Dezembro 26, 2018

O melhor (e o pior) nas telas em 2018

O melhor (e o pior) nas telas em 2018

Não diria que 2018 foi um ano excelente para o cinema e a TV, mas há algumas produções que se destacam pela qualidade visual ou pela originalidade. Essa última característica conta muito para quem já viu milhares de filmes ao longo da vida e, muitas vezes, tem a sensação de estar vendo o mesmo filme de novo, de novo e de novo... Por isso, minha modesta lista vai na direção do que achei mais original. Para não ficar apenas no gosto único desta colunista, convidei amigos e leitores a opinarem sobre o que viram e gostaram ( ou não) em 2018.

Mande a sua lista também! Escreva no rodapé da coluna ou pelo cineseries@portalmakingof.com.br Vamos adorar saber sua opinião! Bóra lá ?!!

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GOSTEI!

OS FILMES

Escolhi filmes que não agradariam a quem gosta só de muita ação. Correria, porrada e explosões não há em nenhum deles. O que sobra ali é sentimento, emoção e cutucadas para refletir.

 

Com amor, Van Gogh – direção : Dorota Kobiela, Hugh Welchman

O filme estreou no final de 2017, mas acabou chegando aqui já em 2018. É a primeira vez que um filme de animação é pintado à mão, numa homenagem linda ao gênio holandês, Vincent Van Gogh. Para cada segundo foram usadas nada menos do que 12 pinturas para poder fazer a montagem. Ao todo, foram necessários 860 quadros pintados, além de terem sido realizados 1.026 desenhos.Foram usados atores para dar cara a cada personagem desenhado. A história: Em 1891, um ano após o suicídio de Van Gogh, Armand Roulin encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência. Desta forma, ele parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do pintor falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.

O resultado é uma obra prima. Na foto dá para se ter uma ideia: a foto do ator Jerome Flynn (esq), o retrato de Dr. Gachet feito por Van Gogh (meio) e o resultado no filme(dir).Quem conhece a obra de Van Gogh ficará ainda mais encantado.

 

Trama Fantasma – Paul Thomas Anderson – EUA

O filme marca a despedida de um dos melhores atores da atualidade, Daniel Day-Lewis. Pelo menos o ator britânico/irlandês garantiu que esse foi seu último trabalho no cinema. Ele interpreta Reynolds Woodcock, um famoso estilista dos anos 50 que veste ricos e nobres. Descarta as musas de sua vida, como quem se livra de restos de tecidos, com a ajuda da irmã e braço direito. Um dia conhece Alma, uma jovem garçonete simples na aparência, mas de personalidade forte. Ela vira sua musa, modelo e amante, mas não parece disposta a aceitar o autoritarismo do egocêntrico e vaidoso Reynolds. A partir daí se estabelece um relacionamento diferente na vida dos dois. O filme é tão interessante que em cada crítica vai se perceber um olhar diferente, uma análise diversa. O filme, o ator, o diretor, atriz coadjuvante de "Trama Fantasma" foram indicados ao Oscar 2018, mas ganhou apenas o prêmio de Melhor Figurino. Merecia bem mais que isso.

 

Sob a pele do lobo – direção: Samu Fuentes – Espanha

O diretor fez um filme precioso na sua estréia. Com pouquíssimos diálogos, o grande trunfo é a expressividade do ator principal, Mario Casas. Ele é caçador de lobos, uma espécie de "segurança" da população que vive no vilarejo no sopé da montanha onde ele mora. Extremamente solitário, só decide aceitar a sugestão de casar com uma mulher da aldeia depois que seu cachorro morre. Ele paga ao pai dela e a leva para casa como uma mercadoria. Daqui pra frente tudo que eu escrever vira spoiler, melhor parar. Não é um filme "fácil", o ritmo é lento e também não é previsível, graças aos deuses do Cinema !! Se alguém quiser encarar, está disponível na Netflix.

