Outubro 05, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada

1 – Supporters

É sempre bom lembrar e você deve ter escutado naqueles discursos dos jogadores de tênis ao final de um torneio agradecendo os supporters. Pois quer dizer apoiadores, que nós chamamos de torcedores, alguns de aficionados. Os caras que devem apoiar o clube, os jogadores e não ficarem fazendo protestos quando eles mais precisam. Pois foi isso que notei no jogo de sexta a tarde no Scarpelli, quando não havia nenhuma faixa das organizadas das mais radicais as mais humildes. A não ser os lacinhos da torcida feminina, justamente no dia e no jogo em que o clube arrebentou, venceu bem. O presidente Boppré deveria cantar aquela música de carnaval, que diz assim: “Antigamente eu lhe queria, e você nunca me quis. Hoje voltas arrependida, mas agora podes ir”.

  

2 - Figueira

Defesa só faltou o Pereira para ser juvenil, formada em casa, mas o invejoso - desejo violento de possuir o bem alheio, sempre acha a mulher do vizinho melhor do que a dele. Jonathan 21 anos, Patrick 22 anos, Pereira 22 anos e Brunetti 20 anos.

3 - Um time sem reforços

E precisa de reforços? Misture a base que você encontra um time, é só procurar: Victor Caetano; Felipe, Kunde, Pereira e Brunetti; Jean Martin, Patrick e Luan Silva; Getúlio, Matheus Lucas e Rômulo. Jogadores da base de Avaí e Figueirense.

Eu acredito neles e vocês? No Valdívia? No Marquinhos? No Arouca?

4 - Cobrador de faltas

Sou de um tempo, como diz um colega presunçoso, de que o futebol era diferente. Sim, tinha um para cobrar de longe, outro próximo à risca da área, na direita era o ponta, na esquerda o outro ponta, escanteio a mesma coisa e não tinha isto de pé trocado, porque com pé trocada a bola é jogada no goleiro.  Nunca vi goleiro fazer gol contra de cabeça.

5 - Por que?

Como vocês gostam de clichês tipo: Com certeza, bola parada, se tu ..., então me responda por que nos dois pênaltis: um a favor do Figueirense,o Marquinhos não cobrou, e a favor do Avaí o Valdívia não bateu?

O Neném Prancha, personagem do João Saldanha, dizia que pênalti é tão importante que só o presidente do clube deveria cobrar. Eu penso que é responsabilidade do treinador. Treina? Tem sangue frio? Porque se perder como aconteceu com o Rildo a corda arrebenta no técnico.

6 - Futebol do meu tempo

Era outro, diferente, porque o aquecimento era feito por polichinelo ou porque não tinha fisiologista, dizia o Délo sem ao menos perguntar ao Filho da Dona Cotinha como era. Porque o sabe tudo não pergunta, já nasce sabendo. E você que ouviu falar ou viu jogar: Pele, Didi, Platini, Garrincha, Cavallazzi, Norberto Hoppe, o Metropol do Dite Freitas e Joinville do Waldomiro Schutzler? Ele usou um termo: eram diferenciados. Agora não tem jogador diferenciado ou pouca gente sabe diferenciar o que joga e o que dá chutão.

7 - Leitura e ouvinte

Cresci ouvindo Rui Porto, Mario Moraes, Enio Melo, Mario Filho, Lauro Quadros, Rui Carlos Osterman, João Saldanha e agora escuto Casagrande, Junior, Caio, Djalminha... que dominaram a bola mas não dominam o conhecimento e as palavras.

Cresci lendo Marcio Guedes, João Saldanha, Nelson Rodrigues, Cid Pinheiro Cabral, Jacinto de Thornes (Maneco Müller) e Nei Bianchi e agora não leio ninguém, porque os citados acima não sabem escrever.

Na verdade, era um futebol mágico, jogado por gente diferenciada.

8 - Saudades do Nei Bianchi

Repórter esportivo da Manchete esportiva e depois da Revista Manchete onde trabalharam Paulo Dutra, Salim Miguel, Rogério Martorano  e Raul Caldas. Texto como este: “Estocolmo, junho de 1958. O azar dos franceses foi que os brasileiros não se intimidaram – não tomaram conhecimento sequer – do euforismo que os havia dominado na véspera. Os gauleses contavam como certa a vitoria. E foi preciso que logo aos dois minutos de jogo Vavá “dissesse” ao que tinha vindo.

Na verdade, tecnicamente não foi uma exibição igual àquela tida contra a Rússia. Mas este vê pouca coisa abaixo. E, taticamente, o Brasil esteve num plano idêntico ao daquele dia, usando novos esquemas, mas com os mesmos resultados positivos. “Final Brasil 5 x França 2”.

9 - Rômulo Coelho

Deixou alguma hora de trabalhar na UFSC e foi ajudar ao presidente João Salum organizando o que acreditava ser uma organização no futebol. Serviu. Sabia o que fazia e continuou sabendo quando se definiu pela comunicação: Rádio e TV. Além de elaborar uma rotina, uma pauta diária conseguiu convencer o presidente Salum a pagar bicho progressivo, no vestiário, ao final de cada vitória. A cada vitória o bicho duplicava e a cada derrota ou empate “fajuto” voltava a zero. Saudades do Rômulo.

10 - Nada como...

Minha mãe costumava dizer que nada como um dia após o outro. Na sexta a tarde o Figueirense se recuperou da derrota no clássico com uma goleada, o Avaí todo bobo perdeu para o CRB do Marcelo Cabo. Perder para um time de Maceió, o meu amigo Doutor Pedro Araújo que me perdoe. Não dá, né!

11 -0 seleção

Vini 20 - o que era Vinicius Junior, joga e o convocado é o Rodrygo; Vini marca gols pelo Real Madrid, mas quem é convocado é o Rodrygo. Real Madrid 2 x Real Valladolid do Ronaldo Fenômeno 0.

12- Jogos da Série B

Terça-feira, amanhã as 17h em Chapecó – Chapecoense x Botafogo de RB, às 19h15 na Ressacada Avaí x Brasil do Emerson Maria; no mesmo horário no Estádio Rei Pelé, em Alagoa -  CSA x Figueirense. É bom lembrar que o Cruzeiro está na zona de rebaixamento para a Série C e o Botafogo para a Série B. Como é que é o clichê; time grande não cai?

13 - Parece doença

Vocês sabem quem é o treinador do Barcelona? É Ronaldo Koeman. Sabem de onde ele é? Da Holanda. Sabem quantos jogadores foram formados na Holanda e foram para o Barcelona? Até agora três: Frenkie De Jong, Sergiño Dest e agora Memphis Depay.

14 - Frase

Milton Cavallazzi, ex-jogador do Avaí, ao cronista Fabio Machado, do Grupo ND+: “Eu nunca saí da lista de ídolos do clube, os outros é que foram chegando”. E nunca o ultrapassarão, complemento a frase.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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