Julho 30, 2019

Política é para amadores ou profissionais?

Política é para amadores ou profissionais?

Pouco depois das eleições de 2018, o jornalista David Cohen assinou interessante artigo na revista Exame, no qual perguntava: A política é uma profissão? Seguidamente penso sobre isso. Quando nós falamos "aquele ali é um político profissional", geralmente é com um certo tom de desaprovação, como se a política em si fosse algo ruim, prejudicial às pessoas. A verdade não é essa. O ato de se fazer política é muito importante, indispensável até. O problema está, muitas vezes, nas pessoas que nós elegemos. Isso é uma outra história.

Cohen cita o exemplo do presidente Jair Bolsonaro, deputado federal por vários mandatos que se elegeu prometendo fazer uma política "diferente disso que está aí". Um exemplo de político antipolíticos. "Não há médicos não médicos, nem pilotos de avião sem experiência em pilotar. A política poderia ser mais bem exercida por amadores?", questiona o jornalista. O que se tem visto por aí muitas vezes são pessoas eleitas pelo povo, muitos até com boa vontade, mas sem a menor ideia do que é, o que faz e as responsabilidades de um político.

Na Grécia antiga, Platão dizia: "Se a política é uma arte, precisa ser exercida por quem entenda dela". Havia toda uma preparação do candidato antes dele assumir o cargo de representante do povo. Conhecimento e experiência eram qualidades indispensáveis. Hoje, o que a maioria das pessoas deseja é a renovação da classe política, mas sem se importar muito se os novos eleitos são qualificados ou não para o cargo. O importante, dizem, é mudar. 

São tantos os atos de corrupção, desvios, falcatruas e roubos escancarados que a categoria inteira está desacreditada. Mudar é bom sim, traz esperança de dias melhores para a sociedade. Mas os candidatos precisam estar capacitados para funções tão importantes. Não há lugar para amadorismos.

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Viviane Bevilacqua

Viviane Bevilacqua

Trinta anos de jornalismo diário e predileção por temas ligados ao comportamento humano. Crônicas que falam sobre as relações familiares, educação, saúde e o cotidiano de todos nós, sempre de forma leve e direta, como se fosse um bate-papo entre a jornalista e o leitor.

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