Setembro 12, 2019
FIESC INSTITUCIONAL

O rescaldo vem aí com novidades

O rescaldo vem aí com novidades
SOLON SOARES/AGÊNCIA AL

Antes de entrar em férias, no próximo dia 24, o secretário Paulo Eli (Fazenda), na foto, conversou no fim da tarde desta quarta (11) com o governador Carlos Moisés da Silva sobre o projeto de rescaldo que contempla setores da economia (cerâmica vermelha, café, água mineral e alguns pontos do têxtil) que ficaram de fora das outras normas que reinstituíram a política de incentivos fiscais.

A matéria deve aterrissar em breve na Assembleia, o que pode ser ainda esta semana, e alguns outros assuntos estão em pauta, principalmente setores que, mesmo enquadrados nas novas faixas de incentivo, perderam com a novas alíquotas, por saírem da cesta básica, por exemplo a erva-mate beneficiada, que será estudada pelo secretário e técnicos da pasta, ou ainda o da água mineral.

Os deputados Valdir Cobalchini (MDB), Marcos Vieira (PSDB) e Milton Hobus (PSD) conversaram com Eli ao lado de empresários ervateiros sobre o assunto e uma saída poderá ser desenhada, enquanto nos bastidores é grande a pressão do agronegócio por conta de outro assunto, o da Tributação Verde sobre os agrotóxicos.

 

As novidades

Fármacos, autopeças e veículos sairão da substituição tributária pelas mãos da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina.

A exemplo do que já ocorreu com os vinhos produzidos no Estado ou o que deve ser encaminhado para a água mineral, o movimento deve aumentar a competitividade com o vizinho Rio Grande do Sul.

 

VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

A NOVA CPMF DERRUBA O PRIMEIRO

O ministro Paulo Guedes (Fazenda) foi correndo tranquilizar o mercado e o Congresso ao dizer que não existe proposta de Reforma Tributária finalizada pelo Palácio do Planalto ao confirmar a demissão do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra (foto). O agora ex-colaborador do governo Bolsonaro era um defensor ferrenho do imposto sobre movimentações financeiras, que não traz nenhuma lembrança positiva aos brasileiros. Cintra já havia até tratado de alíquotas para o novo tributo, 0,2% para uso de cartões de débito e crédito, e de 0,4% para as demais operações financeiras, apresentadas um dia antes de sua saída pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo Silva. A repercussão foi tão mal recebida por empresários, parlamentares e outros segmentos da sociedade, que não restou outra saída para Guedes, cortar o “mal” pela raiz.

 

Bola de neve

Alertado pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Planalto entendeu que se insistir na nova CPMF poderá amargar grandes revezes no Congresso.

Isso em meio à discussão da Reforma da Previdência e da Reforma Tributária.

 

RENAN SCHLICKMANN/DIVULGAÇÃO

EM MEIO AO TUMULTO

O dia não estava dos melhores para o ministro Paulo Guedes, mas uma comitiva de parlamentares conseguiu uma audiência para tratar de terrenos de Marinha e a situação dos arrozeiros país afora. O senador Esperidião Amin (PP) estava no grupo, que ainda contava com o senador Luiz Carlos Heinze (PP) e o deputado federal Alceu Moreira (MDB), ambos do Rio Grande do Sul. Logo assuntos para os quais o Planalto vira o rosto, um imposto e outra delicada situação no agronegócio.

 

Azedou

A relação dos demais deputados da Frente Parlamentar de Defesa das Regiões dos Municípios Alto, Médio Vale e Foz do Rio Itajaí com o deputado Rivcardo Alba, líder do PSL na Assembleia, que preside o grupo na Assembleia.

Milton Hobus (PSD), Ivan Naatz (PV) e Jerry Comper (MDB) não gostaram da condução da reunião dos prefeitos da região com o governador Carlos Moisés, na última sexta, em que o emedebista só entrou na conversa por interferência do colega Luiz Fernando Vampiro, líder da bancada do MDB, caso contrário só Alba estaria presente.

