Outubro 12, 2020

Na pandemia, amanhã podemos ser a Europa hoje

Na pandemia, amanhã podemos ser a Europa hoje
Reprodução: praia do Rosa sábado

 

Enquanto dezenas de cidades europeias começam novo lockdown para segurar a segunda onda de covid-19, no Brasil milhares de pessoas decretaram que a pandemia acabou neste feriadão. As cenas de praias lotadas, como o do Rosa, de dia e de noite, mostram grandes aglomerações

e circulação de pessoas como se tudo estivesse normal.

Foi uma pequena demonstração do que pode acontecer no próximo verão por aqui, destino de milhares de brasileiros e daqueles que não podem viajar ao exterior.

Estamos todos fazendo de conta que a pandemia está acabando. Como aconteceu no verão Europeu, quando a população procurou as praias para compensar o rigor do inverno e do isolamento social. O resultado está aparecendo agora. Cidades como Berlim acabam de decretar medidas mais restritivas do que na chegada do vírus meses atrás.  

 

Providências

 

As autoridades, por enquanto, lavam as mãos sobre o que está acontecendo pré-verão. Além de alguns negacionistas, que voltaram à ativa fortemente espalhando a desinformação contra o uso de máscara, por exemplo, está o conflito entre os cuidados de prevenção e a crise que afeta hotéis, restaurantes e o comércio em geral. Fazer de conta que está tudo liberado, ajuda a economia, mas pode fazer mais doentes no futuro.    

A situação é como naquela propaganda que “eu sou você amanhã”. A Europa hoje – em nova crise do coronavírus -pode ser a gente no final do verão. Ou antes.

 

Futebol

 

O treinador do Figueirense, Elano Blumer, integrantes da comissão técnica e alguns jogadores estão contaminados pelo coronavírus. É uma crise de saúde dentro da crise esportiva.

Há muitos outros assim em outros clubes. Delegações de futebol cruzam o país a cada três dias, cumprindo as tabelas exigentes da CBF, seguindo protocolos sanitários que não estão dando conta de evitar a doença.  

O momento é sem precedentes, nas atitudes também.

 

Decadência

 

Não é só a cidade de Nova York que está em crise devido a pandemia. Sem turistas, centenas de restaurantes fechados e a Broadway sem espetáculos– só ali 80 mil pessoas perderam empregos. A festa de virada do ano em Times Square não terá público: se quiserem, as pessoas vão ver pela tv a maçã subir na contagem regressiva.

Outra decadência em Nova York é o programa Manhattan Connection da Globnews, domingo à noite. A pandemia,  tirou o programa do estúdio e  colocou os participantes em suas casas nos Estados Unidos e no Brasil. O delay de áudio compromete frequentemente o diálogo e perturba o apresentador Lucas Mendes. Mas pior, é a vaidade que tem comprometido os debates: ontem, Ricardo Amorim pediu votos para um concurso de jornalistas econômicos e Lucas, pela quarta vez, falou do filme que o filho produziu, chamando para acesso ao streaming.

Está faltando senso crítico dos integrantes do programa ou de alguém na GloboNews  que olhe com mais atenção  o que eles andam dizendo domingo à noite.   

 

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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