Dezembro 06, 2019

Pesquisa revela índices positivos para Bolsonaro e Moisés

Pesquisa revela índices positivos para Bolsonaro e Moisés

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, que teve como campo Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, os maiores municípios da Região Metropolitana, mostra que os números da avaliação das administrações do governador Carlos Moisés da Silva e do presidente Jair Bolsonaro são muito próximos, assim como a aprovação dos dois governantes, um quadro bastante positivo para ambos.

Quando há o estímulo ao entrevistado, na Capital, onde se verificam as maiores diferenças entre ambos, os conceitos entre ótima e boa administração são de 44% para o presidente e de 44,8% para o governador, enquanto regular fica em 19,7% para Bolsonaro e 16,8% para Moisés, e ruim e péssima 34,3% e 16,8%, respectivamente, o que demonstra uma maior criticidade em relação ao inquilino do Palácio do Planalto.

Já 55,3% aprovam a administração de Bolsonaro e 64,7% a de Moisés. Outros 40,7% desaprovam o presidente e 28,8% o governador.

De qualquer modo, na percepção do eleitor, com 16 anos ou mais, alvo das entrevistas, também deve ser analisada pela margem de erro, de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, o que gera alguns empates técnicos entre Bolsonaro e Moisés, na visão dos 648 entrevistados de 27 a 29 de novembro. A pesquisa foi registrada no Conselho Regional de Estatística das 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Regiões.

 

Mais próximos nas demais cidades

Em Biguaçu; com 48,3%, de ótima e boa; 23% regular e 27,3 ruim e péssima; Palhoça, 48%, 25,9% e 24,3%; e São José, 47,1%, 22,5% e 28,4%, Bolsonaro tem índices quase que iguais e Moisés, que aparece, na mesma sequência, com 48%, 31,8% e 16,5%, entre os biguaçuenses; 43,1%, 35,8% e 17,7% para os palhocenses; e 48,3%, 31,4% e 16,6%, na opinião dos josefenses.

Quando o assunto é aprovação, o presidente figura com 62,3%, 61,8% e 60,9% nos três municípios, enquanto o governador tem 67,7%, 64,6% e 68%, portanto, melhor do que a de Bolsonaro, o mesmo que ocorre no quesito desaprovação, onde o presidente tem 33,8%, 33,3% e 34,2% e o governador 26,5%, 28% e 24,7%, respectivamente.

 

Variações

Houve diferentes números de entrevistados no levantamento do Instituto Paraná Pesquisas.

Pela tabela de respostas foram 644, em São José; 642, em Palhoça; e 648, em Biguaçú.

 

Argumento

Pesquisa é um retrato do momento, poucas vezes será possível que as avaliações, mesmo as positivas, como as agora reveladas pelo Instituto Paraná Pesquisas, servem como parâmetro para cenários políticos futuros, embora, desde já, os índices favorecem o governador, que teve grandes embates com o setor produtivo, com políticos e na gestão da máquina pública em 11 meses de administração, não impactantes o suficiente para o eleitor.

O que os números não negam é que, pelo menos na Grande Florianópolis, a companhia de Moisés será benéfica para Bolsonaro, ao contrário do que os rebelados do PSL, rumo à Aliança Pelo Brasil, insistem em dissociar, ainda baseados no argumento de que foi a onda promovida pelo presidente a única base da vitória do governador em Santa Catarina, sem considerar que há méritos que são somente do coronel da reserva remunerada do Corpo de Bombeiros e advogado para chegar ao Centro Administrativo.

 

Inevitável

A manutenção do bom desempenho deve ter influência na eleição municipal do ano que vem.

A percepção do eleitor é a de que Bolsonaro e Moisés são bons cabos eleitorais pelo estilo de gestão que realizam até agora, com leve vantagem para o governador, que testará a sua força política na escolha de prefeitos e vereadores, justamente em um cenário totalmente novo, em que os candidatos às câmaras disputarão sem coligações, em nome apenas de seus partidos, e terão o desafio de aceitarem ou não as composições com os candidatos às prefeituras.

 

Hora de balanço

Para quem tem sido crítico com a postura partidária do senador Dário Berger nos últimos anos é inegável admitir, que, no Congresso, o parlamentar catarinense ganhou espaço: com a presidência da Comissão Mista de Orçamento, que garantiu recursos para o Estado; e, neste momento, na relevante presidência da Comissão de Educação.

Este esforço se transforma em recursos, como no caso de R$ 14,5 milhões para a instalação de usinas de asfalto em municípios do interior do Estado, fruto uma verba extra batalhada pelo senador, que beneficiará 100 prefeituras, inicialmente, sendo que a licitação da primeira usina, para os 19 municípios da Associação de Municípios do Extremo-Oeste (Ameosc), já foi autorizada pelo governo federal.

