Julho 03, 2019

Objetivo: sobreviver no mercado da Comunicação   

Objetivo: sobreviver no mercado da Comunicação   
Reprodução

Quando os investimentos publicitários privados eram crescentes, graças ao desempenho da economia, e as verbas de governo jorravam dos cofres públicos, as empresas de comunicação cresceram e multiplicaram títulos - rádios, tvs, jornais, incursões em eventos e promoções. A supremacia era total da Rede Globo e afiliadas, que cresceram à sua sombra e tomaram conta de capitais e principais cidades.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, desde o século passado, já se praticava o modelo de integração nas mídias. Rádios operavam com tvs e jornais, compartilhando profissionais e espaços. O novo modelo americano, que sempre inspirou a comunicação brasileira, chegou para valer aqui nos últimos três anos. A comunicação brasileira, que em alguns casos cresceu desmesuradamente, em especial aquelas linkadas com a Rede Globo, passado o susto inicial do enxugamento de verbas, caiu na realidade das integrações.

Integração, inclusive, passou a ser sinônimo de depuração. Empresas foram extintas ou estão em véspera de fechamento, profissionais foram demitidos ou tem seus salários cortados na troca de pessoa jurídica para física. Toda a semana sai noticiário sobre o modelo que é chamado de "Uma só Globo" (aqui), cuja leitura é esta: a rede, no ano passado, teve operação deficitária, só conseguiu lucro mediante aplicações financeiras e, tem ajustado o contrato com as afiliadas diminuindo o repasse de recursos. O resultado é uma bola de neve que atinge as mais distantes operações.

As demais redes, embora não tenham o mesmo modelo da Globo, seguem a mesma linha, mas com menos efeito porque não sofriam de gigantismo.

O futuro imediato é de luta pela sobrevivência e, em alguns casos, venda de empresas, como aconteceu em Santa Catarina. Nessa luta, os profissionais renovam seus perfis e os recém entrados no mercado já não têm a visão idealizada da Comunicação. Agora, o negócio está em primeiro lugar. Programas são esticados sem acréscimo de equipes e projetos comerciais são transformados em produtos editoriais.

Isso ainda não é pouco diante do que está por vir.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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