Maio 14, 2020

Nossa Jogada

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1 - Comparem

as fotos: à direita, a seleção de 94, e no lado esquerda, a de 1982. Até hoje, não engulo de que a seleção de 82 era melhor do que a de 1.994. Uma ganhou a Copa do Mundo nos USA, a outra, dizem que embebedou o mundo

Sigam comigo: o Valdir Peres nunca foi melhor do que Taffarel; Leandro do que Jorginho; Cerezo do que Mauro Silva. Os dois zagueiros Oscar e Luizinho, se perguntarem para o filho da Dona Cotinha, ele dirá que não se pode comparar. Os dois de 82 são melhores. Na lateral esquerda, Júnior, Branco ou Leonardo, só para lembrar quem falhou, deixando o Paulo Rossi, da Itália, fazer o terceiro gol, e quem salvou o Brasil contra a Holanda?

Na frente: Bebeto x Eder; Serginho Chulapa x Romário? Tenham pena de mim. Não dá para ficar a noite toda discutindo Zico e Sócrates contra Dunga e Mazinho. Mas é bom lembrar que a seleção de 1.982 enfrentou só "galinhas mortas": Rússia 2 a 1; Escócia 4 a 1; Nova Zelândia 4 a 0, no mata-mata, Argentina 3 a 1 e Itália 2 a 3. No mundial de 94, a seleção brasileira de futebol enfrentou a Rússia 2 a 0; Camarões 3 a 0 melhor do que Escócia; Suécia 1 a 1, melhor do que Nova Zelândia; Estados Unidos 1 a 0 e Holanda 3 a 2 e a final não perdeu para a Itália. Ganhou nos pênaltis, com o gol do título feito por Dunga.

Taffarel, Jorginho, Oscar, Luizinho e Branco; Mauro Silva, Sócrates (Dunga) e Zico; Zinho, Romário e Bebeto. A de 94 tem sete melhores.

Afinal qual era a melhor?  

 

2 – Prefeito

Eu falei: basta um prefeito dizer "não" e o futebol não volta. Esqueceram de perguntar para os prefeitos de Joinville, Jaraguá, Criciúma, Chapecó, Itajaí e Brusque. Apelaram para o governador Moisés, em queda, desmoralizado pelo escândalo da compra de respiradores. Usou o futebol para melhorar a imagem liberando os treinos. O prefeito da capital, Gean Loureiro disse não. Vetou.

O que você decidiria: salvar os empregos ou salvar vidas?

 

3 – "Só podia ser, né!"


Beto Cintra, neto de Fernando Viegas, deputado, candidato a prefeito e dirigente do Figueirense, mandou uma mensagem com esta foto. E a exclamação: "Só podia ser, né!".

 

4 – Gripe Espanhola

Ela atingiu o mundo a partir de 1.918. Os relatos dizem que morreram 40 milhões de pessoas. No Brasil, a gripe teve reflexo no futebol. O Fluminense estava em vias de conquistar mais um título carioca. O futebol parou por dois meses. O tricolor estava construindo o estádio das Laranjeiras. A obra teve que ser paralisada e o torneio adiado para 1.919. Quando começou, os torcedores eram obrigados a usarem máscaras.

 

5 - Aldinho e Capitão

No basquete do Doze eram os que gritavam: "pega o meu", para desespero de Romualdo e André. Sem a bola: eram malandros. Com a bola: gênios da quadra.

 

6 – Vettel

Sebastian Vetel pediu para sair da Ferrari, Carlos Sains foi convidado e deixa a McLaren. Está acertando a sua ida para a escuderia italiana. Bernie Ecclestone, o antigo chefão da F1, tem uma opinião a respeito de Vetel, que pode desagradar os brasileiros: "É o melhor piloto da história da F1".

 

7 – Michel Jordan

O mundo conhecia Michel Jordan: uma figura cultural, na época em que o basquete foi vendido como cultura. Todos confundiam Michel com a Nike. "Se eu pudesse ser como a Nike. Ser como Michel é ser como a Nike". Os americanos aceitam um Michel Jordan, Oprah Winfrey, Barack Obama, Tiger Woods desde que não sejam polêmicos. Mas quando o democrata Harveu Gantt, negro, concorreu ao senado, em 1.990, pelo estado da Carolina do Norte, contra o republicano e uma figura censurável Jesse Helms, exigiram que se manifestasse. Jordan se negou a gravar um vídeo de apoio a Gantt e quando se manifestou, respondeu: - "Republicamos também compram Nike".

 

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC. Além de colunista no Portal Making Of é comentarista na Rádio Guarujá.

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