Dezembro 09, 2019

O Museu do Homem na visão de um repórter criativo da Globo

O Museu do Homem na visão de um repórter criativo da Globo

Uma das mais belas reportagens das crônicas de sábado, 7, do Jornal Hoje, foi apresentada por Rodrigo Alvarez, correspondente em Paris. O tema: o Museu do Homem, nas proximidades da torre Eiffel. Os recursos: um bom cinegrafista, Chris Kosta; texto e edição caprichados e, principalmente, sensibilidade.

O ponto alto, a “passagem” - imagem ao vivo do repórter fazendo o link entre as partes do texto. Com a voz bem colocada e emoção, sobrepôs seu rosto ao crânio de homem encontrado em 1868. Veja a reportagem e confira (aqui).

Rodrigo é repórter internacional da Globo há 15 anos. Antes disso já corria o mundo por conta própria. Chegou a vender um carro, certa vez, para comprar uma câmera e viajar ao Vale do Silício, produzindo uma série que acabou na GloboNews. 

 

Salto no escuro

Sandra Annenberg era tudo na Globo... agora virou quase nada. De apresentadora titular do Jornal Hoje, 16 anos até entregar o posto a Maju Coutinho, agora faz apenas participações no Globo Repórter. Era responsável e âncora do programa semanal “Como Será?”, aos sábados, mas este acabou extinto semana passada, com a demissão de trinta profissionais.

Sandra não merecia esta queda repentina. Poderia contribuir ainda com programas atuais, emprestando o lado de atriz para o jornalismo diário.

Na atual fase da Globo, entrou na lista de redução de custos e tem futuro incerto. 

Outro programa que está na mira é o “Se Joga”, de Fernanda Gentil. Está fazendo água na missão difícil de reconquistar a audiência dos programas de fofocas da Record e do SBT. Nesse caso, é muito provável que a ex-apresentadora esportiva perca espaço de vez. Já faz tempo que ela vive mais da repercussão da vida pessoal do que de algum trabalho de qualidade.

 

Futebol e revolta

O Brasileirão terminou, graças a Deus. Agora podemos ajustar nosso controle para os jogos dos campeonatos europeus – espanhol, italiano, francês – e da UEFA. Sem remorsos.

Sai Gabigol, entra Messi.

Brincadeira!

Nosso campeonato teve vários momentos de emoção e de bom futebol. É verdade que o Flamengo tirou um pouco da graça ao disparar na liderança. Mas, houve boas disputas por vagas na Libertadores e Sul-Americana. E para não cair.

O Cruzeiro caiu feio. Juntou mau futebol, com a violência de torcidas organizadas. Uma coisa não justifica a outra, mas pode continuar se não houver punições severas – futebolísticas e policiais.

Tombo grande foi do futebol regional. Dá até um certo alívio desse descanso do futebol para que as direções reorganizem os bastidores.

A série B é o que nos aguarda em mais da metade de 2020. Ah, antes tem o catarinense.

 

A lição de Jesus

A performance do Flamengo se deve ao esquema tático do técnico português Jorge Jesus, e especialmente ao que ele nos ensinou: não se poupa jogadores. Quanto mais jogarem, mais mobilizados.

Exatamente ao contrário do Grêmio que jogou três competições e não ganhou nenhuma, poupando titulares com frequência. Achou que iria retomar o ritmo na volta do descanso e não encaixou mais. O futebol também se perde em dias de folga.

 

JA

A foto do Jornal do Almoço de sexta mostra o que vem ocorrendo com frequência: quatro profissionais no mesmo cenário. Um falando sobre meteorologia, três fazendo perguntas.

Algum gênio da redação da NSC TV deve ter um motivo bem forte para esse número de âncoras ao mesmo tempo. Ou está querendo mostrar que tem mais do que os concorrentes.

Sobra na NSC, falta em outros, é isso?          

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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