver alguma região que tem graves problemas aí nós podemos dizer o seguinte: nessa região não retorno e nós continuamos cuidando das pessoas. Nós estamos diante de um grande paradoxo, para sair dessa crise as pessoas também precisam ter contato com o vírus. Então nós temos que proteger realmente aos poucos, imunizando a população, mas ao mesmo tempo proteger os números.

 

Roberto Azevedo: Hospitais filantrópicos têm um papel importante nesta capilaridade no sistema de saúde em Santa Catarina. Eles eventualmente voltaram a reclamar de falta de repasse de recurso, de necessidade de mais recursos. Tem uma posição para dar a eles?

Carlos Moisés: Houve uma demanda muito grande para alguns hospitais e inclusive eu me reuni com um grupo de diretores aqui recentemente e eles colocaram que alguns hospitais, por exemplo que não recebiam dinheiro público do estado, só recebiam do SUS, passaram a receber 2 milhões de reais por mês, outros, outros valores. Só que a demanda gerada pela covid-9 foi tão grande que o déficit desses hospitais aumentou, então é um esforço realmente que nós nos unimos. Nós temos uma política muito favorável aos hospitais filantrópicos, estabelecemos no primeiro ano de governo, exatamente a nova política hospitalar. E os hospitais, em função do zelo que nós temos com o dinheiro público, eles têm que dar resultado e comprovar o resultado. E aí eles receberiam dinheiro a mais. Em 2020 nós suspendemos essa política de cobrar o resultado e só repassamos integralmente para todos que estavam cadastrados conosco, que estavam na rede filantrópica. Nessa nova política repassamos o valor total mensal para cada hospital. Mesmo assim a gente sabe que isso não é suficiente, mas é o modelo que Santa Catarina tem, que concilia quase uma gestão privada para particularmente dentro dos hospitais filantrópicos, mas que conciliam também verbas públicas do SUS, do Governo de Santa Catarina e atualmente algumas regiões até recebendo um aporte municipal.

 

Roberto Azevedo: Reabertura de algumas atividades, por exemplo, esporte, futebol, outras atividades esportivas e os shows, os eventos. Perspectiva.

Carlos Moisés:  Bom, os jogos de futebol, campeonato, está se discutindo muito isso, fica com os clubes. Porque a recomendação é sem público e eu acredito que é um entretenimento muito interessante, não só o futebol, mas os outros jogos que possam ser administrados sem público. Isso tudo é muito bom, vai renovar esperanças das pessoas.

 

Roberto Azevedo: A questão da reforma da Previdência, dos servidores públicos, é um projeto abandonado por esse ano ou vai ser retomado tão logo as coisas voltem ao normal?

Carlos Moisés: Nós entendermos que ela é fundamental para que haja o enxugamento da máquina pública, para que haja a contenção de gastos e para que haja sobrevivência inclusive das aposentadorias. Ela é em um projeto para o futuro, não é um projeto para esse governo, o governo Moisés aqui não é um projeto para quatro anos, ele é um projeto que visa o resultado daqui a 15, 20 anos, que a gente tem um equilíbrio maior nas nossas Finanças Públicas porque a Previdência deficitária nós temos dinheiro mensalmente da conta mais de 300 milhões de reais para aportar nas aposentadorias. Então esse é um assunto de primeira ordem para a gente, tanto que quando ele aportou como o regime de urgência, depois passa a pandemia foi suspenso, mas pedindo solicitação para suspender, depois que se retomou a votação a distância, esse assunto começou a ser ventilado, e hoje já é consenso entre nós e os deputados que é um assunto, eu entendo que tenha que ser retomado sim. E tem que ser resolvido este ano.

 

Roberto Azevedo: Na balança, no peso do que a sociedade tem entendido e falado do seu governo há dois pensamentos absolutamente conflitante, o seu, da sua administração que tem feito a questões positivas, tem melhorado a partir da pandemia a situação do Estado e tem o lado mais pessimista, que diz que o seu governo acabou, que o seu governo não vai para lugar nenhum, que é um governo de conflitos.... Quem é que tem razão? Qual é a sua mensagem para tentar equilibrar um pouco esta visão?

Carlos Moisés: Eu percebo que quando a gente vai à rua, conversa com as pessoas. O catarinense, ele tem muita esperança, acredita no governo. Isso é o que a gente sente no dia a dia, acredita no Governador também. E percebi que nenhuma atitude antipática vai gerar um sentimento bom nas pessoas, mas só atitudes necessárias que tivemos que tomar, essas atitudes elas foram firmes no momento certo, na hora certa. Eu penso que são fases que o governo passa, nenhuma liderança ela só mostra o seu valor nos momentos de crise. Na crise é que a liderança é mostrar, demonstrada para as pessoas a firmeza de propósito, a firmeza de caráter, a firmeza de decisões. Nós temos certeza de que tudo que nós fizemos para os catarinenses até hoje, foram decisões as mais acertadas. No futuro muito breve, já estamos colhendo resultados, alguns e talvez a ala do peso mais negativo ainda não conseguiu ver, não conseguiu enxergar, porque tem medo, tem frustrações, tem receio com futuro, mas essas pessoas logo vão ver que o resultado do nosso Estado, que foi considerado pelo ranking dos Estados a melhor gestão de enfrentamento ao coronavirus, é o melhor estado brasileiro, e isso vai se refletir na esperança das pessoas, porque a retomada da economia assim virá, as Finanças do Estado logo se recomporão e a gente poderá retomar aqueles projetos prioritários, que nós prometemos, que nós queríamos colocar como prioridade, mas por conta da queda de arrecadação não foi possível nesse período. Mas acreditamos que a esperança que vem com fruto e com o resultado do trabalho, o que nós fizemos até aqui, que não deixou na verdade nenhum Curvelo tranquilo no mundo, na Europa, na Ásia e na América do Norte. Todos os governos deram uma balançada no enfrentamento dessa crise, mas entendemos que tudo que fizemos até aqui, os resultados serão tão positivos que em breve as pessoas, essa ala que está um pouco perdida, vai retomar a esperança e vai entender que o que nós fizemos em Santa Catarina foi o melhor para o povo Catarinense.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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