Janeiro 23, 2019

Os mexicanos invadiram Hollywood!

Os mexicanos invadiram Hollywood!
Alejandro González Iñárritu, Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón (Foto: Divulgação)

Pode até ser que o presidente americano, Donald Trump, consiga construir seu sonhado muro na fronteira com o México, mas não há como impedir a entrada avassaladora dos diretores mexicanos em Hollywood. A indústria do cinema se curva, principalmente, a três deles: Alejandro González Iñárritu, Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón. Prova disso é o sucesso deles no maior prêmio do cinema: o Oscar. É sobre os filmes desse trio incrível que vamos falar nesta edição de Cine&Séries.

A inspiração para escolha do tema veio do mais recente mexicano a cair nas graças de Hollywood, Alfonso Cuarón, e do sucesso do seu Roma, que está fazendo barba, cabelo e bigode nos primeiros grandes prêmios do ano. Levou melhor diretor e melhor filme em língua estrangeira no Globo de Ouro e, na semana seguinte, também melhor filme, melhor diretor, melhor fotografia e melhor filme em língua estrangeira no Critic´s Choice Award. O prêmio dado pela maior associação de críticos americanos é considerado a prévia do Oscar, aquele que, estatisticamente, melhor antecipa a escolha que a Academia de Cinema de Hollywood fará em 24 de fevereiro.

Conheci meu primeiro  - e até hoje favorito - diretor mexicano, Alejandro Iñárritu, em 2000.  Estava passeando em Belo Horizonte quando fui assistir "Amores Perros" com uma amiga. Saímos do cinema sideradas e mudas. Só conseguimos falar a respeito uma hora depois tal o impacto que o filme nos causou. De uma coisa eu tive certeza na hora: havia sido o melhor filme que eu vira na última década.

Iñárritu, Del Toro e Cuarón são amigos desde o início de suas carreiras. Del Toro ajudou na edição de "Amores Perros".  Até hoje ao assumir um projeto, apresentam suas idéias uns  aos outros para as ouvir críticas. Foi assim com "Birdman", por exemplo, quando Del Toro não poupou o amigo Iñárritu. Pelo sucesso do filme, parece que o amigão ajudou muito. É lindo ver que quando um é premiado, os três comemoram.

Bueno, vamos falar um pouco sobre cada um deles e de seus filmes mais importantes. Se esqueci alguma película que você goste, pode puxar minha orelha no rodapé da coluna ou pelo cineseries@portalmakingof.com.br Aceito elogios também.

p.s: A arte ultrapassa qualquer muro... y viva México!

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ALEJANDRO GONZALÉZ IÑÁRRITU ( 15 de agosto de 1963 – Cidade do México)

Já contei lá em cima que Amores Brutos foi um dos melhores filmes que vi nas últimas décadas. Daí, minha reverência total ao Iñarritu neste trio de grandes diretores. Depois do sucesso da produção mexicana, ele foi cooptado por Hollywood, onde filmou outros dois títulos que completaram a trilogia: 21 Gramas e Babel. Aqui precisamos falar de Guillermo Arriaga, o roteirista mexicano dos três filmes. Formavam uma dupla maravilhosa, mas Aguiarra se ressentiu da " apropriação de histórias que vivi", como ouvi ele contar em uma entrevista. Os dois romperam e Arriaga dirigiu seu próprio filme: Vidas que se cruzam ( 2008). O trabalho seguinte de Iñarritu foi Biutiful, que Arriaga se recusou a assistir e comentar. Se foi vaidade ou deslealdade não sei, mas é uma pena a dupla ter se desfeito. Seja como for, Iñárritu continuou a carreira internacional, faturando prêmios e mais prêmios, como veremos a seguir.

Amores Perros – 2000

O primeiro de uma trilogia de filmes com histórias que se entrelaçam. O eixo da trama é um grave acidente automobilístico acontecido na Cidade do México. A partir daí, três pessoas envolvidas no acidente se encontram e têm suas vidas mudadas para sempre. Um deles é o adolescente Octavio (Gael García Bernal), que decidiu fugir com a mulher de seu irmão, Susana , usando seu cachorro Cofi como veículo para conseguir o dinheiro para a fuga. Ao mesmo tempo, Daniel resolve abandonar sua esposa e filhas para ir viver com Valeria, uma bela modelo por quem está apaixonado. Também se envolve no acidente Chivo , um ex-guerrilheiro comunista que agora atua como matador de aluguel, após passar vários anos preso. Ali, em meio ao caos, ele encontra Cofi e vê a possibilidade de sua redenção. As cenas de rinha entre os cachorros foram extremamente bem filmadas e o resultado é brutal.

