Maio 25, 2020

Nossa Jogada

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Estádio Adolfo Konder

1 – Fator Campo

Teatros, beach clubs, lojas, restaurantes, escolas e estádios ou arenas precisam de público. Sem ele, o espetáculo não tem graça. Pela televisão, fica parecendo ficção. Com delay. Até o “fator campo” desaparece, com esta ânsia de voltar, de faturar, de receber o dinheiro da televisão. Com portões fechados, sem torcedores fazendo pressão, o “fator campo” não será sentido nestes últimos jogos de playoffs que os clubes terão para encerrar a disputa pelo título estadual de 2020.

 

2 – A força da mensagem

"Todos estamos nos sentindo desvalorizados e esquecidos. Nesses momentos, sentimos que tudo parece ter terminado, mas mesmo quando ninguém acredita em nós, conseguimos encontrar forças para seguir. Assim acontecem os feitos que ninguém acreditava que podíamos fazer, nem sequer nós mesmos. Remontamos o impossível. De estarmos machucados, feridos, encontramos saídas quando não havia esperança. Quando você desistiu, mas nós não desistimos, quando muitos nos esqueceram, voltamos uma e outra vezes. No esporte, nunca é demasiado tarde para voltar."

Esse texto é retirado de um vídeo de um anúncio da Nike, na voz de Lebron James, que achei fantástico, e que serve também para Renato, Ralf e Alemão, o terceiro - que Battistotti ainda não anunciou.

 

2 – Minha Homenagem a...

Maneca e Trilha eram duros. Batiam e intimidavam. Marcaram época. O futebol não vive só de virtuosismo. O time para ser campeão precisou deles.

 

4 – Comerciário EC

No tempo do Comerciário E. C. era diferente. Hoje, sabemos que Jaime Dal Farra entregará a presidência do Criciúma no final do ano. Na verdade, ele comprou o GA – Gestão de Ativos, uma empresa que administrava o clube desde o tempo do Antenor Angeloni. Quando sair, não pode deixar dívidas, mas todo ativo de R$ 15 milhões é dele: os jogadores jovens. Durante este tempo, cedeu os contratos do que herdou de Antenor Angeloni: Roger Guedes, Dodi, Marlon, Nino, Barreto e os empréstimos de Reinaldo e Julimar ao Atlético PR. Quanto isto rendeu? Nada? E o que fez com os 300 mil que recebeu do governo para formar jogadores? Segundo a crônica local, a gestão esportiva foi desastrosa. Assim, Moacir Fernandes voltará.

 

5 – Cruzeiro e Santos

O Cruzeiro de BH começará as disputas na Segunda Divisão do Brasileiro com seis pontos a menos, porque não pagou o empréstimo de Denilson ao Al Wahda, um clube árabe. Esta semana, o Santos foi à Fifa reclamar um valor referente ao mecanismo de solidariedade ao Flamengo, que pagou ao Milan pela contratação de Gabigol e se esqueceu do Santos. Quer dizer, paga ao Inter de Milão, e se nega a pagar R$ 3,3 milhões ao Santos.

 

6 – Mandela

Nelson Mandela foi o último negro a assumir o poder de um país africano. Meu ídolo. O político mais que inteligente governou com os brancos. Em 2000, ele paraninfou o prêmio Laureus World Sports Awards, Mônaco, e fez este discurso: “O esporte tem o poder de mudar o mundo; de inspirar, de unir as pessoas de uma forma que poucos conseguem. Cria esperança, onde há desespero. É mais poderoso do que governos para derrubar barreiras sociais. Ele sai diante de todos os tipos de discriminação. Os heróis do esporte são valentes não apenas no campo de jogo, mas também na comunidade local e internacional. Eles merecem o reconhecimento, inspirando esperança, espalhando ajudas e obedecendo a regras iguais para todos, guiados pelo fair play...”.

 

7 – Romário

Romário não precisava correr para fazer gols. Se desmarcava caminhando, controlava o espaço e o tempo. Não precisava de um metro, tinha visão de jogo. Correr, para ele, é coisa de covardes. Era o que menos corria. Hoje em dia, não seria contratado por ninguém, não usaria GPS e seria reprovado por fisiculturistas e fisiologistas. Sua velocidade, mudança de ritmo, faculdade para fazer gols, um recital de dribles, saia de 0 a 100 em 5 minutos. Mas era indisciplinado, festeiro e respondia na cara: “Não és meu pai!”

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC. Além de colunista no Portal Making Of é comentarista na Rádio Guarujá.

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