Setembro 28, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada
Capa, Edson Carlos de Lima Junior, tem pai e mãe.

1 – Injustiça

É o único jogador da defesa do Avaí que carrega a bola para o campo do adversário. É veloz e titular no time desde quando chegou do Guarani da Palhoça. Se manteve como tal com todos os treinadores que passaram pelo clube. Subiu para a Série A. Virou bode expiatório para as derrotas. Torcedores olham para o outro lado, só para a lateral esquerda. No outro jogaram e jogam Renato, Arnaldo, Felipe, Lourenço e não sei mais quem, nem fazem o que Capa faz pela esquerda. Ele chega lá na frente com a bola dominada e dizem que não sabe cruzar, levantar a bola perfeita para os atacantes. Falavam isto também para o Cafu. Mas para melhorar é treinar, treinar e treinar. Que quando chegue no fundo levante a cabeça e diminua a velocidade para fazer o gesto perfeito, como gosta de dizer o filho da Dona Cotinha. Miguel Livramento procure outro Cristo, porque o Capa, natural de Serrinha, Bahia, iniciou a carreira no Marcilio Dias e nos anos seguinte Grêmio Osasco, Atlético de Ibirama, Ferroviário, Guarani, Avaí e Vitória, voltou ao Avaí para subir de novo. No ano passado, o Geninho improvisou o Lourenço na direita, onde estão Felipe e Arnaldo, como Renato na sob recamara. A turma pega no pé do Capa, como se ele fosse o culpado de todas as derrotas. Então, preste atenção: se o Capa jogasse e cruzasse como você quer, ele não estaria jogando no Avaí como o Guga não joga; o Felipe Luiz; o André Santos, Zenon, Toninho e Gabriel Guimarães não jogam mais em Santa Catarina.

2 – Negociando as dispensas

Eu escuto e condeno a frase: “Precisamos contratar porque o campeonato é longo”! Longo como? O ano tem 365 dias e os clubes jogam oito meses, dois de férias e um de preparação. Veja, o Avaí anunciou que Salinas, Bruno Silva, Wesley, Kelvin e Adrian estão negociando a saída do clube. Que Leonan e Lourenço serão emprestados ao Santa Cruz do Recife. Todos jogaram ou estavam jogando. Lourenço, por exemplo, foi titular durante a Série A do ano passado, para jogar na Série B não servem, dizem que estão saindo. E os reservas deles ficam?

Não entendi!

3 – Desperdícios

Tenho assistido pela televisão jogos de futebol em algumas partes do mundo. Mas ontem, 27, no jogo entre Palmeiras x Flamengo, vi que nas cadeiras onde deveriam estar os sócios, havia uma faixa enorme de uma “organizada”. Um tipo de organização parasita aos clubes, que pressiona jogadores e dirigentes. Promove arruaças e notas negativas na mídia. Em outros lugares, fora do Brasil, os dirigentes aproveitam o espaço vazio para exibir faixas de publicidades de empresas que ajudam a pagar as contas. No Brasil as faixas de organizadas que vejo nos estádios de Palmeiras, Avaí e Figueirense não pagam nada.

4 – Presente


Atrás: Fabinho, Paulo, “Vanca”, Azomar e Paulo Martins. Na frente “Nicolau”, Léo, Maria e Irineu.

A Maria fez aniversário quinta-feira. Moisés ligou dando os parabéns. Battistotti mandou presentes e meu irmão se fosse vivo, iria gostar. Dona Ângela esqueceu e minha irmã não gostou que ela esquecesse. Minha mãe ficaria feliz e não perderia a festa. Se não fosse a pandemia seria do “arromba”. A cidade iria comentar. Sem festa, já comentou. Imagine o filho do Pedrinho descendo com o violão; trazendo a irmã para cantar; o Vanca no repique. A festa seria bancada pelo Irineu, Nicolau e Dorinho. As noras iriam coordenar enquanto ela, como uma rainha, sentaria à mesa esperando os presentes. A Maria não pode comemorar seus 90 anos de idade como queria, mas... o Battistotti mandou presentes, o Moisés ligou e a Dona Ângela esqueceu. Ano que vem, pode ser que tenha festa, com a certeza de que o vizinho Murilo Kowalski vai levar uma camisa do Figueirense só para o Léo, só para imolar o Battistotti.

