Fevereiro 20, 2019

Os 20 anos da melhor série de todos os tempos

Os 20 anos da melhor série de todos os tempos

Às vezes me cobram por falar muito de filmes e pouco sobre séries na coluna que se chama justamente...Cine&Séries. Quem mais reclama são os série maníacos, categoria onde me incluo, mas há também os que querem entender o porquê dessa paixão e se vale a pena dar uma chance ao formato. Agora tenho o melhor gancho possível para atender os dois grupos: o 20º aniversário do surgimento de Os Sopranos ! Não gosto de ser superlativa , porque "gosto é gosto", mas abro uma exceção para dizer que dentre as centenas de séries produzidas nas últimas duas décadas, o meu mafioso favorito continua imbatível. Vou falar o porquê mais abaixo.

Antes, vão algumas dicas  básica para quem quer entrar no mundo das séries.

 

 

                                                                     *******

 
MANUAL PARA INICIANTES EM SÉRIES DE TV
 

1º -  É bem útil conhecer as expressões pertinentes, quase todas em inglês, of course! Pode começar com as mais usais:

Spoiler – tem origem no verbo spoil que significa "estragar", é usado para definir quando alguém conta trecho ou o final do filme, série, livro.

Season finale – final de temporada

Serie finale – final total da série

Plot twist – mudança radical na história, reviravolta

Spin off – obra derivada de outra obra ( ex.: Better Call Saul é uma série com o personagem Saul, saído de Breaking Bad)

2º - Você pode assistir nos canais fechados um episódio por semana ou fazer como os maníacos adoram: mutirão no sistema OD- On Demand (como HBO, Fox Premium...) ou streaming ( como Netlix, Amazon...). Assim você pode ver vários episódios na sequência, o que torna tudo mais interessante.

3° - Para testar se vai curtir antes de investir numa assinatura, tente a Netflix que dá um mês de graça, por exemplo. Você saberá se vale a pena, se gosta do tipo de filmes e séries oferecidos.

4° - Comece escolhendo a série de acordo com o gênero de filmes de sua preferência. Há suspense, mistério, espionagem, terror e também comédia, drama, romance e épicos, fora os subgêneros como crimes reais, LGBTI etc...

5°- O tamanho das séries varia muito, tanto no número de episódios por temporada ( algumas tem 8, outras tem 12 ou mais...), quanto na duração do episódio ( 40 minutos, 1 hora...). Dependendo do sucesso, uma série pode durar 20 temporadas, como Law&Order. Greys Anatomy, a queridinha de quem gosta de drama romântico de hospital, está na 14ª.

6º - Não faça como eu que tenho preconceito com alguns temas e corro o risco de perder boas séries, tipo " ah, história de gente que morre e volta, não gosto"! Por isso, quase deixei de ver River, uma minissérie bem legal, e o mais novo sucesso Boneca Russa, disponíveis na Netflix.

7° -  É interessante assistir acompanhado, mas só quando a(s) outra(s) pessoa (s) compartilha(m) o mesmo gosto, se não pode se tornar um tormento. Deuses nos livrem de ver, sei lá, Game of Thrones, com alguém do lado falando que "é bobagem, dragão não existe...dããã...". Ou então o chato que já viu ou leu e dá spoiler: " quem matou foi o fulano" !!!!

8° - Um alerta: certifique-se ANTES de começar se o canal está disponibilizando todos os episódios da série que você quer acompanhar. Como TV fechada é "terra de ninguém", acontece de tudo: temporada que começa e não termina, lá pelo meio falta um episódio, colocam no OnDemand num dia e retiram no seguinte, enfim, desrespeito total e o telespectador não tem onde reclamar. Huuuum...acho que a coluna vai criar um "Reclame Aqui/Séries". Me aguardem.

Por enquanto é isso. Se você viciar não me processe, o risco é seu.

Ficou com dúvidas? Pergunte. Quer comentar as suas séries favoritas? Ótimo. Aqui, vão algumas das minhas, começando claro pela melhor de todas.

Feliz aniversário aos Sopranos!

____________________________________________________________

Os Sopranos – 6 temporadas ( 86 episódios) – disponível na HBO

Se tenho inveja de alguém por alguma coisa neste mundo é de quem ainda não assistiu a Os Sopranos. Essa pessoa vai descobrir o prazer de acompanhar a trama e conhecer o elenco que me iniciaram na mania das séries. Ao criar Os Sopranos, em 1999, David Chase mudaria para sempre o modo de filmar para a televisão, imprimindo qualidade de cinema nas produções . A partir daí grandes nomes do cinema passarem a trabalhar para a TV, quando antes o sinal de prestígio era o inverso.