 

Mudança

A assessoria de Dário confirma que, a partir de agora, o senador intensificará a participação em eventos políticos e do MDB, depois de ter se ausentado em função de um tratamento de saúde.

E esclarece que o escritório regional, que funciona em um condomínio comercial, no Bairro de Coqueiros, em Florianópolis, há um ano, possui apenas uma sala.

Uma empresa foi contratada para atualizar as ferramentas de mídia digital, o site, por exemplo, e o jornalista Fabiano Amaral é o responsável pela atualização de conteúdo nas redes sociais, a partir de Brasília, com o apoio do jornalista Naim Campos, em Florianópolis.  

 

Pegou mal

Bancada federal de Santa Catarina, autora de emendas coletivas, que são a base das entregas de equipamentos agrícolas e tratores na agenda do governador Carlos Moisés no interior do Estado, não gostou do que considerou um descaso.

Receberam o convite para as solenidades, entre quinta (5), em Chapecó, e esta sexta (6) – Concórdia e Campos Novos -, em cima da hora, sem tempo para o deslocamento de Brasília ou qualquer possibilidade de garantirem a presença em função da logística.

 

EDUARDO GUEDES DE OLIVEIRA/AGÊNCIA ALESC

EM TOM DE COBRANÇA

Fato raro à tribuna da Assembleia partiu do líder do PSL, deputado Sargento Lima, com um pedido de desculpas ao prefeito de Joinville Udo Döhler (MDB), que havia sido criticado à véspera por não ter aderido ao Programa Recuperar do governo do Estado para a manutenção de rodovias. Depois que Lima soube que seriam R$ 403 mil mensais para a região Norte acabou por concordar com o prefeito emedebista. Para o deputado, “tudo indica que o município absorveria um encargo e não receberia o repasse”. Detalhe: Joinville arrecada quase um quarto dos impostos de Santa Catarina.

 

Na mesma linha

De volta às cobranças, Sargento Lima quer que o governador Carlos Moisés repasse de R$ 6 milhões para o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, que atende mais de 50 municípios da região.

O deputado tem contado e listou 23 tratativas entre a entidade e o governador ou secretários desde 3 de janeiro para firmar o convênio, mas nem a primeira das duas parcelas apareceu.

 

DIVULGAÇÃO

MAIS DO QUE UM MIRANTE

Primeira parte da obra de revitalização do acesso ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), em Urubici, o mirante inaugurado nesta quinta (5) tem um significado maior do que atender aos 120 mil turistas que visitam o Morro da Igreja, na Serra Catarinense. Na batalha para garantir a obra, avaliada em R$ 35 milhões, um trabalho do 1º Batalhão Ferroviário do Exército, sediado em Lages, a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania) conseguiu verbas no Ministério da Defesa, desde a época em que o ministro era Raul Jungmann. O problema era a precariedade da estrada, único acesso à base militar da Aeronáutica, que tem 17 quilômetros de extensão, construída na década de 1980, e cuja recuperação, quase concluída, ocorre em 70% com obra subterrânea, drenagem e contenções. Na foto, durante a inauguração do mirante: o general da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, Ricardo Aversa; o coronel Cleber Machado de Arruda, comandante do Batalhão Ferroviário; a deputada Carmen e o coronel aviador Marcos Kentaro Adachi, comandante interino do Cindacta II. Fora da foto, o prefeito Anotnio Zilli, de Urubici, e o deputado Marcius Machado (PL), acompanhados de vereadores de Lages que participaram da entrega da obra.

 

* POSICIONAMENTO: Deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB) integra a Frente Parlamentar Mista Contra o Aborto em Defesa da Vida, lançada quinta (5), em Brasília.

 

* COMEMORAÇÃO: Formando na primeira turma da Escola Superior de Administração e Gerência (Esag), Esperidião Amin (PP) lembrou os 50 anos da solenidade, à tribuna do Senado, e participa nesta sexta (6) dos dois atos que marcam a data: uma cerimônia, às 17h, no auditório da Esag, e, na sequência, um jantar no Lira Tênis Clube.

 

* SAÍDA: Presidente da Fundação Cultural de Criciúma, o dentista Júlio Lopes, pai do deputado estadual Jessé Lopes, desfiliou-se do PSL, e, enquanto a Aliança Pelo Brasil aguarda o registro no TSE, lidera a Coalizão Conservadora, no Sul e em parte da Serra e do Meio-Oeste.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento) e na 105 FM (Jaraguá do Sul); e assina uma coluna no Diarinho, de Itajaí.
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