 

O vazio do domingo – direção: Ramón Salazar – Espanha

Por coincidência (?!)outro filme espanhol que me surpreendeu. Novamente, o ritmo é lento e as emoções são fortes. Anabel, uma mulher rica e bem casada, é procurada pela filha que abandonou quando era criança. Agora, adulta, Chiara pede à mãe para passar 10 dias com ela. Elas vão para a casa da filha e a convivência não é nada fácil. Tantos anos de ausência, tantas mágoas pelo abandono... Mas por que Chiara procurou a mãe depois de tanto tempo ? Por que Anabel aceitou o convite? Qual a explicação para ter abandonada a filhinha? Elas vão se reaproximar pra valer? Para quem ficou curioso, "O Vazio do domingo" ( La enfermedad Del domingo) está disponível na Netflix. Na foto, o momento em que a filha diz finalmente porque procurou a mãe.

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*Uma confissão: olhando a lista vejo que estou em dívida com o cinema nacional. Vi raros filmes brasileiros este ano e não me sinto capacitada para citar algum, diante das muitas  produções que não acompanhei.

 

Outros: Calvário (Irlanda), A Forma da água (Eua, vencedor do Oscar 2018), Três anúncios para um crime ( Oscar de melhor atriz para Frances McDormand), Roma ( Alfonso Cuarón), A Balada de Buster Scruggs (dos irmãos Cohen), A Espera ( não é de 2018, mas só vi agora e precisava falar da interpretação comovente da francesa Juliette Binoche)

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AS SÉRIES

Assisti a boas séries e minisséries este ano. Fiz uma escolha enxuta e, certamente, cometi alguma injustiça. Veja o que você acha.

 

The Handmaid`s Tale – 2 temporadas – Canal Paramount

A mais impactante série do ano se baseia na obra de Margaret Atwood e conta a história na distopia de Gileade, uma sociedade totalitária que foi anteriormente parte dos Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, Gilead é governada por um fundamentalismo religioso que trata as mulheres como propriedade do estado. Como uma das poucas mulheres férteis restantes, Julie passa a ser Offred, uma das castas de mulheres forçadas à servidão sexual como uma última tentativa desesperada para repovoar um mundo devastado. Ela vai parar na casa do comandante e deve ter um filho dele, com as bênçãos da esposa infértil, Serena.Nesta sociedade aterrorizante onde uma palavra errada pode acabar com sua vida, Julia/Offred vive entre poderosos, as suas mulheres cruéis e seus servos - onde qualquer um poderia ser um espião para Gilead> Ela tem tudo com um único objetivo: sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela. (dados:Minha Série)

É preciso alertar que há cenas muito fortes, seja por imagens explícitas ou pela situação de crueldade e opressão contra as mulheres. É preciso dizer também que todos os prêmios à série foram merecidos, principalmente ao trabalho da protagonista, Elizabeth Moss ( já mostrava ao que vinha em Mad Men). Que atriz ! Mesmo que não dissesse uma palavra, expressa tudo com o olhar.

 

The Deuce

Outra série que também não é água com açúcar ( ainda se usa esta expressão??). Ela mostra a Nova York dos anos 1970 e 1980, período em que a cidade estava abandonada e repleta de seres à margem, como prostitutas, cafetões, mafiosos e apostadores. Começa exatamente com as "profissionais do sexo" sendo detidas noite sim, noite não e policiais corruptos se aproveitando disso para extorquir cafetões e bordéis. O nome de peso do elenco é James Franco que faz os papéis dos gêmeos Vincent e Frank, o primeiro dono de bar junto com sócios ligados à máfia, o segundo um fanfarrão e boêmio que não acerta uma. Outro nome importante é o de Maggie Gyllenhaal, uma prostituta que não aceita ter cafetão e trabalha nas ruas para sustentar o filho que mora com a avó. Mais adulta e esperta, ela se dá conta que há um futuro na produção de filmes pornôs. Começa a se envolver com produção e acaba dirigindo um filme com algo mais além de sexo explícito, uma história com princípio meio e fim. Era o início da indústria pornográfica. Na foto, Maggie e uma colega de rua.( Disponível na HBO/Now)

 