Babel – 2006

Depois de 21 gramas (2003), com Sean Penn, Babel traz Brad Pitt e Cate Blanchet em uma das histórias, fechando a Trilogia da Morte. Novamente as histórias se entrelaçam depois de um acidente com um ônibus de turistas que atravessa uma região montanhosa do Marrocos. Entre os viajantes estão Richard (Brad Pitt) e Susan (Cate Blanchett), um casal de americanos. Ali perto os meninos Ahmed e Youssef manejam um rifle que seu pai lhes deu para proteger a pequena criação de cabras da família. Um tiro atinge o ônibus, ferindo Susan. A partir daí o filme mostra como este fato afeta a vida de pessoas em vários pontos diferentes do mundo: nos Estados Unidos, onde Richard e Susan deixaram seus filhos aos cuidados da babá mexicana; no Japão, onde um homem tenta superar a morte trágica de sua mulher e ajudar a filha surda a aceitar a perda; no México, para onde a babá acaba levando as crianças; e ali mesmo, no Marrocos, onde a polícia passa a procurar suspeitos de um ato terrorista. Babel faturou o Globo de Ouro de Melhor Filme/Drama e o Oscar de Melhor trilha sonora.

 

Biutiful – 2010

Aqui, a história é linear. Uxbal é um homem que sobrevive explorando outros mais miseráveis que ele: camelôs africanos e agenciando chineses para a construção civil. Ao descobrir que tem uma doença terminal, Uxbal tenta organizar a vida para deixar seus dois filhos protegidos. O intérprete é Javier Bardem. Vocês já sabem o quanto gosto dele, mas em Biutifulele se supera. O olhar de desesperança do personagem ajuda a criar aquela sensação de soco no estômago que alguns filmes nos causam. Conhecemos também uma Barcelona diferente daquela de cidade grande, moderna e cheia de cultura, quando Iñarritu nos mostra a periferia da famosa cidade espanhola. Biutiful não é o trabalho mais prestigiado de Iñarritu, mas eu gosto MUITO do filme.

Birdman – A inesperada virtude da ignorância – 2014

Alejandro Iñarritu coroou sua importância no Oscar de 2015. Birdman recebeu oito indicações e levou quatro das mais importantes: filme, direção, roteiro original e fotografia. Quase que Michael Keaton levou o prêmio ao interpretar um ator famoso pelo papel de um super-herói, o Birdman. Ao se recusar a fazer a quarta continuação, a carreira dele vai por água abaixo. É quando ele resolve dirigir, roteirizar e interpretar um novo filme. É bom lembrar que Keaton foi o Batman nos primeiros dois filmes do super-herói para o cinema, recusou o terceiro e  estava há seis anos sem papel principal quando foi convidado para Birdman. Coincidência? Ele perdeu o Oscar para Eddie Redmayne que fez o papel de Stephen Hawking.

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GUILLERMO DEL TORO ( 09 de outubro de 1964 – Guadalajara)

Ele já começou arrasando. Seu longa-metragem de estréia ,Cronos (1993), ganhou o Prêmio Ariel de Oro (o Oscar mexicano) em várias categorias: direção, roteiro e melhor filme entre outros. A indicação da película para representar o México no Oscar abriu o mercado internacional para del Toro. Ele fez então Mutação (1997) em Hollywood. Já estava clara a sua preferência pelos filmes de terror e fantasia. Saindo do jugo dos grandes estúdios americanos, dirigiu A espinha do diabo, na Espanha, com produção dos irmãos Almodóvar, Pedro e Agustín. Foi através desse filme que conheci e admirei o trabalho de Guillermo Del Toro. Diferentemente do seu conterrâneo Alejandro Iñarritu, del Toro aceitou fazer filmes mais comerciais, de ação, bem hollywoodianos como Blade II e Hellboy. Com o ótimo O labirinto do fauno, porém, ele conquistou o respeito da crítica e fortaleceu sua bem-sucedida carreira fora das fronteiras mexicanas. Em 2018, uma conquista e tanto: levou o Oscar de Melhor Filme e o de Melhor Diretor, além do Globo de Ouro, com A forma da água.

