Maio 18, 2020

Os rostos do novo jornalismo

Os rostos do novo jornalismo
Rachel Schneider, NSC Lages e Camila Bomfim, Globo Brasília.

Talvez você saiba o nome de repórteres ou só relacione o nome ao ver a imagem. Agora, não tem mais isso. Desde que a Globo decidiu que o pessoal de microfone nas ruas tem que usar máscaras, e foi seguida pelas demais emissoras, todos são iguais. Só dá para diferenciá-los pelos olhos. Alguns são bonitos, outros cansados, mais jovens ou mais experientes.

É assim a cara do jornalismo em tempos de pandemia. Os repórteres de máscaras devem servir de exemplo para quem está em casa. Motivar o uso da proteção que pode evitar o contágio. É difícil dizer um texto de reportagem com um pedaço de pano na boca, por isso é uma contribuição relevante.

Tudo indica que por muito tempo será assim. Máscaras para todo mundo. Sinal de que o vírus, mesmo mortal, não irá calar a voz do jornalismo.

 

Respiradores 1

As investigações oficiais seguem seu rito e prazos, mas seria importante no caso dos respiradores que houvesse algum tipo de informação intermediária à sociedade. Afinal, dois secretários de estado foram envolvidos e não se sabe até agora quem foi o responsável pela compra superfaturada.

Nesse ponto, o trabalho inicial da CPI da Assembleia Catarinense praticamente não acrescentou nada em cinco depoimentos. Como alguns integrantes disseram, os deputados não têm poder de polícia. Na reunião de terça-feira passada, os depoentes disseram o que bem entenderam, sem compromisso com a verdade.

Ficou claro no depoimento do advogado de Biguaçu, que negou ter pressionado em favor do negócio, a pedido do ex-secretário da Casa Civil Douglas Borba, a quem negou conhecer, embora tenham apartamento no mesmo edifício.

Na próxima reunião, a CPI deve redobrar esforços para dar uma resposta à sociedade. Do contrário, só irá fazer espuma.

 

Respiradores 2

Outra questão de prazo, diante das formalidades legais, é a avaliação sobre os respiradores chineses, importados pela Veigamed, que chegaram quarta da semana passada. Afinal, a compra foi válida ou não? Os respiradores podem ser usados?      

 

Exemplos

Apesar dos espaços esticados para preencher a programação, tornando-a cansativa algumas vezes, há grandes momentos a se destacar. Quando há notícias relevantes, principalmente.

Nesse momento, brilham vozes experientes em seus comentários. Merval Pereira, do jornal O Globo e GloboNews, e Josias Pereira, do UOL-Folha de São Paulo. Quando há algum tema mais forte, é bom ouvir a opinião deles.

São jornalistas formados nas redações de jornais que convivem muito bem com as novas mídias.

 

Maju

Às vezes dá pena ver Maria Julia Coutinho no imenso cenário do Jornal Hoje e levando as notícias até três horas da tarde, cobrindo o praticamente extinto "Se Joga". Então, é muito provável que algo no texto ou na pauta não seja tão bom quanto deveria ser.

Um dos hábitos que deveriam ser revisados do JH seria reformar o jeito de chamar os repórteres, evitando o batido "conta pra gente". Um telejornal diário não pode privilegiar obviedades, mesmo sendo feito às pressas.

 

#RIP

A Mário de Souza, dono da Multiart, parceiro por 25 anos na produção de cenários e fundos para a RBS TV e TVCom, a merecida homenagem.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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