Trust – 10 episódios

Já contei aqui que gosto muito do formato minissérie. Vai lá, conta uma história, sem sobras ou excessos. Trust conta em 10 episódios a história da família Getty, cujo patriarca Paul Getty, chegou a ser o homem mais rico do mundo na indústria do petróleo. Era também um pai, marido e avô terrível que dominava os filhos e as várias mulheres que mantinha ao mesmo tempo através do poder econômico. Rola de tudo na família, drogas, overdose, vida dupla... Quando o neto dele, Paul Getty III é seqüestrado, o magnata suspeita que foi engendrado e se recusa a pagar o resgate. Mesmo quando os seqüestradores enviam uma orelha do rapaz, ele não se rende facilmente. Tudo isso só joga a família ainda mais no escândalo e no fundo do poço. O milionário é feito magnificamente por Donald Sutherland. Dá vontade de jogar um sapato na tela cada vez que ele humilha os filhos e as suas mulheres. Lembro vagamente da cobertura da história real dos Getty, o que torna tudo mais interessante. Hilary Swanke, oscarizada duas vezes como melhor atriz, interpreta Gail, a mãe do jovem seqüestrado, já separada do filho problemático de Paul Getty. Na foto, Paul Getty (Donald Sutherland e o Paul Getty III (Harris Dickinson) -(Disponível no Fox Premium)

 

Outras: Harlots (Fox Premium), Apple Tree Yard ( Fox Premium -mini), Succession (HBO), Sharp Objects (HBO)

 

NÃO GOSTEI !

A última temporada da série "House of Cards"

A tão esperada temporada derradeira de "House of Cards" foi uma decepção. Claro, a alma da série era o personagem de Kevin Spacey, o político ambicioso e implacável, Francis Underwwod. Mas Kevin caiu na "malha fina" do movimento Me Too, com várias denúncias de assédio a jovens atores ao longo da carreira. A Netflix foi implacável e demitiu o ator imediatamente. Para não deixar a série inconclusa, gravaram uma última temporada com Francis morto e a viúva, Claire Underwood, na presidência dos EUA. Robin Wright é linda e talentosa, mas não conseguiu levar nas costas um roteiro repetitivo e confuso: A que chantageia B, que chantageia C, que faz chantagem com D...e assim ad eternum. Uma pena, pois a ficção era espelho da política real. Nesse imbróglio todo, o cinema perdeu um grande ator, pois vai ser muito difícil Kevin Spacey retomar a carreira em tempos de crimes sem perdão.


 

NÃO VI E NÃO GOSTEI !

Remake de "Os Intocáveis"

O saudoso semanário de humor dos anos de chumbo, "O Pasquim", brincava com a crítica dizendo muitas vezes "não vi e não gostei". Era tão óbvio que a obra era irrelevante que nem precisava ver pra não gostar...hahahaha. Essa é a sensação que tenho com a terceira versão recente de "Os Intocáveis", remake do filme francês de 2012. A história todos conhecem:um milionário tetraplégico contrata um jovem da periferia para ser o seu cuidador, apesar de sua aparente falta de preparo.  A relação que antes era profissional cresce e vira uma amizade que mudará a vida dos dois. Françoise Cluzet, um dos nomes mais populares do cinema francês, é o milionário e o novato Omar Sy, agora com carreira consolidada, faz o empregado. O filme foi o maior sucesso do cinema francês dos últimos anos.

Aí eu pergunto: pra que refilmar algo bem feito? Por que os americanos não gostam de ver filmes legendados e para ter um sucesso garantido de bilheteria? Aff... Escolheram um nome da moda, Bryan Cranston, da série de sucesso, "Breaking Bad". É um ótimo ator, mas não curto Kevin Hart, o ator que faz o acompanhante (ambos na foto). Pra quem não lembra quem é ele, Hart esteve recentemente nas manchetes por ter sido desconvidado para apresentar o Oscar 2019 depois que ressuscitaram tuítes onde fazia piadinhas homofóbicas.

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OUTRAS PALAVRAS

Amigos jornalistas, cinéfilos e leitores da coluna fizeram suas indicações de filmes e séries. Você concorda com eles?

Dedé Ribeiro – produtora cultural e jornalista

Em um ano tão conturbado social e politicamente, escapei demais para as séries e essa coluna me ajudou muito. Só tenho a agradecer!  Como dica, deixo uma das mais recentes séries que vi, boa pra quem quer se divertir com o humor inglês, inteligente e ácido: "Dá Licença, Saúde", disponível no Netflix. Protagonizada pelo ex-amigo do Harry Potter, Rupert Grint, e pelo impagável Nick Frost, como médico, essa história já tem duas temporadas, mas não acaba. Mesmo assim vale muito ver. 