Sobre a trama: tudo começa quando o chefe mafioso ítalo-americano, Tony Soprano, tem um acesso de pânico devido ao estresse das atividades criminosas e precisa recorrer a uma psicanalista. Ele deita no divã da Dra. Jennifer Melfi, escondido dos comparsas que veriam nisso um sinal de fraqueza. A partir daí entramos no mundo da família e da famiglia dele. A interpretação de James Gandolfini como Tony é soberba. Tudo gira em torno dele e é impossível imaginar outro ator fazendo o papel. Seria injusto não render homenagens também a outros atores do elenco, cada qual compondo seu personagem de forma brilhante: Paulie ( Tony Sirico), Silvio (Steve van Zandt), Bobby (Steve Schirripa) e Michael Imperioli ( Cristopher), a "equipe" de Tony. O último é também sobrinho do chefe e terrível como o resto da família Soprano, a começar pela mãe cruel e manipuladora de Tony, o tio Junior, a irmã Janice... Conhecemos também a nova família: Carmela, interpretada pela ótima Edie Falco, é a esposa dedicada ao lar e aos dois filhos do casal. Como marido, Tony passa longe da fidelidade, mas – no seu jeito ogro de ser – é um pai amoroso. As histórias acontecem na confortável casa do casal, no consultório da Dra. Melfi e no inesquecível Bada Bing, o clube de stripper de Tony e local de encontro dos mafiosos. Ah, ok, a série gira bastante em torno da família, mas não é exatamente "familiar" daquelas que papai, mamãe, filhinhos sentam em frente da TV para assistir. Estamos falando da máfia em Nova Jersey, portanto há muitas situações de violência explícita.

Em oito anos de exibição a série ganhou 21 prêmios Emmy e cinco Globos de Ouro. Desconheço outra que tenha sido tão premiada. Em 2013, o Sindicato dos Roteiristas Americanos elegeu Os Sopranos como a série mais bem escrita de todos os tempos. Em 2016, a revista Rolling Stone colocou-a na lista dos 100 melhores programas de televisão da história.

O último episódio foi ar em 10 de junho de 2007, ironicamente dia do aniversário desta fã apaixonada que vos escreve. O desfecho foi polêmico e para muitos seguidores, decepcionante.

O elenco original se reuniu para a comemoração de aniversário. David Chase, aproveitando o 20° aniversário de sua criação, está produzindo um filme sobre a família Soprano. Se chamará The Many Saints of Newark e se passa nos anos 60, com o chefão ainda garoto. Infelizmente, James Gandolfini morreu do coração, em 2013, aos 51 anos. Normalmente eu não teria vontade de assistir sem ele no elenco, mas o jovem Tony Soprano será vivido pelo filho do ator, Michael Gandolfini. Vou ter que ver !!

____________________________________________________________

 

OUTRAS FAVORITAS

In Treatment ( Em Terapia) –  03 temporadas – 2018

Quando li sobre o surgimento da série, em 2008, achei que poderia ser chata e entediante. Afinal, a premissa era : um psicanalista e seus cinco pacientes, uma sessão a cada dia. No sexto dia, a sessão do psicanalista com sua terapeuta.  Ser um remake americano de uma série israelense (Be Tipul) também não me ajudava a ter boas expectativas. Estava errada, pois mal comecei a acompanhar já vi que ali havia algo inovador e interessante. In Treatment se tornou uma das minhas séries favoritas. Tive até vontade de começar a fazer terapia, confesso.

O texto é bom, o ator escolhido para viver o Dr. Paul Weston não poderia ser mais apropriado. O olhar sempre melancólico de Gabriel Byrne e seu tom de voz faz com que a gente se sinta sentada no divã com os pacientes. Segunda-feira, uma jovem médica; terça, um soldado que lutou no Iraque; quarta,  uma atleta adolescente com tendências suicidas e na quinta, um casal com problemas no relacionamento. Às sextas-feiras, meu episódio favorito: Paul vira paciente da Dra.Gina, interpretada perfeitamente por Dianne Wiest.

A série recebeu adaptações em vários países. Não vi a original que é israelense, mas assisti alguns episódios da brasileira e da argentina. Não se comparam à versão americana. Um dos motivos é a escolha dos atores, no Brasil, Zé Carlos Machado e na Argentina, Diego Peretti, ambos bons atores, mas depois de ver o David Byrne no papel...ham, hum...pois é ! Na Itália, o papel ficou com um dos atores mais famosos do país, Sérgio Castellito. Não posso avaliar a adaptação italiana, pois não vi um episódio, apenas o trailer.

