Setembro 21, 2020

Nossa Jogada

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1- À procura de um time

Estão procurando. Ainda não acharam. Já se passarem dois treinadores. E nada. Mas o primeiro setor para arrumar é a defesa. O Avaí tomou 14 gols, tem uma das defesas mais vazadas do campeonato ao lado de Guarani, CSA e Oeste. O goleiro Frigeri não mostrou segurança nem para o time, muito menos para torcida. Falhou! Imitou Kepa, goleiro do Chelsea, que fez igual em Londres na derrota para o Liverpool por 2 a 0. O Avaí, neste último domingo, 20, perdeu para o Sampaio Correa por 5 a 2. O time do Maranhão, terra do doutor Georgino Melo da Silva, procurador da República e morador na Ilha há mais de 10 anos. Deve estar com a alma lavada. Como o Avaí jogou de amarelo, lembrei-me de uma música do Simonal que diz assim: “Vesti azul, minha sorte então mudou” e do Paulo Dutra que costumava dizer que o amarelo era a cor do desespero.

2 – Seleção Brasileira

Tite - Adenor Bachi, treinador da Seleção Brasileira de futebol, convocou alguns jogadores novos, mas manteve o time titular. Pois neste final de semana fiquei pensando se ele acredita que sabe mais do que Thomas Tuchel, treinador o PSG ou de Jügen Klopp, treinador do Liverpool. É que ele convocou Marquinhos do PSG, que na Europa joga de 5 e Tite quer que ele jogue de zagueiro pela esquerda; ou por ter convocado Fabinho como 5, mas está jogando de zagueiro, porque no lugar que atuava até agora, estará ocupado daqui para a frente por Tiago Alcântara, que se transferiu do Bayern para o Liverpool.

3 – Vitória em Belo Horizonte

Buglê no time do Atlético Mineiro, ele é o penúltimo agachado, à direita na foto.

Fiquei muito triste quando a Seleção Catarinense de Futebol no Campeonato Brasileiro de seleções de futebol foi desclassificada pelos mineiros, em 24 de janeiro de 1960, depois de passar pelas seleções do Paraná e Rio Grande do Sul. Naquele verão, o time dirigido por Saul Oliveira perdeu no Adolfo Konder por 1 a 0 e empatou em 2 gols no velho e reformado Estádio Independência. Havia craques inesquecíveis como Gainetti, Nelinho, Edésio, Galego e Valério. Lembrei deste fato porque ali, no mesmo lugar onde a seleção foi desclassificada, o Figueirense venceu no sábado, 19, o América Mineiro por 1 a 0, jogando bem. Mas Marquinhos nem tanto. Os mineiros tinham naquele tempo um jogador que ficou gravado na memória de todos nós e dos vascaínos a partir de então: José Roberto Bougleaux, conhecido como Buglê, amigo do filho da Dona Cotinha. Esta semana morreu Valério Matos, craque daquela seleção, e Buglê, craque que está vivo, aos 75 anos, vivendo em Brasília, assim como Valério, padece de Alzheimer e relembra que foi autor do primeiro gol na inauguração do Mineirão, no dia 5/09/1965.

4 - Política

A atleta Carol Solberg, do vôlei de praia, no final da etapa de Saquarema do Circuito Mundial da categoria, gritou “Fora, Bolsonaro”. Penso que pódio não é palanque político. Imagine se ela gritasse: “Viva Bolsonaro!” Errou! Deve ser punida porque não pode confundir o público com o privado. Há quem goste. Há quem não goste. E se o presidente mandar o “BB” suspender o patrocínio da competição?

5 – Interminável

Cristiano Ronaldo jogou ontem, 20, pela Juventus pelo campeonato italiano contra a Sampdoria e marcou o terceiro gol da vitória do seu time. Este foi o 26º gol do português em 26 jogos este ano de 2020. Tem gente que não gosta e tem dúvidas.

6 – Regra da substituição

Um treinador pode, durante o jogo, substituir meio time. Ele pode fazer substituições e continuam fazendo o que faziam antes: quando está ganhando colocam defensores, quando está perdendo colocam atacantes. Até agora não sabem o que fazer com esta vantagem. Aproveitando a regra, não obriga o jogador substituído a sair de campo correndo. Ele pode sair andando, desde que não interrompa a jogada. Os árbitros não são pajens e não devem forçar o jogador a correr ou a se apressar. Isto no meu entender é uma ignorância a regra, abuso de autoridade e falta de pulso.

7 – Frigeri e os outros

Os goleiros ainda não se deram conta de que são os únicos jogadores que podem usar as mãos e os pés dentro da área. Os demais não podem. Mas até hoje, passados estes mais de 100 anos de futebol, não aproveitam o privilégio, não treinam receber e devolver a bola com os pés. Morrem de medo. O goleiro moderno tem que ser treinado para enfrentar estas ocasiões. Treinado, treinado e mais treinado. Por isso me lembro do Gainetti e do Zé Carlos, este último defendeu o Marcilio Dias e o Avaí.

8 – Consultoria ou cobrem

Battistotti, já que o Marquinho não faz cobra ou treine os jogadores do Avaí para aprimorarem as cobranças de faltas e escanteios, bem que o senhor poderia pagar uma consultoria ao Zenon. Aproveita e divida a conta com o Boppré, vê se ele pode vir ensinar ao Valdívia e ao Marquinhos a levantarem bolas para dentro da área adversária. No pacote contrate o Maneca, que mora no Pantanal, para vir dizer aos zagueiros do Avaí o que devem fazer para não tomarem bolas nas costas.

9 – Copiar

Agora todos os jogadores querem imitar o Flamengo. Na vitória, nas derrotas e até prender o calção na sunga, como o Rafinha, quando defendia o Flamengo fazia. Vai acontecer um dia, algum jogador famoso jogar com uma flor presa no cabelo e todos irão imitar.

10 – Correr de bicicleta

Ontem foi o dia em que Tadej Pogacar recebeu os prêmios como vencedor do Tour de France deste ano. A cerimônia aconteceu em Paris, após a última etapa, que é como um passeio. No final tem um “sprint” entre os participantes que não altera a classificação final. O corredor esloveno, de 21 anos, venceu três etapas, foi aclamado como vencedor do “Tour” recebendo 500 mil euros; pelas três etapas que venceu mais 33 mil; 25 mil por ter sido o melhor escalador de montanhas; 20 mil como o melhor jovem a participar da competição, e somando tudo, ele levara para casa: E$ 2.293 mil euros. Uma corrida de bicicleta bem organizada gera riquezas, empregos e paga a cada participante a quantia de 1 mil euros. Ainda não descobrimos que o esporte é uma profissão que paga bem.

11 - Elite

O Avaí e Figueirense não precisam voltar para a “elite” do futebol brasileiro para terem história, honra e glória. Não há coisa menor do que querer ser igual ao outro. Sentir-se menor por um instante demonstra um complexo de inferioridade. Que provincianismo dizer que quer voltar à elite do futebol brasileiro! Está sempre vivendo a ilusão que faz parte da competição, do futebol. Como escutava quando era adolescente: quero ser igual ao meu amigo que mora na Ilha.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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