O famoso ruivinho, agora adulto, recebe um falso diagnóstico de câncer que muda sua vida afetiva e profissional para melhor.  Quando descobre que não era verdade, resolve manter por um tempo a mentira, o que causa mil complicações por episódio.  Ao contrário das histórias onde a mesma complicação se mantém por muito tempo, tendo desfecho no final, essa subverte a dramaturgia, e cada rolo se resolve em cinco minutos, mas provoca no mínimo outras duas complicações!  Um roteiro que nos deixa perplexos diante da genialidade dos criadores e roteiristas Nat Saunders, James Serafinowicz.

                                                      

De: Juliana Bergmann

Assistam Merlí, assistam Merlí, assistam Merlí...ufa! Vivo recomendando a série de três temporadas, mas juro que não sou paga, viu? É uma das melhores que já vi, sem dúvida. É sobre um professor de Filosofia que se chama Merlí -daí o nome da série- que por acaso acaba indo dar aula onde seu filho, Bruno, estuda. Muita gente pode achar "aposto que vou dormir" ao ouvir isso, mas não se engane: Merlí é um professor extremamente alternativo, quebrador de regras. Eu garanto que você não vai conseguir parar de ver. Se interessou? Leia mais aqui mesmo, na coluna da Brígida!

                                                           

 

Mário Antonio – engenheiro

É "forçar a amizade" dizer que "Bohemian Rapsody" é um filme magnífico, entretanto, é muito fácil dizer-se que conta uma transcendente história.

Apenas por difundir pelas telas grandes mundo afora a trajetória de vida e arte de um marcante artista pop do século XX e de um ótimo grupo de músicos - com muita competência e toda a capacidade técnica e encantamento que o cinema desenvolveu ao longo de seus mais de cento e vinte anos - já lhe atribui estatura para se perfilar entre as melhores produções do ano de 2018.

É uma questão de justiça destacar o ótimo desempenho do ator protagonista, a precisão e boa ventura na escolha do elenco, quiçá com a única exceção do principal papel feminino, e a ótima produção musical do filme.

Assim, se "Bohemian Rapsody" isoladamente talvez não tenha condições de ser considerada uma obra inesquecível do cinema, ao se juntar com outras manifestações que cultuam e que consagram a vida e a arte de Freddie Mercury, o africano Farrokh Bulsara, torna-se maior do que realmente é e merece, da mesma forma, a roseta que distingue os melhores filmes do ano.

                                                                     

Paulo De Poli – analista de sistemas

Um filme que me surpreendeu foi "The Post", sobre a cobertura da imprensa que colocaria fim à guerra do Vietnã. As denúncias de que quatro governos americanos escondiam a realidade sobre o conflito começou pelo The New York Times. Depois de censurado pelo governo Nixon coube ao The Post, então um jornal local, ter coragem de enfrentar os poderosos e publicar as reportagens. Dois nomes de peso dão vida aos protagonistas, Meryl Streep como Kat Graham ,a herdeira do The Post e Tom Hanks, impressionantemente parecido com William Holden, no papel do editor-chefe, Ben Bradlee. Uma lição de liberdade de imprensa. Não tem como, nesse momento, deixar de comprar com a situação da mídia brasileira. Dá uma inveja...

Já a série que eu destaco é uma produção mexicana simples, divertida e crítica ao mesmo tempo. "Run Coyote Run"mostra um grupo meio desmazelado que mora na fronteira do México e atua como coiote, passando os sonhadores ilegais para o lado dos Estados Unidos . Gamaliel, mexicano, e Morris, americano, são os "chefes". Os dois vivem brigando para ver qual país é melhor, mas são grandes amigos. Os personagens secundários são impagáveis: Kewewe, da Zâmbia, Guevin, que tem problema na fala, mas é entendido pelos amigos, o prefeito super corrupto que usa bigodinho a la Hitler... Dá pra rir muito, mas a série coloca o dedo na ferida quando se refere a Trump e sua política desumana de imigração. Não por acaso, no muro que separa os dois países está escrito : Bad Muro.      

                                                                                       

                                                             

Claiton Selistre – jornalista

A surpresa mais positiva do ano foi Bohemian Rhapsody e a genial interpretação de Rami Malek ( na foto ele e o Fred Mercury real). Se não ganhar o Oscar, invado Hollywood!