5 - Derrubando

Semana passada não conseguiram derrubar Doménec Torent, treinador do Flamengo. A turma não gostou de ter deixado o Gabigol de fora, no rodízio que promove entre os jogadores do grupo. Nesta semana derrubaram o Renato Gaúcho, do Grêmio, e o colocaram no Flamengo, enquanto defendiam a permanência do Fernando Diniz, no São Paulo. Depois do Grenal, esqueceram do Renato e começaram a derrubar Eduardo Coudet, do Internacional. Treinador no Brasil não pode fazer rodízio e perder um jogo que logo querem “derrubar”. Deve ser falta de assunto ou será porque nos programas de esportes não podem pedir o impeachment do Bolsonaro?

6 - Metidos

O Campeonato Brasileiro é organizado pela CBF, mas neste imbróglio Flamengo e Palmeiras, a Federação Paulista de Futebol divulgou uma nota contra a atitude do Flamengo de tentar transferir o jogo, porque 19 jogadores haviam contraídos a Covid-19. A FPF não deveria ter se metido, não era assunto dela e do sindicato também que tentou impedir o jogo e de proibir os jogadores do Flamengo de treinarem. Como? Tem jogo da Libertadores, vão meter o bedelho na Conmebol, também?

7 – Outra vez

Miami Heat, um dos times de basquete que representa a Florida na NBA, estará nas finais contra os Los Angeles Laker, de Lebron James. Na última vez que o Miami esteve numa final Lebron jogava pelo time do Sul dos USA. Nos próximos jogos finais o Miami Heat terá que enfrentar as duas figuras do Oeste: Lebron e Anthony Davis. Os jogos serão disputados na Florida, sem público e serão um entretenimento para quem gosta de assistir jogo de basquete pela televisão. Eu gostaria de assistir ao vivo.

8 – Recorde

O Michael Schumacher tem 31 vitórias na Fórmula 1, uma delas o Rubinho parou e deixou o alemão passar. Neste último domingo de manhã, Lewis Hamilton, correndo no Circuito de Sóchi, na Rússia, iria tentar igualar este feito. Não conseguiu, chegou em terceiro. Mas que feito? Que honra? Numa destas vitórias de Schumacher, Rubinho Barrichello só faltou frear para deixar o alemão passar e vencer. Para mim, ele tem 30 vitórias. Está que o Rubinho deu pra ele não vale. Eu não festejaria porque não teve graça.
 

9 – Chutão, bola para o adversário

Estava assistindo Cruzeiro x Avaí e vendo o zagueiro Airton, em 40 minutos de jogo, tocar na bola mais do que todos os outros jogadores. O estranho é que ele, em nenhum momento, em nenhuma intervenção, fez um passe para um jogador do Avaí. Todas as vezes que tocava na bola dava um chute para longe, de preferência nos pés de um adversário ou jogava para a lateral. O Avaí não tem um Departamento de Inteligência que vê e registra isto? Olha que ele tem bem perto para passar a bola, Ralf, Jean Martin, Pedro Castro e Renatinho. Ele não joga, ele se desfaz da pelota. E por último: “O Getúlio em dois lances, fez mais do que o Rodrigues o tempo inteiro”.

10 – Come e dorme

Jogador que não é relacionado para a concentração de um jogo vai fazer o que? “Simbora beber uma”! Treinou a semana inteira e o técnico não o relacionou. Nem no banco ficará. Virou baba da baba. No dia seguinte se for treinar será sem o “treneiro”. Ele acaba fazendo parte do come e dorme. Não tem expectativa de jogar a não ser que o time mude o treinador. Ele é parte do grupo, mas que não joga, não concentra e não tem esperança. É do grupo que tem gente demais, gastando demais, vira bode expiatório de derrotas, então não perde tempo e vai aproveitar a noite.

11 – Recuperou

O Figueira levou um susto do Rafael Costa, que chegou aqui para jogar no Avaí, com o apelido de o “Pelezinho de Guarulhos”. Neste último domingo de manhã, aos 12 minutos, fez 1 a 0, jogando no estádio Orlando Scarpelli, contra o Figueirense. Um gol que assustou. Fez justamente contra o time que o lançou para a fama e projeção no Brasil. Gordinho ainda sabe fazer gols. Menos mal que o time do Elano reagiu e empatou. Não espere muito do Figueirense que não disputa promoção, disputa a permanência.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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