A produção é da HBO, mas infelizmente não está disponível On Demand. Ei, HBO, olha por nós e disponibiliza Em Terapia !

 

The Knick – 2 temporadas – 2014 – HBO

A série, dirigida pelo prestigiado Steven Soderbergh, fala de medicina, doutores e hospitais em 1900. O título vem de Knickerbocker, um hospital que realmente existiu em Nova York. O protagonista é o Dr. John Thackery (o astro Clive Owen), ousado experimentador de novas técnicas cirúrgicas. As cenas onde ele opera, cercado de estudantes, outros cirurgiões e curiosos, exigem estômago forte do telespectador. Além de tudo, Thack que já é alucinado por natureza se vicia em cocaína, na época usada como anestésico. Enquanto isso, a corrupção corre solta na administração do grande hospital. O responsável pelos desvios financeiros, Hermann Barrow, interpretado pelo irlandês Jeremy Bobb, é um dos tipos mais asquerosos que já vi nas telas.

O Dr. Algemon Edwards, vivido por Andre Holland, é outro personagem importante ao tornar-se o primeiro negro a formar-se médico. Filho da empregada do dono do hospital, Algemon teve a chance de cursar medicina. Ele é tratado pelo benfeitor como um "animal de estimação" a ser exibido para os amigos. Quando chega ao The Knick, Algemon é hostilizado e discriminado pelos colegas brancos. A ele é reservado atender apenas pacientes negros em um local apertado e sombrio. Quando precisa atender um homem pobre e branco, o paciente não quer ser tocado por um "homem de cor". Mas ele e Tackery têm algo em comum: a ânsia pelo experimento e o uso de novas técnicas. Assim, ele consegue algumas brechas no sistema, despertando a inveja de outros discípulos de Tack. Pra embolar ainda mais o meio de campo, o Dr. Algemon mantém um romance secreto com a filha do dono do hospital. Em resumo: "The Knick" é o melhor do cinema, usando a TV como veículo. Pena que o público não a valorizou como merecia e durou apenas duas temporadas.

 

A Ponte - The Bridge ( 3 temporadas -2012)

Foi graças a The Bridge que descobri a qualidade das produções nórdicas para TV, no caso Dinamarca/Suécia.  A ponte do título é exatamente a que liga os dois países. Um corpo encontrado na fronteira une um detetive dinamarquês (Martin) e uma detetive sueca(Saga) na investigação do crime. Não é só mais uma dupla de detetives, como em tantos e tantos filmes: são personagens intrigantes e bem construídos, principalmente, Saga, uma das melhores criações no gênero.

Os americanos resolveram refilmar The Bridge, mas como tenho implicância com remakes não vi, mas ela é bem avaliada e está disponível na Netflix.

 

House of Cards – 6 temporadas – disponível na Netflix

Quando se fala em série sobre política a primeira que vem à cabeça é House of Cards, com Kevin Spacey, um ator excelente que viu sua carreira ser destruída no ano passado após denúncias de assédio sexual. Ele interpreta o mais que ambicioso congressista Frank Underwwod que, juntamente com a mulher, Claire, é capaz até de matar para chegar à presidência. A produção original é inglesa, talvez por isso a melhor temporada da versão americana seja justamente a primeira, cópia do roteiro britânico.
O sucesso foi tão grande que HoC ganhou uma sétima temporada, mesmo sem o desgraçado ator/personagem principal. Uma frase do personagem Frank Underwood acabou definindo a situação real de Spacey: "em 10 segundos, um homem pode perder todo o seu poder". Demitido da Netflix, a empresa ainda filmou uma última temporada para não deixar os milhões de seguidores na mão. O  protagonismo dos episódios derradeiros ficou com a esposa Claire Underwood, interpretada de forma competente pela bela Robin Wright. Mas Frank/Spacey fez muita falta. Ah, se fez...