A decepção foi com a série italiana "Baby", da Neflix, que retrataadolescentes romanos e seu vazio existencial. É tão vazio que, no final da série de seis capítulos, é essa a sensação que fica: nada.

                                                            

Dulce Bergmann, jornalista e revisora

É claro que a maravilhosa série espanhola Merlí é hors concours e quem não a assistiu não sabe o que está perdendo. Mas vi O Método Kominsky com a mesma sofreguidão, ou seja, devorei os oito episódios um atrás do outro e queria muito mais. Nesta série em que o envelhecimento e as mazelas que o acompanham são abordados com realismo e uma boa pitada de humor, sem perder a sensibilidade, Michael Douglas vive um ex-ator que se torna professor de artes dramáticas por força das circunstâncias e Alan Arkin protagoniza seu agente e amigo de muitos anos. O roteirista Chuck Lorre, que também é responsável por séries de sucesso como The Big Bang Theory e Two and a Half Man, entre outras, não poderia ter definido melhor O Método Kominsky: "É uma carta de amor à amizade".

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Mens@gem para você

Recebi algumas mensagens muito queridas depois do post sobre "Como ganhar asas neste Natal". Obrigada pelo carinho e pelo apoio a esta modesta coluna.

 

De: Dedé Ribeiro

Chiquitita, pero cumplidora essa coluna de natal! Já deixo meus votos de lindos filmes e séries em 2019 pra colunista, pro pessoal do Portal Making Of e pros leitores que, como eu, são malucos pela telinha e pela telona!

*Obrigada, Dedé, cineseriéfila de primeira hora, sempre incentivando, comentando e melhorando a coluna! Feliz Natal e que venham muitos filmes e séries maravilhosas em 2019! Beijo grande.

 

De: Juliana Bergmann

Ah, que lindo abrir a coluna e dar de cara com esse filme tão especial para mim! Feliz Natal!

*Obrigada por acompanhar a coluna e comentar aqui, Juliana. Isso faz valer à pena essas minhas "mal traçadas linhas". Beijo, feliz Natal, com asas...

 

De : Luiz Dornelles (Dente)

Brigida, tempos atrás você sentou comigo na casa onde você vivia com sua mãe e seu irmão Aldo, que tenho orgulho de chamar amigo do peito desde sempre. Naquela ocasião escutamos "She's Leaving Home" e você comentou " Nunca uma musica disse tanto", e a mensagem da musica e o seu comentário me ajudaram, muito, a ser uma pessoa melhor, e comento isto sempre com teu irmão. Existem "Clarences" sem asas, e você é um deles. Um ótimo Natal e muita luz nos dias que virão. Luiz, o "Dente".

*Que mensagem tão linda, Luiz ! Meu irmão já tinha me falado sobre isso e fiquei com medo do que eu poderia ter dito do alto dos meus impulsos e certezas da juventude....rsrs... Sim, até hoje - apesar das (agora ) incertezas e dos cabelos grisalhos - "She`s leaving home" mexe comigo. Me comove lembrar de vocês pouco mais que meninos debatendo, ouvindo e refletindo sobre a vida. Obrigada por me trazer esses momentos à lembrança. Feliz Natal, alado!

 

De: Dulce Bergmann – jornalista

Não poderias ter escolhido um filme melhor do que este pra representar a essência não só do Natal, mas da vida em si: a solidariedade, o cuidado com o outro, a generosidade, o amor, a amizade e tantos outros sentimentos que Capra nos apresenta com maestria na história de George Bailey. Aqui em casa é o nosso filme natalino favorito e não cansamos de assisti-lo - assim como nunca cansaremos de ler a tua coluna e as tuas preciosas dicas sobre filmes e séries. Feliz Natal!

                  *Obrigada, Dulce, pela leitura da minha modesta coluna e pelos elogios!:-)                   

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THE END

Aplausos pra coluna! Os textos dos colaboradores ficaram ótimos!
 
Meryl Streep na entrega do Oscar
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Brígida Poli

Brígida Poli

é jornalista. Cinéfila desde criancinha, converteu-se à mania das séries depois de assistir a "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, apenas alguém que gosta de trocar ideias sobre a sétima arte.

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