Janeiro 09, 2020

Noite de terror na Praia Brava

Noite de terror na Praia Brava

O réveillon de 2018 já havia sido um sufoco ao redor do Le Bar Baron, no canto da Praia Brava. Invadido por carros com placas do interior de São Paulo, centenas de pessoas improvisaram um baile funk até as seis horas da manhã. Drogas e bebidas à rodo.

Este ano foi muito pior, pelo que fiquei sabendo hoje com moradores. O número de pessoas se multiplicou, motoqueiros ocuparam a areia no lugar de crianças e, no condomínio Terrazas, cortaram a cerca de arame para invadir a piscina.

Pelas oito horas da manhã, já no dia primeiro, a Polícia Militar foi acionada e dispersou os bagunceiros com balas de borracha. Conseguem imaginar uma cena dessas?

Era previsível que essa muvuca iria se repetir. Tanto que a Associação de Moradores havia se comprometido a buscar segurança para quem quisesse começar o ano novo em paz.

Isso não aconteceu. Então, alguém tem obrigação de evitar que isso volte a ocorrer em 2020. Do contrário, que devolvam pelo menos metade do IPTU mais caro de Floripa.

 

Ponte

 

O debate sobre a melhor forma de curtir a temporada na capital catarinense existe há tempos, mas a verdade é que há pouco interesse em resolver o problema. Moradores e turistas acabam prejudicados.

Não é um fenômeno particular. O turismo predatório, que está ocorrendo aqui, provoca reações em todo o mundo. Na Tailândia, por exemplo, a praia de Koh Phi Phi teve que ser bloqueada por um período devido aos danos causados ao meio ambiente pelo excesso de visitantes.

Floripa está sendo agredida e violentada diante de nossos olhos. Entidades que dizem defender a cidade só produzem  powerpoints e almoços. Ah! E viagens.

Até quando?

 

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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