Setembro 14, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada
Praça Olívio Amorim ou Jardinzinho da Avenida.

1 – Nosso Quintal

Que saudades! Bastava alguém chegar com uma bola e pronto: começava o “play”. Esse jardim, que tem o nome de Olívio Amorim, bem no meio do terreno tem um busto do Olavo Bilac, que dividia o espaço entre a turma do lado de cá e a do lado de lá, que morava na Rua Uruguai.

Naquela casa cor-de-rosa, na foto, vivia a família do Eraldo; ao lado o seu Procópio, ex-jogador do Avaí e pai do Norton; na esquina o Nereu do Vale Pereira; quase na avenida o seu Nico; havia a Lavanderia do Osni com seus três filhos; na travessa Argentina: os Bresolinsnpor onde você chega a rua Gal Bittencourt.

Nós tínhamos uma inveja da turma do lado norte. Território do Roberto Alves, Newton Poeta, Felipe Felício, os Di Bernardis, o Tito e os irmãos que tinham um time de futebol chamado Uruguai F C.

O terreno baldio não durou muito. Um dia de manhã, bem cedo, a avó do Eraldo reuniu as vizinhas e plantaram árvores em todos os cantos. Quando terminaram, não havia mais lugar para as “peladas”, virou o bosque.

Esta semana vi que o “nosso campinho” estava sendo cercado. Os operários colocavam tapumes, por ordem do Valter Gallina, para reformar tudo. A Praça Olívio Amorim será sempre lembrada pela nossa turma como o nosso quintal, com um busto do Olavo Bilac, bem no meio, gravado embaixo: “Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste”.

2 – Avaliações no Avaí

Presidente pode pedir ao diretor de futebol Marquinhos Santos uma avaliação dos resultados das cobranças de faltas e escanteios? Que consequências elas estão tendo? Estão criando dificuldades para os adversários. Sabe naquela reunião, na mesa grande, coloque em pauta e escute. Pede uma análise ao seu especialista, que quando jogava fazia “chover”. Eu lhe digo que se o Avaí depender de lançamento de zagueiro para ganhar jogos, tire o cavalinho da chuva, desista. Não tem ninguém no meio de campo para organizar o time? Zagueiro é dá chutão, espanar e não ficar lançando, e pelo que tenho visto fazem pior do que o Maneca fazia, que pelo menos com Zenon ao lado, não fazia passes longos de vergonha, então entregava a bola para ao Veneza, que saia jogando.

3 - Bolinhos após o jogo

Nenhum réu ou advogado, ao final do júri, depois de dada a sentença, dirigem ao juiz. O mínimo que podem fazer é entrar com um recurso ou representação contra a sentença ou contra o juiz, no tribunal. Acredito que a CBF ou o TJD, este principalmente, deveriam baixar uma portaria proibindo treinadores, jogadores ou dirigentes de se dirigirem ao árbitro ao final do jogo, seja para cumprimentar ou protestando. Este lance gera uma imagem negativa, que desmoraliza o futebol.

4 - Figueira e o processo da invasão

Os jogadores irão a delegacia de polícia para delatar torcedores? Eles chegaram ontem e não conhecem nem a rua onde moram. Estes torcedores que gritam, batem palmas e protestam, querendo tirar o treinador do time. Os dirigentes aceitam. Quem paga a conta? Os torcedores que protestam não pagam nada, o dinheiro não é deles e nem se importam.

5 – Não entrou?

O Criciúma reclama e o Dante Bragatto me envia uma imagem. Vou lembrar que o Criciúma disputa a Terceira Divisão e lá não tem VAR. Pois foi por causa de um gol que não entrou, na final do Mundial da Inglaterra de 66, que criaram o VAR. Em aplicação para quatro objetivos, que no Brasil querem até para discutir lateral.

6 - Flamengo 0 x Ceará 2

Como tem gente torcendo contra o treinador do Flamengo. Até ex-jogadores de futebol, que fizeram fortuna no exterior. Pois hoje, depois da derrota para o Ceará, escutei e li o seguinte: 1 - “Gordiola derruba Murtosa do Guardiola”; 2 – “Ceará dá nó tático no Flamengo”.  E estão repetindo as mesmas palavras, que usaram depois da goleada do Atlético Goianense. Há um preconceito contra os clubes nordestinos. Os entendidos em futebol acreditam que o Flamengo não pode perder para um time nordestino. Só pode perder para os clubes do Rio e São Paulo.

7 – Louvação e Deus

Como esse Deus dos jogadores é ruim. Pois eles se ajoelham para festejar um gol no adversário. Um Deus que sacrifica o filho para salvar os outros, que permite que o contrário perca e deixa felizes os escolhidos. Esta louvação depois de um gol é proibida pela Fifa, que veta nos seus estatutos quaisquer manifestações religiosas e políticas que atentam contra o público no estádio e na TV, ferindo sentimento de outros, porque religião é uma coisa privada e não pública.

8 - Elano

Enquanto isso, o Pereira e o Patrick vão dando conta do recado. Os outros que chegaram como reforços não ajudam. Por que será? Um time não se monta de uma hora para outra.

9 - Pontas

Marcos Cavalo chegou à Criciúma, em 1969, de carona de caminhão. No Rio de Janeiro só jogava bola na praia, e no mesmo dia, Lauro Burigo o aprovou num teste. Carregou Marcos por onde andou e este terminou no São Paulo. O outro ponta direita que me refiro é o que Marcos substituiu no Comerciário EC: Valdomiro, Inter e Seleção Brasileira. Como diz o filho da Dona Cotinha: “Diz ai: tem algum destes que vieram de avião melhor do que eles? Tem melhor? ”.

10 - Dia do árbitro

As regras de futebol que você aprendeu com teu pai ou avô esquece. Vale o que você acredita. Se duvidar da integridade do árbitro, pronto. Porque de um tempo para cá tentam clarear coisa que já eram claras, como a saída de bola - se bate no árbitro para, antes seguia o jogo. Agora, o goleiro não precisa ficar mais com os dois pés na linha do gol na hora do pênalti. Não podia se adiantar. Agora pode adiantar um passo, um pulo e um pé. A mão na bola esquece.  Estas mudanças eram para robotizar o VAR, mas o VAR é uma pedra no sapato do futebol. Não haverá cartão amarelo para o protesto massivo dos jogadores. A mão na bola? Um capítulo a parte: primeiro, onde começa a axila na manga da camisa de mangas curtas? E mão na bola, se o atacante levar vantagem complica, aí vira uma confusão, porque cada cabeça uma sentença. Era para facilitar.

11 – Velhos e o título

A Chapecoense quase foi rebaixada, e na volta da pandemia venceu o Avaí, Criciúma, ontem o Brusque para se tornar campeã catarinense. O regulamento com repescagem permitiu que o oitavo colocado na fase de classificação, na “volta” se tornasse campeão. Foi inquérito aconteceu. Mas dias antes da final, os dirigente do Oeste anunciaram a chegada de Thiago Ribeiro, com 34 anos, e Evandro, também de 34 anos, vindos de Santos. Acho bom, para completar a turma do mais pra lá do que pra cá, empatando com o Avaí, trazer o Thiago Neves, dispensado pelo Grêmio.

FIM.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC. Além de colunista no Portal Making Of é comentarista na Rádio Guarujá.

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