 

Veep – 6 temporadas – disponível na HBO

Política é um tema que se presta à comédia, vocês não acham?  A minha série de humor favorita prova isso com um texto mordaz, irônico e engraçadíssimo. A maravilhosa  Julia Louis-Dreyfuss ( de Seinfeld) interpreta a vice-presidente dos EUA , Selina Meyer, que tem pretensões de chegar à presidência. Seu staff  - assessor de imprensa, chefe de gabinete etc... - é atrapalhado, ambicioso, capaz de tudo para manter o emprego e acaba metendo Selina em "frias" constantes. O assistente direto, pau pra toda obra, do tipo que carrega a bolsa da chefe e providencia desde remédios a batom, é hilário. O ator Tony Hale já levou, merecidamente, um Emmy e várias indicações. Sempre torço por ele porque seu trabalho é fantástico. Para fazer justiça: o elenco todo é bom demais! Infelizmente, Julia Louis-Dreyfuss esteve em tratamento de câncer de mama e a sétima temporada está demorando para chegar. Deve também se o derradeiro. Já sinto saudades antecipadas dos episódios cheios de palavrões da vice que se torna presidente, sendo a pessoa mais politicamente incorreta do planeta. Acho que esses bastidores da política são até mais realistas que o drama House of Cards. E a gente ri pra não chorar...

 

Handmaid´s Tale (O conto da Aia) – 2 temporadas  - disponível no Paramount/Net

A mais recente da lista está sendo exibida na TV aberta pela Globo, apesar do tema difícil. Mas se você é daqueles que só vê filmes legendados e gosta de fazer mutirão, pode acompanhar no Paramount Channel. Os 26 episódios estão disponíveis dublados e legendados. Prepare-se para fortes emoções, cenas de crueldade e a comparação do futuro fictício com o presente real.

A trama se passa na distopia de Gileade, uma sociedade totalitária que foi anteriormente parte dos Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, Gilead é governada por um fundamentalismo religioso que trata as mulheres como propriedade do estado. Como uma das poucas mulheres férteis restantes, Offred ( Elizabeth Moss, premiadíssima pelo papel) é uma serva na casa do comandante, uma das castas de mulheres forçadas à servidão sexual como uma última tentativa desesperada para repovoar um mundo devastado. Nesta sociedade aterrorizante onde uma palavra errada pode acabar com sua vida, Offred vive entre comandantes, as suas mulheres cruéis e seus servos - onde qualquer um poderia ser um espião para Gilead - tudo com um único objetivo: sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela. ( Dados:minha série). Já vazou um teaser da terceira temporada e, pelo jeito, a crueldade só aumenta...

Outras recomendadas: Lillihammer, Run coyote run, Sillicon Valey, Barry (comédias), The affair, The Deuce, Succession, Harlots ( drama) The good wife, Damages (drama/tribunal), Ray Donovan, True Detective, Homeland (policial), O jardim de bronze, Breaking Bad, Peaky Blinders ( suspense), Downtown Abbey (drama/romance), Game of Thrones, Penny Dreadfull (fantasia)

____________________________________________________________

 

AS MINI PRECIOSIDADES

Se você não quer começar grande, inicie pelas minisséries ( meu formato favorito). Em 10, 12 episódios, você verá princípio, meio e fim. Não há excessos, nem "enchimento de lingüiça". Algumas sugestões:

 

Big Little Eyes – 7 episódios – disponível na HBO/Net

Elenco estelar: Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Laura Dern e Alexander Skarsgard. A trama: três mães se aproximam quando seus filhos passam a estudar juntos no jardim de infância de uma pequena e bucólica cidade. Um caso de violência doméstica mostra que nem é tudo é um mar de rosas no lugar, levando as mulheres a atitudes extremas.

 

Trust – 10 episódios – disponível no Fox Premium/Net

A história do sequestro do neto e herdeiro de Paul Getty, o homem mais rico do mundo. Donald Sutherland interpreta o patriarca, um homem que humilha a todos em volta, principalmente os filhos, e se recusa a pagar o resgate para libertar Paul Getty III. Hilary Swank e Brendan Fraser também estão no elenco. A minissérie não fez muito sucesso junto à crítica, mas gosto dela mais do que a premiada O Assassinato de Gianni Versace lançada na mesma época.

 

Mildred Pierce – 5 episódios –

A história se passa em 1931, quando Mildred Pierce expulsa o marido de casa e precisa sustentar sozinha as duas filhas, Veda de 11 e Ray de 7 anos. Mildred procura uma agência de empregos e só encontra trabalhos abaixo de suas qualidades. Depois de empregos mal-sucedidos, ela acaba indo parar em um restaurante local, Cristofor's Café, onde o destino e uma garçonete chamada Ida irão desempenhar papéis importantíssimos para o seu futuro. O drama central está na superação e na relação de Mildred com a filha ambiciosa e egoísta. Há cenas de cortar o coração. Kate Winslet interpreta a sofrida Mildred de forma soberba.

