Julho 12, 2019

O desenvolvimento econômico depende da Educação

O desenvolvimento econômico depende da Educação
Reprodução

Vários idiotas no governo que está aí, inclusive alguns responsáveis pela economia, repetem o tempo todo que a partir da reforma da previdência vão gerar empregos. O desenvolvimento da economia, com geração de empregos e distribuição de rendas, é totalmente dependente, única e exclusivamente, da educação. Foi com a educação que a Ásia – Japão, China, Coréia do Sul, etc. – conseguiu competir e já começa a bater o ocidente, inclusive o Trump, na economia, com geração de empregos e distribuição cada vez mais satisfatória de rendas. Vide Coréia do Sul. Sem educação modernizada, o ambiente político-governamental brasileiro continuará na estupidez de tentar resolver os problemas do Brasil com reformas importantes mas totalmente secundarias. Pois a grande reforma que precisa ser acionada, vigorosamente, revolucionariamente, como mostrou a Ásia, é a reforma educacional. Esse é o assunto mais importante a ser debatido no Brasil neste momento.

Se superarmos nosso complexo de inferioridade intelectual, nossa covardia criativa, não copiaremos apenas o que estão fazendo os países asiáticos. Aprendendo com eles a lição básica, faremos algo mais criativo ainda, mais ousado, mais futurista. Faremos nascer no Brasil a educação do futuro completa, que está sendo induzida pela revolução comunicacional-informacional que está aí.

Vamos colocar essa proposição de forma bem abrangente, e de forma bem simples e bem clara, como pediu Karl Popper para que as grandes ideias atinjam toda a população. Mesmo que isso soe como utopia. O que seria a utopia direcional, que Gandhi disse que é o que dirige a evolução da humanidade.

Dividir o tempo da educação ao meio, do nascimento à morte dos indivíduos. Metade do dia a educação assume a responsabilidade total pelo sucesso das carreiras concretas de vida e trabalho de todos os indivíduos da sociedade. Do nascimento à morte. E metade do dia a educação injeta nessas carreiras as tais matérias básicas – matemática, línguas, ciências, etc. – de maneira perfeitamente articulada aos interesses das carreiras concretas de vida e trabalho.

No que acabamos de dizer está definido o grande eixo central da revolução educacional futurista com que o Brasil poderá liderar o mundo na operacionalização dessa educação do futuro. Sem a qual as reformas secundárias que estão sendo discutidas no Brasil no momento jamais nos salvarão da miséria econômica e distributiva que está reinando aí, graças ao caos e simploriedade governamentais.

Grandeza e ousadia intelectual e criativa, é do que estamos precisando. Mas até aqui o que tem reinado nos governos do Brasil é só a mediocracia intelectual. Produzida por uma educação que não tem nada a ver com as carreiras concretas de vida e trabalho dos indivíduos. E com o compromisso de desenvolvimento da economia, via carreiras de trabalho que gerem empreendimentos com distribuição satisfatória de rendas para todos os brasileiros.

*Ricardo Luiz Hoffmann é Formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado.  

Tags:
artigos opinião especialistas
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Redação Making Of

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!