A Espinha do Diabo – 2001

Descobri del Toro através deste terror psicológico que se passa durante a Guerra Civil Espanhola. Carlos é abandonado aos 12 anos num orfanato decadente. Lá ele sofre nas mãos dos outros garotos e de um funcionário cruel. A instituição é dirigida por uma mulher com deficiência física e por um professor veterano. Na escuridão e o medo que o lugar provoca, Carlos recebe a visita do fantasma de um menino que foi assassinado ali. O diretor usa e abusa das metáforas para lembrar o período sanguinário da ditadura do General Franco na Espanha.

Hellboy – 2004

O personagem dos quadrinhos, criado por Mike Mignola, já ganhou vida na tela duas vezes pelas mãos de Guillermo del Toro. O personagem é um demônio trazido à Terra ainda criança através de um experimento nazista , mas é resgatado pelos aliados. Ele recebe o nome de Hellboy e passa a lutar contra o mal. O ator principal é Ron Perlman, amigo de del Toro, que já tem uma cara esquisita mesmo sem maquiagem. O diretor lutou durante sete anos com os estúdios para Perlman ganhar seu primeiro papel de protagonista. Demorou, mas deu certo.

 

O Labirinto do Fauno – 2006

Nesta fábula sombria, mais Espanha, mais metáforas. Ofélia é uma menina de 10 anos que se muda com a mãe e o padrasto fascista para um lugar no campo onde ainda havia grupos de resistência da Guerra Civil Espanhola, recém terminada. Ela se apega à cozinheira que apóia os rebeldes. Um dia, Ofélia encontra um labirinto na grande mansão onde mora e a fantasia se mistura à realidade quando ela se depara com o Fauno. O filme ganhou o Oscar de melhor direção de arte, fotografia e maquiagem. Perdeu como melhor filme estrangeiro para o alemão A vida dos outros que , digo a vocês, também é bom demais! Mas O Labirinto do Fauno levou o Globo de Ouro e o Bafta de melhor filme estrangeiro.

A Forma da Água – 2017

Mais uma vez surfando nas histórias fantásticas, o diretor mexicano foi o grande nome do Oscar de 2018.  A Forma da Água faturou as estatuetas de melhor filme, melhor direção, melhor trilha sonora original. A trama se passa na década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, Elisa (Sally Hawkins), é  zeladora em um laboratório experimental secreto do governo. Muda e solitária ela se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate do amado, ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer). O elenco cabe como uma luva nos papéis. Jenkins é responsável por uma das cenas mais comoventes do filme. Sally Hawkins foi a única atriz cotada por del Toro para o papel da jovem solitária que não fala.

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ALFONSO CUARÓN ( 28 de novembro de 1961 – Cidade do México)

Ele ganhou sua primeira câmera aos 12 anos e o que poderia ser apenas uma brincadeira de menino, acabou definindo sua vida profissional. O primeira longa-metragem foi Solo com tu pareja, em 1991, mas só dez anos depois deu o pontapé inicial para uma carreira internacional com E sua mãe também. Foi com este filme que o mundo descobriu o talento do mexicano. Logo foi chamado por Hollywood para dirigir um Harry Potter ( O prisioneiro de Azcaban), Filhos da Esperança e Gravidade, entre outros. Cuarón tem essa característica: filma grandes sucessos comerciais e ganha muito dinheiro com eles nos Estados Unidos, mas filma também no México aquilo que mais gosta e está ligado às suas raízes. Foi assim com Roma, uma história autobiográfica em preto e branco, surpreendentemente comprada pela Netflix. O filme começou o ano ganhando vários prêmios importantes e quem apostar que ele vai levar também o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro estará fazendo um excelente negócio.

E sua mãe também – 2001

Minha primeira vez com Alfonso Cuarón foi com Y tu mamá también. A resumida sinopse do iMDB diz tudo: adolescentes e uma atraente mulher mais velha embarcam numa viagem de carro e aprendem uma ou duas coisas sobre a vida, a amizade, o sexo, e também sobre cada um deles. Não é uma história bobinha, é bastante intensa. Os dois jovens atores mexicanos ganhariam o mundo mais tarde: Gael Garcia Bernal e Diego Luna. A produção mexicana acabou ganhando 33 prêmios ao redor do mundo e teve 28 indicações, inclusive ao Oscar de roteiro original e aos Baftas de roteiro original e melhor filme em língua não inglesa.