Outras recomendadas: Feud- Bete Davis e Joan Crawford (Fox Premium); Alias Grace (Netflix), O povo contra O.J.Simpson (Netflix), Fargo (Netflix), Sharp Objects (HBO)

____________________________________________________________

 

E O OSCAR VAI PARA ...

Pra não dizerem que não falei de cinema, um lembrete: no próximo domingo, 24/02, acontece a cerimônia de entrega do Oscar 2019. Cercado de polêmicas, como as idas e vindas do apresentador Kevin Hart que desistiu depois de ser criticado por seus antigos tuítes homofóbicos, este ano não haverá um mestre de cerimônias, lugar já ocupado brilhantemente por Billy Cristal, Whoopy Goldberg, Steve Martin e Ellen DeGeneres.

Outro "incêndio", já debelado, foi a tentativa da Academia de deixar fora da apresentação ao vivo as categorias Melhor fotografia e Melhor Montagem A intenção era reduzir a cerimônia a 3 horas de duração para estancar a queda de audiência ano a ano. Em 2018, a audiência caiu para 26 milhões de telespectadores nos EUA, 17% a menos que no ano anterior. Depois da grita de técnicos e artistas,  a Academia voltou atrás e manteve as duas.

Mas nem só de polêmicas vive o Oscar 2019, há também novidades como a inclusão pioneira de um filme produzido pelo sistema streaming , no caso a Netflix, o premiadíssimo Roma, do mexicano Alfonso Cuarón. Para poder concorrer, o filme foi colocado em algumas salas de cinema, mas seu grande público foi mesmo o da TV fechada. Roma concorre tanto a Melhor Filme Estrangeiro quanto a Melhor Filme, a categoria mais cobiçada do Oscar.

Outro pioneirismo é Pantera Negra, inovador já no conteúdo ao trazer um super-herói negro, ser o primeiro filme do gênero a concorrer ao Oscar de Melhor Filme.

Apostas para domingo? Já fiz algumas, usando coração e cabeça: Glenn Close ( Melhor atriz), Mahershala Ali( Melhor ator coadjuvante), Green Book ou A Favorita (Melhor Filme), Rami Malek ou Christian Bale( Melhor ator), Roma (Melhor filme estrangeiro), Alfonso Cuarón ( Melhor diretor), mas a roda gira e sempre pode haver alguma surpresa na 91ª edição do Oscar. Só saberemos domingo à noite, a partir das 22 horas !

Onde assistir a cerimônia ? Pelo canal fechado TNT ; na TV aberta pela Globo (apresentação Dira Paes, que fez sucesso no ano passado e não virou meme...hahahaha...desculpe, Gloria Pires) e pela internet e redes sociais em geral. Um lembrete: a Globo só começa a transmitir depois do Fantástico e do BBB. Ah, e se você gosta de ver os artistas chegando no tapete vermelho e o figurino sempre arrasador das atrizes, o canal E! é a melhor pedida ( só transmite o tapete vermelhos e as festas pós-Oscar).

____________________________________________________________

 

MENS@GEM PARA VOCÊ

De: Suzete ( sobre a edição Calor, suor e cinema)

Pra variar, deu vontade de rever o que já vi e de conhecer os demais, baita seleção. Houve Uma Vez um Verão não acho nem digital nem em dvd, adoro! O Jorge Furtado fez uma brincadeira com o título no simpático Houve Uma Vez Dois Verões, divertido romance adolescente que faz a gauchada lembrar dos veraneios dos anos 70/80 nas "belíssimas"praias gaúchas (SQN).

Sim, Suzete, Houve uma vez dois verões traz uma nostalgia imensa...

____________________________________________________________

 

CARA DE CINEMA

Já que falamos em Oscar, a homenageada da semana é a atriz com maior número de estatuetas na história da premiação: a grande Katharine Hepburn. Entre 1934 e 1982, ela ganhou quatro vezes na categoria de Melhor Atriz. Depois dela, vem Meryl Streep e Ingrid Bergman, com três Oscars cada.

____________________________________________________________

THE END

*Fotos/divulgação
Tags:
cinema séries beijos de cinema arte cultura séries de TV netflix
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Brígida Poli

Brígida Poli

é jornalista. Cinéfila desde criancinha, converteu-se à mania das séries depois de assistir a "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, apenas alguém que gosta de trocar ideias sobre a sétima arte.

Comentários