Outubro 25, 2018

NSC exagerou na reação à ausência do Comandante Moisés

NSC exagerou na reação à ausência do Comandante Moisés

O Comandante Moisés, candidato do PSL ao governo catarinense, líder até agora na pesquisa Ibope, não compareceu ao debate previsto para esta noite na NSC TV . Cerca de duas horas antes enviou um atestado médico de um pneumologista informando que está com infecção nas vias respiratórias superiores e dificuldades para falar.

Conforme a regra aprovada pelas assessorias, o candidato Gelson Merísio, do PSD, teve o direito de dar uma entrevista de 20 minutos. A emissora mostrou seu desconforto com a ausência em vários momentos. No texto de abertura, referiu-se a regra que se um candidato faltasse “quebrando o compromisso assumido” o outro falaria sozinho. O texto indica subliminarmente  que a ausência por motivos médicos foi, ao final, uma “quebra” de combinação.

O outro momento que pode ser chamado de  constrangedor foi mostrar o cenário imenso com o apresentador Mário Motta em uma ponta e Gelson Merísio na outra, com um púlpito no meio com o nome do comandante. Isso foi mostrado várias vezes. Estava na regra, também, que o lugar ficaria vazio com o nome do candidato à vista, mas a emissora poderia privilegiar o telespectador colocando Mário e Merísio lado a lado, deixando a ponta vazia. Aquele latifúndio no meio foi desnecessário, a não ser para   mostrar o tamanho da indignação da emissora.

É ruim para os profissionais envolvidos e para os eleitores não haver debate na véspera do pleito. Mas é direito do candidato não comparecer, mesmo sem problema de saúde como justificou Moisés. A discussão poderia mudar o voto de alguém ou ajudar os indecisos?  Nunca se terá a resposta, nem se a entrevista ajudou Merísio.  

(Avaliação da entrevista de Merísio está na coluna de Roberto Azevedo)  

 

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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