Julho 14, 2020

Pandemia, futebol e mudança de opinião

Pandemia, futebol e mudança de opinião

 

Uma transferência de responsabilidade no combate a covid-19 que não deu certo: o governo federal para os estados e os estados para municípios, onde os prefeitos têm um olhar para as eleições de novembro. O resultado foi o aumento exponencial de da doença, pressionando a rede hospitalar, insumos e os serviços de   atendimento médico.

Nesta segunda, 13, reclamado pela sociedade, o Estado, adotou medidas que buscam retomar a estratégia de combate à doença. Usada como grande inovação, a tal de “ferramenta” do governo do Estado nada mais é do que um instrumento de acompanhamento. Por si só não resolve nada. É preciso gestão de crise, tarefa que foi descoordenada nas últimas semanas.

Recuperado da covid-19, cabe a Carlos Moisés esse papel.

 

Presença

 

Em São Paulo, o governador João Dória dá entrevistas coletivas diárias desde o início da pandemia, acompanhado de vários secretários. A sensação dos paulistas é de ação, embora os dados preocupantes da doença.

Aqui, nos primeiros dois meses, também foi assim. Por coincidência, à medida que o caso dos respiradores de agravava, as autoridades saíam da cena pública. Criou-se uma sensação de vácuo, que deve ser retomada, por pior que sejam as notícias a serem dadas.

 

Campeonato

 

O futebol pisou na bola. Os clubes pressionaram fortemente as autoridades para voltar o campeonato, assinaram protocolo de saúde e logo na primeira rodada mostraram que não estavam devidamente preparados. Dezenas de contaminadas em vários clubes paralisaram o campeonato. Até o presidente da Federação está a com a covid-19.

Futebol e pandemia com pico de contaminação decididamente não combinam.

 

Não falei?

 

Mudança de opinião.

A imprensa esportiva catarinense foi quase unânime na pressão pela volta do futebol. Agora, a maioria diz que a era o momento adequado.

 

Na Frente

 

Coube a Raphael Faraco, da NSC, a informação privilegiada 24 horas antes do governo anunciar medidas restritivas por decreto.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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