Julho 02, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada

1 – Mudança

Nada muda se nada mudar. Esta é a nova bola da Nike, que será usada na próxima temporada na Europa para aqueles campeonatos que utilizam a marca. Ela recebeu o nome de “Flight” e incorpora as ranhuras da bola de golfe. Segundo os especialistas, permitem que ela “viage” de forma mais reta. A Nike afirma que poderá voar mais longe do que as anteriores e irá afetar os goleiros. O último modelo que incomodou os goleiros foi a Jabulani, usada no Mundial de 2010, na África. As provas no laboratório confirmam que os jogadores sentirão a diferença, mas depois de tocar no balão 68 vezes, perceberão uma melhora no rendimento. 

 

2 – Mudança de comportamento

Nas salas de “cinema”, você senta em cadeiras determinadas pela fila e número. No futebol, há quem não obedeça esta determinação que é da Fifa, ainda prevalece o costume selvagem de o lugar ser de quem chegou primeiro. O comportamento do torcedor, principalmente daqueles que gostam de ficar grudados no alambrado ou no parapeito, tentando interferir no jogo e nas decisões dos treinadores, terá que mudar. Entrará em vigor no Rio de Janeiro as “Regras de Ouro” para o torcedor assistir jogos de futebol ao vivo. Só poderá ser ocupado 1/3 da capacidade do estádio, os torcedores terão assentos numerados e sinalizados, as entradas serão vendidas online ou em caixas eletrônicas, para entrar terão um horário especificado, e usar máscara será obrigatório.

 

3 - Rummenigge

Para Karl-Heins Rummenigge, ex-atleta e hoje dirigente do Bayern, a crise sanitária mundial obrigou os aficionados e profissionais do futebol a respeitar os velhos ideais de solidariedade e moderação. Aproveita e lê as crônicas do Claiton Selistre no Portal: “Futebol e Globo: negócio em ruínas” e “Agora a prefeitura passa a boiada”.

 

4 – Caminho longo

Nesta semana, o colunista Fábio Machado, do jornal Notícias do Dia, comentou que o jogador Gabriel Lima, contratado pelo Figueirense, fez uma viagem longa até chegar ao time da sua cidade. Nascido em Florianópolis, formou-se no Internacional de Lages, andou por clubes do sudeste brasileiro, até chegar ao Figueirense, aos 22 anos, emprestado pelo Corinthians. Como ocorre com a maioria dos jogadores brasileiros jovens, que quando chegam à Seleção são desconhecidos do público, muitos deles nem chegaram ao time titular da equipe em que se formaram. Sabem por quê? Porque os treinadores preferem jogadores velhos, acreditando que eles irão garantir a permanência no emprego. Ledo engano.

 

5 - Do Cambirela

Quando a Asfig, Associação dos Torcedores do Figueirense, comprou, e com ajuda da prefeitura de Palhoça construíram, no Aririú Formiga, o CT do Cambirela, nunca pensou que, em meio ao ano 2020, haveria uma crise sanitária interrompendo o campeonato estadual, nem que o prefeito Gean Loureiro iria decretar o fechamento dos estádios de futebol e que o Camilo “Pagani” Martins, prefeito da Palhoça, onde não há hospitais, abrisse tudo. Pois tem quem diga que o Gean está prejudicando o Avaí. Menos, Bibi, menos! Acho melhor pensar em jogar e ganhar do que procurar desculpas e apontar culpados, porque o Avaí não é uma vítima indefesa e não anda com complexo de inferioridade. Anda?

 

6 – Veto por que?

Só pode ser para prejudicar o Figueirense e ajudar ao Avaí, segundo o torcedor. Por que o Figueirense não pode jogar no CT o que resta do campeonato? O CT do Cambirela tem um gramado bom, muro que impede a entrada de torcedores e o jogo será de portões fechados, sem o fator campo e torcida. Como vai beneficiar o Figueirense? Por quê?

 

7 - O controle da bola

Os dois primeiros segundos depois de perder a bola eram decisivos, segundo Jürgen Klopp, treinador do Liverpool.

 

8 – Antonio e Luciano

Eu estava na mesa e apostava que era o Luciano De Franceschi e não o Antônio Rodrigues de Tubarão na foto da coluna passada, em companhia do Delfim Peixoto e o Marcio Resende. O Joceli Santos me ligou dizendo que era o Antônio. Eu teimei. Aí o Joceli ligou para ele, em Tubarão, perguntando, respondeu: “Sim, sou eu e a foto foi ‘sacada’ na noite de um Encontro com os árbitros da FCF, em um hotel na praia dos Ingleses”. O Joceli sabe defender.

 

9 – Respirador

Esta semana recebi uma ilustração de como um paciente, portador de covid-19, tem que ficar em uma cama na UTI. Levei um susto. O Renei Roberto enviou um texto: “Não é máscara de oxigênio, é uma ventilação evasiva, realizada com anestesia geral, o paciente permanece assim durante 2 a 3 semanas, muitas vezes de cabeça para baixo, e perde 40% da massa muscular, com uma reabilitação prevista de 6 a 12 meses, após receber alta”. É de assustar.

 

10 - Ahmad Ayad, maratonista

Atleta de 40 anos e contaminado pela Covid-19. Tudo começou em um restaurante em Washington, semanas depois de se sentir exausto. Não podia subir escadas, tinha febre, estava sem apetite e com dificuldade para respirar. Um amigo o levou ao hospital, piorou. Foi transferido para o Johns Hopkins, foi entubado durante duas semanas. Quando acordou, sua forma física era outra, pesando 27 quilos, teve que aprender a andar, a falar e com sequelas no coração. Está em recuperação. Leia aqui.

 

11 – Aberto ou fechado

O grupo de um time de futebol nunca está fechado, tudo depende das vitórias e da pressão da torcida. O que se fala hoje, não vale amanhã. Falei com o presidente Norton Boppré, respondeu que até 48 horas antes de começar as oitavas de final se pode contratar e registrar jogadores. No Avaí, Marquinhos, Diogo e Carlos Alberto dizem que o grupo está fechado. O presidente Battistotti é negociador, se Robinho e Edilson, dispensados do Cruzeiro, fizerem uma boa proposta e estiverem ao alcance do Avaí, eles serão contratados. Afinal o “Galego” quer.

 

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC. Além de colunista no Portal Making Of é comentarista na Rádio Guarujá.

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