 

FOTOS GUTO KUERTEN E OUTRO/DIVULGAÇÃO

FOI FEIO

Deputado conservador, Bruno Souza (sem partido) foi ao campus da UFSC, em Florianópolis, mostrar a greve de alunos sob o argumento de que faltam recursos a partir dos cortes efetivados pelo governo federal. Ao criticar um grupo que defendia Lula Livre, que pedia para ele assinar um documento que pede a libertação do ex-presidente, o parlamentar, que recusou-se, e o jornalista Guto Kuerten, assessor de Bruno, foram agredidos e xingados por militantes, uma situação que leva à reflexão: a livre manifestação é consagrada pela Constituição, tanto a favor de Lula quanto contra a paralisação de alunos de  71 dos 107 cursos, mas ir a um local de protestos para bater de frente com quem está lá é deveras questionável.

 

Do episódio

Bruno gravou o antes e durante da agressão em vídeo e registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia do Bairro Saco dos Limões, na Capital, e fizeram exame de corpo de delito, no IGP, na Capital.

O assunto não deve para por aí. Quer assistir ao vídeo, veja na sequência:

 

Não é o primeiro embate

Em novembro de 2017, o então vereador Bruno Souza teve impedido um evento na UFSC, que lembrava as vítimas do Comunismo.

A exposição denominada “Semana Vítimas do Comunismo: 100 Anos da Pior Tragédia do Século XX”, com a exibição de fotos e a apresentação dos relatos do ‘The Witness Project” era apoiada pela Fundação Vítimas do Comunismo (Victims of Communism Memorial Foundation) e pelo Instituto Mises Brasil, e foi barrada por pressão de grupos de esquerda quando já estava com 300 participantes inscritos e dez palestrantes definidos.

 

É trabalho, não é sorte 1

Não há como ignorar o trabalho que vem sendo desenvolvido em obras pelo prefeito Gean Loureiro (sem partido), na Capital do Estado, motivo de mobilizações nos bairros e de preocupação para os adversários na próxima eleição.

Engordamento da faixa de areia da Praia de Canasvieiras – algo pleiteado há 30 anos -, despoluição da Beira-Mar Norte (com a Casan), terceira pista na SC-404, revitalização e urbanização da SC-401 até o trevo de Jurerê Internacional vindo do Centro, o asfaltaço em diversas ruas e em vários bairros, a construção de praças em comunidades esquecidas por outras administrações, o Elevado do Rio Tavares, além da construção e reformas de escolas, creches e postos de saúde, entre outros, seriam suficientes para diferenciar a administração de Florianópolis das demais do país.

 

É trabalho, não é sorte 2

Gean é daqueles prefeitos que acorda cedo e não para, ainda mais quando focou na gestão e na solução de gargalos, embora ainda tenha desafios com o da duplicação da Antonio Edú Vieira, no Bairro Pantanal, e a intervenção urbanizadora na Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, justamente no calcanhar de Aquiles da mobilidade.

Mas como abriu várias frentes de trabalho, algumas com recursos próprios, outras com R$ 150 milhões da Caixa Econômica e com a parceria com o governo do Estado, será beneficiado inclusive  obras que nada tem a ver com a prefeitura: como a entrega da reforma da Ponte Hercílio Luz, um marco da engenharia; a manutenção e reforma das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, a terceira pista na Via Expressa (BR-282), o novo acesso ao moderno Terminal do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, que também soma-se às realizações locais.

 

Em síntese

Florianópolis será uma cidade completamente diferente dentro de seis meses, ainda com a perspectiva da Marina na Beira-Mar Norte e o futuro engordamento da faixa de areia neste cartão postal da Capital.

Para 2020, os adversários de Gean Loureiro terão que trabalhar muito para desacreditar a atual gestão, mesmo que enveredem para o episódio isolado da prisão que não foi efetivada da Operação Chabu, da Polícia Federal, que virará um teste para saber o que os moradores/eleitores julgarão diante infinitas realizações.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento) e na 105 FM (Jaraguá do Sul); e assina uma coluna no Diarinho, de Itajaí.
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