Dezembro 31, 2019

O que vem por aí em 2020 - Por Claiton Selistre

O que vem por aí em 2020 - Por Claiton Selistre

Provavelmente a mais radical transformação nos processos de TV será bancado pela Globo a partir de 2020. Resultado da operação Uma Só Globo, vai juntar áreas e meios, com centenas de demissões por redundância de funções. A direção geral foi toda reformulada. Os contratos com artistas consagrados já estão sendo negociados a duras penas e muita gente conhecida já ficou pelo caminho.

A Globo é uma mina de ouro, até a pouco geradora de recursos ilimitados. Mas, no ano passado, o resultado operacional foi negativo e a empresa só positivou ao considerar os investimentos.

O sinal amarelo acendeu.

O juntar dos espaços de conteúdo jornalístico e ampliação dos estúdios de produção de vídeo devem melhorar ainda mais o patamar da emissora. Será uma espécie de “Netflix” nacional, a um custo mais barato do que alugar filmes e séries. A concorrência do futuro está se organizando para guerrear pelo streaming.

 

SBT

A Rede de Sílvio Santos vai continuar sendo a rede do Silvio Santos. É ele que mexe no produto, tirar e bota no ar. Enquanto ele tiver pique para isso, como agora, o canal vai bem. Anda uns pontinhos acima da Record, valorizando a emissora da família e ideias correlatas.

Entretanto, não há nada de novo na gestão própria. Silvio vê programas de outras emissoras quando está em férias na casa dele em Orlando e traz as ideias para cá. As vezes dá certo. As vezes não.

O SBT poderia dar uma tacada forte em produto de marca registrada. Esse será o desafio, e Silvio sabe como ninguém tirar coelho da cartola.

 

ND

O grupo ND se desligou do grupo da família em Curitiba - continua RIC por lá – e se lança proposta em desafio. Primeira parte já está em andamento. A troca de nome atingiu o efeito desejado e sacudiu o mercado.

Agora, falta o principal. Transformar a energia criativa do momento em uma programação que busque os pontos para garantir o segundo lugar na audiência.

Não se tem ideia exatamente do que vem por aí, mas deveria passar pela busca de mais profissionais relevantes para encorpar o meio-dia. Não é uma negociação fácil tirar gente da concorrência, mas o momento é agora. O jornal Notícia do Dia, único de Florianópolis, subiria de status com alguém sênior da área de política e de geral.

 

Online

O mercado digital vai continuar crescendo em saltos, mas não dá para vislumbrar alguém que se torne absolutamente dominante online. O público vai continuar atrás das notícias, não necessariamente dos seus autores. Haverá espaço para as fake News, infelizmente. Os mecanismos de controle até agora são insuficientes para brecar o avanço do que é falso.  

Pesquisas indicam que as pessoas compartilham aquilo em que acreditam, mesmo de origem falsa. Está aí um dos problemas.

 

Música

As rádios musicais vão continuar perdendo relevância, absorvidas pelos aplicativos de fácil acesso via celular.

O radiojornalismo resiste. A informação hiperlocal, no entanto, precisa da qualidade de quem a transmite. Em uma época que Waze virou o melhor repórter de trânsito, não dá para abrir mão de uma qualidade mínima.

 

Postura

Seja qual for o meio, o que será exigido de todos em 2020 – como sempre - é uma postura correta de acompanhar as eleições municipais no segundo semestre. Nomes e currículos ilibados terão prioridade. Posições comprometidas não serão mais toleradas.

Tags:
multimidia claiton selistre bastidores comunicação TV rádio jornal
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!