Gravidade – 2013

Nesta ficção científica, Cuarón dirige dois nomes dos mais prestigiados em Hollywood: George Clooney  e Sandra Bullock. Clooney é um astronauta experiente que está em missão de conserto ao telescópio Hubble. Sandra faz a doutora que também está na missão. Eles são surpreendidos por uma chuva de destroços, decorrente da destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que sejam jogados no espaço sideral. Sem qualquer apoio da base terrestre da NASA, eles têm que encontrar um meio de sobreviver em meio a um ambiente completamente inóspito para a vida humana. Vi o filme em três D e fiquei bastante impressionada, mas está longe de ser uma produção popular. Cuarón ganhou o Oscar de melhor direção e também um elogio e tanto do colega James Cameron, diretor de Titanic e Avatar. Para ele, Gravidade é  "o melhor filme de espaço já feito".

Roma – 2018

E chegamos ao filme que provocou o tema da invasão mexicana em Hollywood ! Autobiográfico, filmado no México, em preto e branco, falado em espanhol e mixteco (idioma dos povos nativos), com mais de duas horas de duração... qual a chance de Roma fazer sucesso? Pois está ganhando todos os prêmios a que concorreu, como o importante Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, direção e melhor filme no Critics´Choice e segue firme e forte para faturar o Oscar de melhor filme em língua estrangeira. Feito para exibição nos cinemas, o filme acabou tendo os direitos comprados pela Netflix. Não por acaso, o diretor fez um elogio ao sistema de streaming, muitas vezes criticado pela indústria cinematográfica por afastar o público das salas de exibição. Cuarón sabe que jamais o filme seria visto por tanta gente se tivesse uma exibição tradicional.

O título pode confundir, mas Roma é o bairro da Cidade do México onde se passa a história. É um distrito localizado no município de Cuauhtémoc, na Cidade do México. É ali que vive a família classe média onde trabalha a jovem Cleo. Ela cuida da casa e dos quatro filhos do casal. Silenciosa e ingênua, quase sem vida própria, ela acaba enganada pelo namorado. Enquanto o pai abandona a família, o país enfrenta fortes conflitos políticos que acaba na matança de estudantes, no episódio conhecido como Halconazo ou o massacre de Corpus Christi, em 10 d e junho de 1971, uma das páginas mais tristes da história do México.

É difícil ver o filme sem lembrar das mocinhas do interior que eram levadas para a cidade grande no Brasil para servirem de empregadas e babás, dia e noite, sete dias por semana. Ficavam restritas ao seu quartinho apertado, sem janelas, como acontece com Cleo e a outra ajudante com quem ela conversa em mixteco. Seja como for, a jovem ama e é amada pelas crianças da casa que convivem mais com ela do que com os pais. Entre as muitas leituras que se pode fazer de Roma, está a profunda desigualdade social na América Latina. Ao final, o diretor dedica o filme a Libo. Trata-se de Libória Rodriguez, a mulher de origem indígena que trabalhou na casa da família Cuarón desde que ele era um bebê. (Disponível na Netflix: veja o trailer que abre a coluna).

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O LIVRO QUE VIROU FILME

O REGRESSO (The Revenant) – Michael Punke – 2002

O autor ,Michael Punke, é também embaixador dos EUA na Organização Mundial do Comércio. Em O Regresso ele criou uma ficção mantendo-se fiel aos fatos principais da história de Hugh Glass, um exímio caçador de ursos no oeste americano. Em 1923, ele sai numa excursão da Companhia de Peles Montanhas Rochosas e é atacado por um urso cinzento. Para não atrasar os trabalhos, o grupo deixa alguém cuidando dele, mas que acaba fugindo depois de roubar suas armas e suprimentos. Sozinho, Glass sobrevive e tem sede de vingança. Ele é movido também pelo desejo de reencontrar a família e enfrentará todo o tipo de sofrimento para se manter vivo.

O FILME – direção: Alejandro G. Iñarritu – 2016

Com O Regresso o diretor mexicano conseguiu um feito raro: ganhar o Oscar de melhor diretor em dois anos consecutivos. Antes dele, apenas John Ford ( 1940 e 1941) e Joseph L. Mankiewicz ( 1949 e 1950) haviam conquistado o "bicampeonato". O filme de Iñarritu realizou também o sonho de Leonardo DiCaprio ganhar seu primeiro Oscar de melhor ator. Ele já havia sido indicado por O Aviador, Diamantes de Sangue e O Lobo de Wall Street, mas fora sempre esnobado pela Academia. Foi o papel do sofrido Hugh Glass que o levou finalmente ao panteão dos agraciados com a estatueta de ouro. DiCaprio não está na lista dos meus 10 atores favoritos. No caso de O Regresso nem posso julgar, pois vi o filme em condições pouco favoráveis: na telinha da poltrona do avião, com som meia boca.

