Outubro 08, 2020

Nossa Jogada

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Imagem: Reprodução / Instagram

1 – Na Inglaterra

Rafinha, no Leeds, e Gabriel, no Arsenal, começaram a carreira profissional no Avaí, no Carianos. Eles são sempre preteridos pelos “reforços” obrigando vocês a irem ao estádio assistirem a Ferreira, Betão, Alemão e Airton. O meia-atacante brasileiro Raphinha foi anunciado esta semana no Leeds United, time comandado por Marcelo Bielsa. Revelado pelo Avaí, o jogador estava no Rennes, da França, e assinou contrato até 2024. De acordo com a imprensa inglesa, a transferência girou em torno de 17 milhões de libras (R$ 123,1 milhões na cotação atual). Pelos estatutos da FIFA, o Avaí poderá ter direito a 10%. O Avaí usará o dinheiro para pagar os “reforços”.

2 – Time rico

Este dinheiro e a riqueza produzida pelo departamento amador do Avaí vai pagar nada mais do que 59 jogadores que passaram pelo time, segundo o observatório de futebol CIES, que apontou que o Avaí foi o clube brasileiro que mais utilizou jogadores no período de um ano: 59 atletas diferentes, desde outubro de 2019. Faça as contas: dava para formar cinco times com mais três reservas. Tem outros clubes ricos: CSA com 57 jogadores, Ponte Preta com 56, Figueirense 55 e CRB com 55. Só time grande.

3 – Entrosamento

E tem treinador falando que falta entrosamento, ritmo de jogo e eu queria saber como treinar mais de 25 jogadores? O time de Geninho jogou bem o clássico, viajou e perdeu. Voltou para casa, mudou tudo de novo e ganhou com as “calças na mão”. E fala em falta de entrosamento. Levou o Rômulo sem condições de jogar. Os novos reforços irão chegando, se não der certo será por falta de "entrosamento". Valdívia, individualista voltou, deve ser por conselhos do Evando.

4 – Doentes

Pelo menos o Elano tem a desculpa de que por causa da pandemia não pode usar os jogadores que queria, mas não precisava inventar Patrick pela esquerda. Hora ele joga no meio, hora na direita, hora na esquerda. Parece quebra galho. Elano insiste com Marquinhos e Everton Santos, veteranos que não conseguem acompanhar os mais jovens. Mas tomar gol do Pedro Lucas? Não pode. O gaúcho que se vingou da organizada que invadiu o treino e o fizeram sair do clube.

5 – Melhores de todas

As épocas. A revista France Football lançou o projeto Bola de Ouro Dream Team para eleger o melhor time da história. Eu me adiantei, porque eles estão indicados a cada edição da revista, a relação dos jogadores para você escolher ou selecionar a seu critério. Escolhi estes onze: Iker Casillas (ESP): Cafu (Bra), Bobby Moore (ING) e Paul Breitner (ALE); Franz Beckenbauer (Ale), Didi (Bra) e Pelé (Bra); Garrincha (Bra), Di Stefano (Arg) e Cristiano Ronaldo (Pot). E você faça a sua sem escolher jogar para botar todo mundo. Bote cada um na sua posição.

6 - Cruyff e os zagueiros

Angel Cappa, treinador argentino, cultuado no mundo, disse uma vez: “Durante os anos 60 só se falava no futebol força e todos os jogadores decidiram correr e correr”. Hoje eu diria: chutar, chutar e chutar. E continuou – “Até que chegou Cruyff, parou o balão, colocou o pé sobre a bola e todos passaram direto, ao largo. E então o mundo voltou a jogar futebol novamente”. Lembrou que os treinadores se distinguem por tirar atacantes e colocar defensores. Cruyff foi o primeiro que fez o contrário. Quando todo mundo jogava num 4-4-2, escalou o time com um defensor a menos e um atacante a mais 3-4-3, demonstrando que com um atacante a mais e um defensor a menos também se podia jogar futebol e ganhar os jogos.  Um dia respondeu a pergunta: “Por que tu fazes teu time jogar com três zagueiros?”

Respondeu: “Por que gosto”! Acrescentando que: “Se a equipe contrária joga apenas com dois atacantes, para mim basta três zagueiros”.

7 – Cópia errada

Nossos treinadores colocam um zagueiro a mais para defender, ele tira um para atacar. Nossos treinadores gostam que o time toque a bola na defesa para ganhar tempo, os da Europa gostam que toquem a bola no ataque para abrir brechas e espaços para meter gols.

8 – Como era

Nos anos 50, um time jogava assim: goleiro, dois zagueiros, uma linha média de três e cinco no ataque: Garcia; Tomires e Pavão: Jadir, Dequinha e Jordan; Joel, Duca, Evaristo, Dida e Zagallo. Mudou para pior. Hoje se joga apenas com um atacante, quatro na defesa e o resto no meio de campo. Porque não há outro lugar para se jogar futebol ou na defesa, no meio de campo e no ataque.

9 – Brusque líder

Da Série C, do grupo B da terceira divisão, com 22 pontos ganhos em 27 disputados. Neste grupo classificam-se quatro equipes que num play off decidirão com quatro equipes do Grupo A, que tem como líder o Vila Nova da Goiás, com 16 pontos ganhos nos 27 disputados. Terminou o turno. O Criciúma tem 12 pontos, dispensou Roberto Cavalo e trouxe Itamar Shüller.

10 – C. R. Flamengo

As nuvens escuras desapareceram. Calaram a boca e agora elogiam o catalão Domenèc Torentt. É vice-líder, com três pontos, atrás do Atlético Mineiro. Passou pela pandemia, seus jogadores agora possuem anticorpos e dificilmente será afetado pela doença Covid-19. Vice-líder. 

11 – Venceu sem pagar

Botafogo trouxe o japonês Onda e o marfinense Salomon Kalou e não tem dinheiro para pagar o salário dos funcionários. Menos mal que ganhou do Palmeiras e saiu da zona de rebaixamento. Como diria o filho da Dona Cotinha: “Calça de veludo, bumbum de fora”! Mas não esta só, o Cruzeiro há três meses não paga ninguém. Elenco ainda não recebeu os vencimentos de agosto, que foram acertados na última semana com profissionais do administrativo.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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