Setembro 18, 2019

Moisés projeta três cenários para 2020

Moisés projeta três cenários para 2020
PETERSON PAUL/SECOM

O governador Carlos Moisés da Silva já definiu a linha para os candidatos a prefeito pelo PSL, no ano que vem, e a principal delas será a atuação de austeridade, prometer aquilo que ele praticou na administração estadual: equipe técnica no primeiro escalão, medidas isentas, enxugamento da máquina, transparência e ter uma vida sem ter lesado a máquina pública, um exemplo que ele traz em 30 anos de atividade no serviço público.

Moisés, que recebeu o titular da coluna na Casa d’Agronômica (foto), exemplifica sobre o perfil dos pré-candidatos: “Se for um empresário, deve ser exemplar; se é um sujeito da padaria da esquina, deve ser uma pessoa que ninguém tenha o que falar mal da vida dele. Preferencialmente fora da política”.

Como não terá “pernas” para correr os 295 municípios, em muitos casos o governador liberou a indicação dos nomes a pessoas de sua confiança, mas com o devido alerta de que esta escolha tem que ser rigorosa, o que provocará  uma procura a alinhados com o que o governo faz.

O PSL trabalha com a perspectiva de ter 120 candidatos a prefeito, com prioridade máxima para concorrer nos 30 maiores municípios catarinenses.

 

Sobre o partido

Para Moisés, o ideal é que o candidato a prefeito seja do PSL, um outsider, e se for dentro da política deve estar filiado ao partido.

Mas não retira a possibilidade de buscar um prefeito pronto, que vá à reeleição, desde que defenda as mesmas bandeiras do governador e do presidente Jair Bolsonaro.

 

Preferência

Moisés considera que, na eleição, prefere “perder ganhando, do que ganhar perdendo”.

A lógica do governador é a de que, se o PSL indicar um vice-prefeito em um grande município, a sigla ficaria como “figurante” e sujeita a estar em uma gestão com erros graves.

Na visão contrária, será aceitável perder uma eleição nas maiores cidades ou fazer quatro ou mais vereadores, e ficar com a sensação de que “quase chegamos”.

 

BRUNO COLLAÇO/AGÊNCIA AL

DERROTA ESPERADA

Conforme a coluna já havia antecipado, a posição dos deputados estaduais foi mantida e o segmento do agronegócio saiu vitorioso na estratégia de aprovar parcialmente a Medida Provisória da cobrança de ICMS sobre os agrotóxicos e somente a prorrogação da isenção, até 31 de dezembro, foi mantida. A tabela da toxicidade, a Tributação Verde, que deveria vigorar em janeiro do ano que vem, foi suprimida. O governo do Estado sabia da manobra e acredita que, antes mesmo de enviar um projeto sobre a nova fórmula de cobrança do tributo sobre o insumo agrícola, o Confaz deverá se posicionar na reunião que está marcada para o fim do ano. Em abril de 2020, vencem os convênios com os estados sobre a cobrança na área. Santa Catarina tem direito a veto no Conselho Nacional e as decisões só têm validade quando unânimes. A MP, já admitida na CCJ e lida em plenário, segue para a Comissão de Finanças, onde, depois de análise, será elaborado o projeto de conversão em lei.

 

Bolsonaro aqui!

O presidente Jair Bolsonaro deve visitar Santa Catarina duas vezes em menos de duas semanas: no próximo dia 28, quando serão inaugurados o novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Hercílio Luz e as novas instalações do estande de tiro da Academia da Polícia Rodoviária Federal, no Norte da Ilha de Santa Catarina; e, no dia 9 de outubro, durante a Oktoberfest, em Blumenau.

A confirmação foi dada pelo governador Carlos Moisés da Silva.

 

Tucanos e Merisio

O deputado Gilmar Knaesel, secretário-geral do PSDB, confirma que ele e o ex-senador Dalírio Beber estavam à mesa com o ex-deputado Gelson Merisio (sem partido), em um café na Capital, na tarde da última segunda, para debater mais do que o cenário político.

Acrescenta que o deputado Marcos Vieira esteve no mesmo encontro, marcado pela casualidade, antes da foto ser tirada, e não quis cravar que o passe de Merisio interessa aos tucanos. A coluna apurou que tem jogo neste sentido.

 

Assediado

Com a filiação quase acertada com o PL, de Jorginho Mello, o deputado estadual Ivan Naatz tem sido procurado por outras siglas para depois que resolver o imbróglio com o Partido Verde, de quem pede a saída sem prejuízo do mandato por perseguição política.

Naatz foi convidado pelos deputados Romildo Titon e Mauro De Nadal para participar do almoço do MDB, na semana que vem, e já colocaram a sigla à disposição do parlamentar, justamente para fortalecer a atuação em Blumenau. Já se sabe que caberá ao deputado Luiz Fernando Vampiro, líder do MDB na Assembleia, a formalização do convite oficial.

 

Desnecessário

O ruído entre o secretário estadual da Administração, Jorge Eduardo Tasca, e a Assembleia Legislativa sobre a cessão da área da Escola Antonieta de Barros à Assembleia, localizada no Centro da Capital.

A área nunca foi ocupada porque, depois de cedida em abril de 2017, para sediar a Escola do Legislativo, o objeto do ato foi perdido, de acordo com o atual diretor-geral do Legislativo, Neroci da Silva Raupp, quando a Assembleia adquiriu um prédio, na Avenida Mauro Ramos, em dezembro do mesmo ano, onde veio a funcionar a estrutura e demais áreas administrativas.

 

O fato

No dia 1º de abril deste ano, com data retroativa a 19 de março, o diretor Neroci Raupp oficializou, a pedido do presidente Julio Garcia, a devolução da área e do prédio ao Executivo, inclusive com a simbólica entrega das chaves do local.

O problema é que o secretário Tasca mantém a posição de que a Escola Antonieta de Barros, sem uso há mais de uma década, está cedida à Assembleia e que é o Legislativo o responsável pela manutenção e conservação do prédio em área nobre de Florianópolis.

 

Mais um posto

Polícia Federal vai instalar, em breve, um posto de atendimento no Shopping Iguatemi, em Florianópolis, para emitir passaportes.

O número de solicitações e a grande procura pelo documento levaram à solução que envolve uma parceria público-privada, ideia que poderá ser estendida a outras cidades.

 

MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO

O SENADO OUVIU A POPULAÇÃO

Os senadores ouviram as reclamações da sociedade e, em votação simbólica, aprovaram apenas o valor de R$ 1,7 bilhão para o Fundo Eleitoral, que serão utilizados pelos candidatos no pleito do ano que vem, o mesmo valor de 2018. Pontos polêmicos e absurdos, verdadeiros retrocessos, ficaram de fora: como o que dificultava a fiscalização das contas de campanha, pois permitia alterações até a data da análise pela Justiça Eleitoral; a utilização de qualquer sistema de contabilidade pelos candidatos, além da utilização do Fundo Partidário para pagar advogados e contadores. E ainda, a volta daquele programete semanal dos partidos políticos, do qual ninguém tem saudade, a não ser um ou outro político que achava que havia telespectador para ouvir a venda de abobrinhas.

 

Placar

A votação foi simbólica, mas entre os senadores uma das defesas mais enfáticas foi a do catarinense Jorginho Mello (PL).

O senador Esperidião Amin (PP), em viagem oficial à China, não votou, embora já tivesse se manifestado contrário à medida, assim como o senador Dário Berger (MDB), na foto durante a votação, que não aceita os penduricalhos aprovados na Câmara.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento) e na 105 FM (Jaraguá do Sul); e assina uma coluna no Diarinho, de Itajaí.
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