Julho 27, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada

1 – Ele gostou

Francisco Battistotti da Associação de Clube de Futebol de SC não gostou da decisão do governador Carlos Moisés de ter cancelado os jogos de volta das quartas de final do estadual 20, marcados para quarta e quinta feiras agora, em virtude do aumento do índice de contaminação da covid-19 no Estado. Todas as competições esportivas estavam suspensas até o dia 8 de agosto.

No domingo à tarde o governador reviu a decisão, voltou atrás e liberou o futebol. Segundo o presidente da FCF, Rubinho Angelotti, Carlos Moisés deverá assinar hoje à noite um novo documento. Na quarta não terá jogos, mas na quinta voltam os jogos das quartas de final do estadual 20, para a felicidade do Battistotti e da turma que considera o futebol a coisa mais importante na vida.

 

2 – Esta decisão...

Por interferência do presidente da FCF e do deputado Rodrigo Minotto, o governador Carlos Moises voltou atrás, até porque se fosse mantida a decisão de impedir a sequência do Estadual 20, não haveria mais tempo para apontar o campeão de 2020, porque os campeonatos brasileiros da Série A e B começarão no dia 07/08, com o jogo Avaí x Náutico às 21h30 na Ressacada e no dia seguinte, o Figueirense jogará contra o Operário, em Ponta Grossa, com horário previsto para às 16h.

A emoção do dia anterior foi esquecida: “Quando os políticos se intrometem no futebol dá isso. Não temos mais datas para jogar em SC.” Mas foi graças a mediação de um deputado (Minotto) que o governador voltou atrás. Battistotti também esqueceu da denúncia de conspiração do grupo NSC, que paga o futebol em SC. Segundo ele, o futebol gira por mês 5 milhões de reais. Na emoção, Battistotti sugeriu que os jogos fosse realizados no Paraná ou Rio Grande do Sul, onde não há restrições ao futebol.

 

3 – Zé e o Rui filho da Dona Cotinha

O Zé do Lió, de Canasvieiras, telefonou indignado: “Brito, está morrendo um monte de gente no Estado e o presidente do Avaí nem aí, ele só pensa na folha e no futebol. Para ele – ‘Farinha pouca meu pirão primeiro’”.

No Alto do Aririru, na Palhoça, o filho da Dona Cotinha ficou fulo: “Ele disse que não jogaria na Palhoça, agora quer jogar no Paraná?”. Lembrando que no jogo de ida a Chapecoense venceu o Avaí por dois a zero e que o Figueirense ganhou do Juventus de Jaraguá do Sul. Como será marcar os dois jogos para a mesma noite? Mas tenho certeza não serão na Palhoça. 

 

4 – Não importa que morra

O futebol tem que continuar! Tem que faturar! Receber cotas de TV e apontar o campeão do Estadual 20. As mortes provocadas pela Covid-19 não sensibilizam os jogadores e dirigentes. Eles parecem imunes. Os 20 casos positivos na Chapecoense foram esquecidos. Nenhum deles morreu. Betão, do Avaí, deu positivo e está jogando. Mas para seu conhecimento, os números de ontem à noite apontavam que em SC foram confirmados 68 mil e com 900 mortes. O show do futebol tem que continuar.

 

5 – Ilusão e emoção

Na verdade, a crise sanitária virou um mote político e às vezes, ideológico. A questão sanitária não importa. Fico pensando se o brasileiro da série A e da B irá começar mesmo na segunda semana de agosto. Como disse: quando a gente luta pela sobrevivência as outras coisas não têm nenhuma relevância. A turma do futebol pensa diferente: a vida não tem importância se tiver jogo do seu time do coração.

 

6 – Quanto vale

Falando em dinheiro, a Transfermarkt, uma página na web especializada em valores de mercado, informou que os jovens brasileiros que atuam na Europa alcançaram a maior cotação ao final da temporada 19/20:  Vinicius Jr. (45 milhões de euros), Rodrygo (45), Militão (36), Reinier (22,5), todos do Real Madrid, Gabriel Jesus (City) e Arthur (da Juve) valem (56 milhões) cada um, Lodi do Atletico (31,5 milhões ) e Emerson do Betis (18 milhões) de euros.

 

7 – A Beleza da Jogada

Como diz meu amigo Zeca Baiano: “a beleza da jogada”, eu digo do Marbella Futebol Clube, time de um balneário espanhol localizado a beira do Mediterrâneo, porque a prefeitura está ajudando o clube a construir um estádio para sediar jogos internacionais transmitidos pela televisão. Observem as imagens, aqui, e fique com inveja: 18 mil lugares, 200 vagas para automóveis, 4 mil metros para o setor VIP e comercial, podendo receber recitais e espetáculos populares.

 

8 – Importando

Não preciso lhe dizer que para dirigir um clube de futebol em Santa Catarina nossos dirigentes trazem treinadores de outros lugares. Quase tudo, menos presidente, às vezes. A moda no Brasil agora é trazer treinador de outro pais. Só servimos para assistir futebol, torcer, vaiar, pagar e provocar arruaças. Se não sabe, dois diretores do Flamengo estão na Europa a procura de um treinador. O Brasil que já foi país do futebol procura treinador na Europa. Domènec Torrent, Fernando Hierro, Carlos Carvalhal são os nomes cotados para treinar o time do “Mengo” até fevereiro de 2021.

 

9 – O VAR – Vídeo Arbitragem

Segundo Jorge Valdano, campeão do mundo, articulista e escritor, o VAR é um subproduto da televisão que tem convertido o futebol numa coisa que não sabe definir. O VAR chegou em nome da justiça, pretendia tornar o jogo mais dinâmico e o que se tem visto não é nada dinâmico e nem justo.

 

10 – Lembrei-me do Joinville

Do JEC dos anos de 1980 que ganhava tudo ou daqueles Inter e Grêmios de hexa e hepta campeões. Pois a Juventus de Turim se tornou campeã italiana pelo nono ano consecutivo, a duas rodadas da final do torneio, após vencer – ontem à tarde, o Sampdoria, em Turim, por 2 a 0, com um gol de Cristiano Ronaldo que está a três gols de virar artilheiro da Europa. A Juventus com 83 pontos não pode ser alcançada pelo Inter de Milão, que tem 76.

Veja aqui.

 

11 – Linha de frente

“Marcar um gol”, sabe por quê? No início do futebol os gols eram marcados com um risco no pau da trave, feito com um canivete. Lembra que o futebol, no início, era como se fosse uma guerra, com os jogadores conquistando espaço e vencendo o adversário? Pois a “linha de frente” era para defender e para atacar. Os ataques dos times de futebol também são chamados de linha de frente e um time inglês, tradicional, é chamado de Arsenal e o goleador é um artilheiro...

 

Fim.

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futebol nossa jogada paulo brito
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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC. Além de colunista no Portal Making Of é comentarista na Rádio Guarujá.

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