A adaptação de Iñarritu ganhou todos os outros prêmios importantes : Globo de Ouro, Bafta, Critics Choice... Hollywood e o mundo se renderam ao poder mexicano.

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FORA DE SÉRIE

THE ONE PERCENT – Alejandro González Iñárritu

Em 2014, o canal Starz comprou a ideia de uma série de 10 episódios criada e escrita por ninguém menos que Alejandro González Iñárritu, mas acabou desistindo por causa dos diversos atrasos. A produtora de The One Percent começou a procurar outra emissora e esta é a última notícia que tenho da série !

O que se sabe : The One Percent conta a história de uma família que, apesar de falida, luta para livrar a fazenda da ruína financeira. Contudo, as coisas mudam de figura graças à uma inesperada reviravolta do destino na vida deles. Hilary Swank fará a esposa do personagem de Greg Kinnear, um agricultor. O elenco previsto tem ainda o ótimo Ed Harris no papel de patriarca da família. (Na foto, Ed e Hilary Swank).

Por mais que eu tenha pesquisado não consigo responder onde e quando !!! Se alguém souber, por favor, envie informações para a coluna. Afinal, quem não quer ver uma série criada pelo diretor de "Amores Perros" e " Birdman" ?? Eu queeeeero....

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PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS OUTROS

Além de los três amigos, tema da coluna, há outros ótimos diretores mexicanos: Alfonso Arau, Amat Escalante, Robert Rodriguez, Luis Mandoki, Arturo Ripstein, Mariana Chenillo...

Amat Escalante e Ripstein

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AS MELHORES FALAS

O que seria do Cinema sem bons roteiristas ? Diálogos inteligentes fazem toda a diferença...

"Se queres fazer rir a Deus, conta para ele os teus planos". ( Amores Perros)

"Porque também somos o que perdemos." (Amores Perros)

"Se queres ser compreendido, deves aprender a escutar" ( Babel)

"Às vezes o destino é como uma tempestade de areia, ela não para. Você quer fugir, mas ela persegue você. Então você muda de direção, mas a tempestade sempre sabe como encontrá-lo e o toca mais uma vez, mais outra e mais outra... ( Uxbal – personagem de Javier Bardem)

"Eu digo seu nome em todas as minhas orações. Se há algum outro jeito de provar o quanto te amo, juro que não conheço. Você nunca saberá se não souber agora." ( A Forma da Água)

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MENS@GEM PARA VOCÊ

De: Dedé Ribeiro

Como sempre, a coluna é mais do que pertinente! Contribuo com a sugestão de um filme sobre o tema que está no Netflix: XXY. É com o maravilhoso Ricardo Darin.

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De: Juliana Bergmann

Super concordo com a Dedé, adorei a coluna de hoje!
Se fosse viajar para algum lugar, seria para o passado, com certeza! Meia-noite em Paris, mais precisamente. Conhecer todos aqueles artistas que admiro...aquele filme é mágico.

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A CARA DO CINEMA

Dolores Del Rio nasceu em Durango, México, em 1905. Fez seu primeiro filme (mudo) aos 20 anos . Foi a primeira atriz a usar maiô de duas peças no cinema,uma ousadia para a época, num filme de 1933, com Fred Astaire. Reclamava que os estúdios americanos não lhe davam bons papéis e, ao voltar ao México na década de 40, filmou seu maior sucesso: Maria Candelária, ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. Era belíssima e mesmo na maturidade mantinha linda pele e cabelos de fazer inveja. Respondia que seu segredo era dormir 10 horas por dia, não beber álcool, evitar comida gordurosa e comer muita fruta. Mesmo assim, tinha uma frase lapidar sobre a preocupação das mulheres com a velhice.

"Desde que uma mulher tenha brilho nos olhos, nenhum homem irá reparar se ela tem rugas em volta deles."

Dolores morreu nos Estados Unidos, em 1983, aos 78 anos. Continuava linda.

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THE END

 

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Brígida Poli

Brígida Poli

é jornalista. Cinéfila desde criancinha, converteu-se à mania das séries depois de assistir a "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, apenas alguém que gosta de trocar ideias sobre a sétima arte.

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