Setembro 16, 2020

Pandemia tem maior impacto em negócios liderados por mulheres

Pandemia tem maior impacto em negócios liderados por mulheres
Reprodução

As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no empreendedorismo, mas o impacto nos pequenos negócios causado pela Covid-19 é ainda maior para elas do que para os homens, já que antes mesmo da pandemia elas enfrentavam desafios para empreender.

É o que revela o levantamento "O Impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios", realizado pelo Sebrae. De 153 países monitorados, o Brasil ocupa a 92ª posição no ranking de Igualdade de Gênero, demonstrou a pesquisa World Economic Forum (2020). 

Na pesquisa são consideradas a participação e oportunidades na economia, desempenho educacional, saúde e sobrevivência e participação política. Considerando uma nota de 0 a 100, o Brasil pontuou apenas 69. É um número baixo, pois contrasta com outros países que lideram o ranking, como Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia, que alcançaram a margem de 82 a 88 pontos. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também chamam atenção para a diferença salarial entre homens e mulheres. Eles ganham 23% a mais e têm uma taxa de desemprego 40% menor do que elas.

A Gestora do Sebrae Delas Mulher de Negócios, Marina Barbieri, analisa que as informações levantadas impactam diretamente nas discussões sobre igualdade profissional e a representatividade das mulheres nos pequenos negócios.

"Com essas pesquisas, conseguimos analisar o cenário da mulher empreendedora, principalmente em meio à pandemia, e investir ainda mais em Programas como o Sebrae Delas Mulher de Negócios, que tem como foco a mulher empreendedora, para desenvolver suas ideias e montar seu próprio negócio. Dessa maneira, conseguimos fortalecer as micro e pequenas empresas e reduzir as desigualdades de gênero", disse.

A pesquisa revela que esse impacto é ainda maior porque as mulheres costumam atuar em setores sociais, um dos segmentos mais afetados pela pandemia, como por exemplo, varejo, turismo e hotelaria.

Além disso, é mais alta a proporção de mulheres na informalidade, que estão mais à margem da lei, dos benefícios do Estado e que encontram mais dificuldades para conseguir crédito. Outro ponto importante é a dedicação à família, à casa e atividades do lar, que somam 2,7 horas por dia a mais do que a dedicada pelos homens.

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Redação Making Of

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