Fevereiro 12, 2020

Nem Coringa e Judy salvaram a audiência do Oscar

Nem Coringa e Judy salvaram a audiência do Oscar
Foto: Kevin Winter/Getty Images

Matéria em todos os cantos do mundo e aqui na Making Of registraram a pior audiência de TV do Oscar nos Estados Unidos. A TV aberta ABC teve uma média de 23,6 milhões de telespectadores no terceiro ano consecutivo de queda.

Quem escreveu sobre o evento, como a Brígida aqui ao meu lado, disse que a festa foi óbvia e sem brilho. Todo mundo comportado, com segundos milimetrados para falarem.

Depois do #MeToo e da falha, há dois anos, na troca do vencedor, o público desanimou. E também com a frieza pela falta de apresentadores. Ficou tudo obvio demais, com poucos discursos contundentes ou de protesto. Oscar sem protesto perde pontos.

A única fora do roteiro, foi a presença de Eminem. O rapper cantou uma música antiga, vencedora de prêmio, vestido de preto – ao contrário do branco de sempre – mas visivelmente fora de forma. Um retirante.  

E quer coisa mais estranha do que um filme sul-coreano ganhar a estatueta mais importantes? E ainda relacionar um documentário brasileiro politicamente chapa branca?

O medo que a Netflix se imponha mais ainda no mercado também interferiu, visível ao bloquearem qualquer premiação ao "Irlandês". Em nome daqueles atores e do diretor, tinha que receber uma estatueta depois de 10 indicações.

É óbvio que já devem estar pensando na festa do ano que vem. E colocar apresentadores de novo é o item mais urgente.  Mas mexer na relação dos indicados, premiados e na cabeça dos participantes será bem difícil. Terão que mudar muita coisa, ou ano que vem mais gente vai desligar a TV.  

O ponto positivo é que não será a primeira a vez que o Oscar precisará se reinventar. O cinema vive disso. Já o pessoal que faz a festa.... bom, é outro departamento.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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