Maio 06, 2019

O Sétimo Guardião, uma novela para esquecer

O Sétimo Guardião, uma novela para esquecer
Reprodução Globo

Mesmo aqueles que não veem a novela das 21h30 da Globo, uma maioria superior a 70%, estão torcendo para que "O Sétimo Guardião" acabe de uma vez. Opa, uma contradição. Nada ver, no máximo uma ironia. É que falam tão mal da trama, do autor e dos atores, que chega a dar pena.

Até Aguinaldo Silva, autor de sucessos como "Senhora do Destino”, está aliviado com o fim. Foi o que ele escreveu sábado de madrugada, citando uma música de Ivan Lins, ao se perguntar se valeu a pena. "Vai valer a pena ter sobrevivido?", perguntou ele como na canção.

Sinceramente, Aguinaldo, não! Foram tantos problemas desde o início até o final, mas nada mais trágico do que o enredo errático, que seria melhor ter preservado a imagem sua, da emissora e de alguns atores arrastados em conflitos dentro e fora do ar.

Agora, a Globo não pode errar de novo no horário, sob pena de abrir flancos definitivos para a concorrência, como está ocorrendo na Bahia, onde em abril ficou em segundo lugar à noite.

 

A Record vem chegando aí

Os números Kantar Ibope dos quatro meses deste ano mostram que a Globo continua líder no geral, com 12,5 pontos nas 24 horas, mas com 9% menos de audiência que no mesmo período do ano passado.

Já a Record subiu 13% no mesmo período ficando em segundo lugar com 5,5 pontos.

Os dados são do painel nacional de televisão, que mede a audiência nas 15 principais cidades do pais.

 

Competição

O SBT está bem próximo da Record com 5,2 pontos, porém se tratando de produção de conteúdo, os dois competidores são Globo e Record. O mesmo vale para o regional, onde a rede da família Petrelli enfrenta de igual para igual a NSC, e as vezes supera a abrangência de pautas.

Esporte, por exemplo, é a única que manda câmeras para o estádio, fora a detentora dos direitos. A "hora da Venenosa", logo após o Balanço Geral, tem ficado em primeiro lugar com frequência, comprovando que a extinção do Vídeo Show foi um erro tático da Globo.

 

Espaço local

Um erro tático das cabeças de rede é abrir mais espaço local para as afiliadas, sem o correspondente investimento em equipes. Por isso, tem muito programa esticado, com excesso de falas sem importância, aquelas opiniões que dão voltas e voltas sem chegam a algum lugar.

Preste atenção no que estão dizendo para você. 

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia.

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