Outubro 02, 2018

O debate da Rede Globo define a eleição para presidente?

O debate da Rede Globo define a eleição para presidente?

A verdade é que hoje, diante da evolução da internet, a TV sozinha não tem mais a capacidade de tamanho impacto de uma só vez. Não deve acontecer mais como o encontro Collor x Lula em 89, cuja edição foi favorável ao suposto Caçador de Marajás, apresentada no Jornal Nacional, então com audiência quase o dobro do atual.

O voto de 2018 é um mix de repercussão do que é publicado a favor ou contra nas redes sociais. O maior exemplo Jair Bolsonaro, que já entrou na campanha oficial na frente dos demais graças ao Twitter e Facebook, somada a divulgação diária da mídia. Junto com o horário eleitoral de audiência baixíssima (as pessoas deixam o aparelho ligados geralmente, mas não prestam atenção), mais a campanha tradicional e o boca a boca popular.

E, sem duvida, a repercussão das pesquisas eleitorais. Quem vota em tese gosta de apostar nos líderes. Daí as mudanças dramáticas ocorridas nos últimos dias nas campanhas diante das tendências do Ibope e do Datafolha.

É de ressaltar que como ontem, 30, no debate da Record, o programa da Globo sem Bolsonaro – na quinta-feira, dia 4,  não deve ir por recomendação médica – permite contra ele um tiroteio dos concorrentes, que pode causar alguma repercussão nos eleitores. Se ele fosse talvez pudesse se esquivar e ganhar pontos. Lembrando que a audiência de debate já tarde da noite vem caindo e o interesse é relativo: metade ou menos dos que começam assistindo não chegam até ao final.

 

NSC 

Vale o mesmo raciocínio para o debate para governador amanhã, 2, depois da novela na NSC, ainda com o agravante que as regras são iguais para as afiliadas e travam a interação. Se repetir os outros anos, o primeiro bloco é de perguntas com temas definidos e só no segundo os candidatos podem escolher a quem perguntar. Em alguns anos a afiliada invertia a ordem dos blocos para criar uma sensação mais real de confronto de ideias.

 

MIDIAS

O certo é que as mídias este ano cumpriram à exaustão a meta de repassar as ideias dos candidatos aos eleitores. Faltando menos de uma semana para o encontro das urnas o grande problema para o eleitorado menos esclarecido agora é o número de operações que devem ser feitas para votar: seis. Não é fácil e muito difícil sem cola.        

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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