Janeiro 31, 2017

O consenso virou detalhe na Assembleia

Os deputados Silvio Dreveck (PP) e Aldo Schneider (PMDB), que lideram a chapa já oficializada para concorrer à presidência da Assembleia, com revezamento dos dois titulares em 2017 e 2018, reúnem-se na tarde desta terça com os líderes partidários para alinhavar detalhes da eleição. O tucano Serafim Venzon, em viagem ao exterior, não estará presente, mas, mesmo assim, Silvio e Aldo buscarão uma representação da bancada onde o deputado Marcos Vieira levantou questionamentos sobre o acordo fechado e pediu para que o PSDB fosse contemplado com a 1ª vice-presidência e o comando da poderosa Comissão de Constituição e Justiça. O pedido foi recusado.

Silvio assegura que sua estratégia é “contar com todos os votos que estejam em plenário, sejam 38 ou 36”. Depois da terça passada, quando Vieira conversou com Aldo, o tucano não se manifestou mais. Consta que o maior desafio para o presidente estadual do PSDB, mais focado em cuidar da sigla neste momento, seria garantir o voto da bancada de seu partido. Prova disso é que o ex-governador Leonel Pavan licencia-se neta terça da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte e retorna dia 2 de fevereiro, justamente para manter as cinco cadeiras do partido que garantem uma posição de destaque na mesa diretora e a presidência de três comissões, mas já avisou que vota pela chapa de consenso em plenário.

 

Experiência

O atual presidente da Assembleia, deputado Gelson Merisio (PSD), desembarcou nesta segunda em Florianópolis. Confessa que pouco atuou na composição da chapa de sonsenso, mais no “atacado”, enquanto Silvio Dreveck e Aldo Schneider ficaram com a movimentação de “varejo”. No esticar da corda pelo PSDB, Merisio sentencia: “Unanimidade não é imposição, se não der, paciência!”

 

Construção

Antes do encontro com os líderes, Aldo Schneider terá um encontro com a bancada do PMDB, no famoso almoço das terças. Na conversa preliminar com o líder Valdir Cobalchini e o presidente da CCJ Mauro De Nadal, nesta segunda, a palavra de ordem era “equilíbrio”, justamente para acertar os espaços da sigla na mesa e nas comissões.

 

Não deu

O PSDB, pelas mãos de Marcos Vieira, ensaiou a formação de um bloco com o PR, mas o deputado Maurício Eskudlark não aceitou. O mesmo caminho, acredita Silvio Dreveck, será seguido pelo deputado Natalino Lázare. Assim, não sobra alternativa, o que incluiria o descarte do também deputado Nilso Berlanda.

 

Novo bloco

Aliás, PP e PSDB formaram um bloco na Assembleia, que acabou desativado no final do ano passado por falta de participação de alguns tucanos. Agora, os pepistas começaram conversas interessantes com o PSB, uma boa opção para ocupar espaços mais generosos na estrutura da casa.  

 

Agir correto

A posição da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, em homologar as 77 delações premiadas de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Passa a responsabilidade para o Ministério Público que decidirá o que investigar e o que descartar, sem interromper por mais tempo as investigações da Operação Lava Jato. A lista é que deve ser relevada para evitar as notícias falsas ou confirmadas que circulam por aí. 

 

REPRODUÇÃO/GLOBONEWS

NÃO SE ENGANEM

O empresário Eike Batista, que fez a conexão Nova York-Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangú (Rio de Janeiro), valoriza as informações que tem ao ir para a cadeia. Travestido de bilionário, Eike foi cortejado pelos últimos quatro presidentes da República. Era visto como um empreendedor pelo setor produtivo e com uma mina dinheiro para a banda podre da política, mas deve ser punido exemplarmente por se apoderar do dinheiro público. Além de todas as mazelas que fez, o ex-bilionário terá que conviver com o vexame de estar careca, depois de tantos investimentos em transplantes de cabelo.    

 

 

De olho

A italiana Luxottica, dona da marca Ray-Ban, e que já atua no Brasil com a rede Sunglass Hut, uma fábrica e negócios no setor atacadista, mostra que a Europa olha para o mercado emergente de assessórios no país e acertou a compra da rede de Óticas Carol, que opera uma franquia com 950 lojas. As Óticas Carol, cuja rede cresceu muitos nos últimos 12 meses, em plena crise econômica, têm na coleção Ray-Ban um dos carros-chefes das vendas. O negócio foi fechado em um acordo de US$ 117 milhões, cerca de R$ 360 milhões.

 

RÁPIDAS

* Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Florianópolis (Sintrasem), que avisou que entrará na Justiça contra as medidas aprovadas na Câmara,  tentará levar a greve até a semana que vem para garantir a adesão de funcionários da rede municipal de Educação, o maior contingente do funcionalismo na Capital.

 

* É que o sindicato conta os servidores em greve, principalmente por algumas creches, mas a categoria está em recesso até o dia 6, ou seja, na prática, não aderiu a nada e recebeu os salários integrais este mês, sem descontos.

 

* Leitor Aurino Rahal Fernandes informa à coluna que a catarinense de Caçador Maria Aparecida Borghetti, a Cida, vice-governadora do Paraná, saiu do PROS e retornou ao PP, mesmo partido do marido, o ministro da Saúde e deputado federal Ricardo Barros.

 

* Deputados Jovair Arantes (PTB-GO), Rogério Rosso (PSD-DF), André Figueiredo (PDT-CE) e Júlio Delgado (PSB-MG) entraram no STF com uma ação para barrar a candidatura à reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), sob o argumento de que fere o regimento. Depois os mesmos parlamentares reclamam da judicialização da política.

 

DIVULGAÇÃO/MPSC

NOVA PROCURADORA

A promotora de Justiça Monika Pabst, que atuou na comarcas de São Miguel do Oeste, Ponte Serrada, Xaxim, Canoinhas, Criciúma, Itajaí e Blumenau, foi empossada procuradora de Justiça, o segundo grau de jurisdição do Ministério Público Estadual. Formada em direito pela Universidade Regional de Blumenau (Furb), Monika assume em substituição à procuradora de Justiça Vera Lúcia Ferreira Copetti, que assumiu a vaga de desembargadora no Tribunal de Justiça, em dezembro de 2016, pelo quinto constitucional do MP. A posse foi presidida pelo procurador-geral de Justiça Sandro José Neis. Monika atuará na 17ª Procuradoria de Justiça, que atende a área de direitos difusos.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News, e editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Faz comentários sobre política e economia.
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